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| FATORES DE RISCO ASSOCIADOS À RADIODERMATITE EM PACIENTES COM CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO: REVISÃO NARRATIVA | |
| 1ROBERTA VIEIRA MARTINS, 2MICAELLE DE SOUZA SILVA, 3EDUARDA OLIVEIRA PERIN, 4JOÃO CARLOS RAFAEL JUNIOR, 5TAYNARA DE OLIVEIRA ROCHA, 6DANIELA DE CASSIA FAGLIONI B CERANTO | |
| 1Acadêmico do PIC/unipar 2Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 3Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 4Acadêmico do Curso de Medicina da UNIPAR 5Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 6Docente da UNIPAR |
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| Introdução: A radiodermatite é uma reação adversa à radioterapia, especialmente prevalente em pacientes com câncer de cabeça e pescoço. A anatomia da região, a presença de dobras cutâneas, o uso de cânula de traqueostomia e o atrito local aumentam o risco de lesão cutânea (Cardozo, 2020). O estado nutricional desfavorável também compromete a cicatrização (Cardozo, 2020). Estudos específicos por topografia são fundamentais para evitar generalizações e subsidiar protocolos de cuidado individualizado. Objetivo: Realizar uma revisão narrativa da literatura científica recente para analisar os principais fatores de risco associados ao desenvolvimento e agravamento da radiodermatite em pacientes com câncer de cabeça e pescoço. Foram consultadas as bases de dados Google Acadêmico e Pubmed no período de 2019 a 2025, usando as palavras-chaves: Radiodermatite; Câncer de cabeça e pescoço; Radioterapia; Fatores de risco; Cuidados preventivos. Desenvolvimento: Diversos fatores intrínsecos e extrínsecos contribuem para a ocorrência e a gravidade da radiodermatite. Entre os fatores intrínsecos estão a idade, predisposição genética e características individuais da pele. Fatores extrínsecos incluem dose total de radiação, volume irradiado, técnica empregada e fracionamento e energia utilizada (Cardozo, 2020). Comorbidades como diabetes e hipertensão quadruplicam o risco de radiodermatite grave, em amostra de 167 pacientes, 24% apresentavam hipertensão, 13,2% hipertensão e diabetes, e 6% apenas diabetes (Cardozo, 2020). A associação entre hipertensão e diabetes se mostrou significativa para o desenvolvimento de formas graves da condição (Cardozo, 2020). Santos (2024) reforçou que 100% dos pacientes com câncer de cabeça e pescoço apresentaram algum grau de radiodermite durante a radioterapia, sendo o tabagismo um fator agravante. Em outro estudo, 81% dos pacientes que desenvolveram radiodermite eram tabagistas e 6% mantinham o hábito ativo. O tipo de equipamento e a técnica empregada também impactam significativamente a gravidade da lesão (Cardozo, 2020). A radiodermite grau 3 esteve associada ao uso de aparelho de cobalto e à técnica bidimensional, conferindo risco seis vezes maior em comparação à aceleradores lineares e técnicas mais modernas, como Radioterapia de Intensidade Modulada (IMRT) e Arcoterapia Volumétrica Modulada (VMAT) (Cardozo, 2020). A baixa escolaridade também figura como fator de risco (Bernardes, 2019). O analfabetismo aumentou a chance de progressão da lesão para grau 3, enquanto a alfabetização foi fator de proteção (Bernardes, 2019). Em relação à cor da pele, pacientes pardos apresentaram maior risco de formas graves em comparação à brancos, sem diferença significativa entre pacientes negros e os demais grupos (Bernardes, 2019). Conclusão: A identificação dos fatores de risco associados à radiodermite em pacientes com câncer de cabeça e pescoço é essencial para o planejamento e a implementação de estratégias preventivas. O reconhecimento de variáveis como comorbidades, tabagismo, escolaridade, técnica de radioterapia e perfil sociodemográfico permite intervenções mais eficazes e personalizadas, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida desses pacientes. |
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| Referências: BERNARDES, K. I.; PINTO, M. R. Radiodermatites: incidência e fatores associados em pacientes com câncer de cabeça, pescoço e mama, submetidos ao tratamento radioterápico. Dissertação (Mestrado em Odontologia) – Universidade de Uberaba, Uberaba, 2019. Disponível em: http://dspace.uniube.br:8080/jspui/handle/123456789/938. SANTOS, B. L. dos; BIANCHINI, M. G.; HOLANDA, R. G. de; ARAÚJO, S. A. Perfil epidemiológico e sobrevida nos últimos 5 anos de pacientes com câncer de cabeça e pescoço: um estudo retrospectivo. Ciências da Saúde (RevistaFT), v. 28, n. 137. DOI: 10.69849/revistaft/fa10202408102049. Disponível em: https://repositorio.ufu.br/bitstream/123456789/43665/2/PerfilEpidemiologicoSobrevida.pdf CARDOZO, A. dos S. et al. Radiodermatite severa e fatores de risco associados em pacientes com câncer de cabeça e pescoço. Texto & Contexto-Enfermagem, v. 29, p. e20180343, 2020. |
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