TECNOLOGIAS ASSISTIVAS, NO CUIDADO DE ENFERMAGEM À PESSOA IDOSA EM TRATAMENTO PALIATIVO
1TAINÁ SILVA FARIAS, 2JULIANA SANTOS VIEIRA DA ROCHA, 3MARILI CALABRO
1¹Afiliação (Acadêmico do curso de enfermagem da Universidade Paulista- UNIP)
2Acadêmico de enfermagem da Universidade Paulista- UNIP
3Docente da UNIP
Introdução: Com o aumento da longevidade e expectativa de vida da população brasileira, cenários sociais, governamentais, saúde e tecnologia têm se adaptado e se reestruturado para melhor atender o acréscimo da população idosa e proporcionar qualidade vida em meio ao processo do envelhecimento. Entretanto, o risco do desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) e ameaçadoras à vida, seguem o mesmo fluxo de crescimento e abrangência dessa população interferindo no processo de envelhecimento saudável e funcional. Para o desenvolvimento da presente revisão de literatura a hipótese levantada é de que as Tecnologias Assistivas (TA) adotadas no cuidado de enfermagem desempenham papel fundamental na melhoria e qualidade do serviço prestado ao idoso paliativo, podendo auxiliar e amenizar todo o desgaste do processo, permitindo também que a equipe de enfermagem seja menos sobrecarregada as tarefas diárias (MORAIS, 2016) (ANDRADE, 2009) (BERLANDI, 2023). 
Objetivo: Identificar e elucidar as Tecnologias Assistivas - (TA) que estão sendo adotadas por enfermeiros para auxiliar no cuidado prestado a pessoas idosas em tratamento paliativo.   
Desenvolvimento: Tecnologias Assistivas podem ser definidas por: Todos os recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais e assim promover vida independente e inclusão, com objetivos de gerar acessibilidade, qualidade de vida e proporcionar maiores possibilidades de independência, locomoção, educação, saúde, entre outros aspectos. As TA adotadas no cuidado de enfermagem desempenham papel fundamental de melhoria na qualidade do serviço prestado a pessoa idosa, por meio da diminuição de agravos e comorbidades, proporcionando conforto, segurança, controle de sintomas, alívio do sofrimento e da dor, o que se torna imprescindível ao paciente em tratamento paliativo (ALBUQUERQUE, MOREIRA, COSTA et al, 2011, p. 184-188).
São Exemplos de Tecnologias Assistivas: Colchão Pneumático (objetivo prevenir o aparecimento de lesões por pressão em pacientes acamados); Guincho de transferência (Auxilia na transferência de pacientes entre decúbitos); Métodos e práticas integrativas (dispositivos de massagem, acupuntura..., visando alívio da dor); Cadeira de banho (Fornece apoio a pacientes e prestadores de cuidado durante o período do banho prevenindo quedas e desgaste físico excessivo); Dispositivos de automação residencial (casa inteligente, como sensores de presença responsáveis por ativação de luzes de ambientes prevenindo quedas); videogames para estimulação cognitiva em caso de pacientes com quadro clínico de doenças neurodegenerativas; inteligências artificiais e aplicativos de dispositivos remotos para rastreio e prevenção de lesões pro pressão; (MORAIS, 2016) (ANDRADE, 2009) (BERLANDI, 2023). 
Conclusão: Em suma as TA são essenciais no cuidado de enfermagem prestado a pessoa idosa, ainda que não específicas ao tratamento paliativo elas possuem a capacidade de dinamizar a rotina diária, facilitando o auxílio a realização das AVDS e dos demais cuidados prestados aos pacientes com alto grau de dependência e elevada complexidade clínica, o que costuma ser o quadro clínico de pacientes idosos em paliativo. Entretanto fica a cargo da equipe de enfermagem, outros profissionais de saúde e familiares responsáveis por pessoas idosas se capacitarem para o correto manuseio e utilização dessas tecnologias e recursos. Embora TA já estejam presentes no cotidiano do cuidado prestado as pessoas idosas, seu acesso ainda é limitado por fatores socioeconômicos, é importante ressaltar que apesar das TA auxiliarem quanto sua autonomia, ainda assim é imprescindível a supervisão e o acompanhamento de cuidadores e profissionais capazes de assegurar a manutenção e o bom funcionamento dos equipamentos. Apesar das TA não serem exclusivas aos cuidados paliativos, elas atendem aos princípios ao promoverem alívio da dor, do sofrimento psicológico e espiritual dos pacientes e suas famílias, diminuição de agravos e comorbidades.
Referências:
ALBUQUERQUE, K. F. de et al. Tecnologias assistivas para pessoa idosa: Revisão Integrativa da Literatura. Revista de Pesquisa Cuidado é Fundamental Online, Rio de Janeiro, v. 3, p. 184-188, dez. 2011.
ANDRADE, V. S. de; PEREIRA, L. S. M. Influência da tecnologia assistiva no desempenho funcional e na qualidade de vida de idosos comunitários frágeis: uma revisão bibliográfica. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Rio de Janeiro, v. 12, n. 1, p. 104-123, jan./abr. 2009. DOI: 10.1590/1809-9823.2009120110. Acesso em: 26 mar. 2024.
BERLANDI, T. A.; FERNANDES, A. C.; MONTILHA, R. C. L. Tecnologias assistivas nos cuidados paliativos geriátricos. Portal de Periódicos Udesc HFD, Florianópolis, v. 12, n. 24, p. 94-103, dez. 2023. DOI: 10.5965/2316796312242023094. Acesso em: 24 mar. 2024.
MORAIS, Ana Taise Silva de. Tecnologias Assistivas Para Idosos: Uma Revisão Integrativa. 2016. 15 f. TCC (Graduação) - Curso de Enfermagem, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Santa Cruz, 2016. Disponível em: https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/38588. Acesso em: 25 mar. 2024.