HIPERVITAMINOSE: RISCOS DA SUPLEMENTAÇÃO EM EXCESSO   
1LAURA CASTRO, 2RAFHAELA MARQUES VALERIO, 3BRUNA GOMES SYDOR
1Acadêmica do Curso de Biomedicina da UNIPAR
2Acadêmica do Curso de Biomedicina da UNIPAR
3Docente da UNIPAR
Introdução: Nos últimos anos, o consumo de suplementos vitamínicos cresceu bastante devido à busca por saúde, estética e melhor desempenho físico. Apesar de serem nutrientes essenciais, as vitaminas podem causar problemas sérios quando ingeridas em excesso. Essa condição é chamada de hipervitaminose e pode trazer riscos importantes para o organismo (BRASIL, 2014; SILVA; MOURA, 2020).
Objetivo: Mostrar os perigos do uso exagerado de suplementos vitamínicos e chamar a atenção para a importância de sempre contar com orientação profissional antes de utilizá-los.
Desenvolvimento: A hipervitaminose acontece quando há acúmulo de vitaminas no corpo. Esse problema é mais comum com as vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K), pois elas ficam armazenadas no fígado e no tecido adiposo. Já as vitaminas hidrossolúveis são eliminadas com mais facilidade pela urina, mas em doses muito altas também podem causar efeitos ruins (GUYTON; HALL, 2017). Alguns exemplos de complicações são: vitamina A - o excesso pode provocar queda de cabelo, problemas de pele e danos no fígado (GUYTON; HALL, 2017); vitamina D - pode causar hipercalcemia, que traz dores ósseas, cálculos renais e alterações cardíacas (COSTA; PEREIRA, 2021); vitamina E - aumenta o risco de sangramentos quando ingerida em excesso (SILVA; MOURA, 2020). Grande parte dos casos de hipervitaminose está ligada à automedicação e ao uso de suplementos sem necessidade real. Muitas pessoas acreditam que tomar altas doses sempre traz benefícios, mas na verdade pode ser prejudicial. Grupos como atletas e pessoas preocupadas apenas com a estética estão entre os mais afetados, já que muitas vezes seguem modismos sem orientação (COSTA; PEREIRA, 2021). Além disso, o uso descontrolado de suplementos pode até esconder deficiências nutricionais que só seriam percebidas com exames adequados. Por isso, a melhor forma de garantir os nutrientes é através de uma alimentação equilibrada, deixando os suplementos apenas para situações específicas, quando realmente indicados por médicos ou nutricionistas (BRASIL, 2020; OLIVEIRA; SANTOS, 2022).
Conclusão: A hipervitaminose é um problema que nem sempre apresenta sinais logo de início, mas que pode causar danos graves ao longo do tempo, como lesões no fígado e nos rins. O uso inadequado de vitaminas, embora pareça inofensivo, traz riscos importantes para a saúde. Por isso, é fundamental incentivar a população a buscar informação de qualidade e orientação profissional antes de iniciar qualquer suplementação. A alimentação deve ser a principal fonte de vitaminas, e os suplementos precisam ser utilizados apenas quando realmente necessários.
Referências:
BRASIL. Ministério da Saúde. Guia alimentar para a população brasileira. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.
BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes para o uso de suplementos alimentares. Brasília: Ministério da Saúde, 2020.
COSTA, R.; PEREIRA, L. Os riscos da suplementação de vitaminas: uma revisão. Revista Brasileira de Nutrição Clínica, v. 36, n. 2, p. 45-52, 2021.
GUYTON, A. C.; HALL, J. E. Tratado de fisiologia médica. 13. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017.
OLIVEIRA, P.; SANTOS, M. Suplementação vitamínica: benefícios e riscos. Revista de Saúde e Nutrição, v. 28, n. 1, p. 22-29, 2022.
SILVA, A.; MOURA, J. Hipervitaminose: causas e consequências. Revista Brasileira de Ciências da Saúde, v. 18, n. 3, p. 60-68, 2020.