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| GEOTECNOLOGIAS NO ENSINO E NA EXTENSÃO: AVALIAÇÃO DE UM CURSO EAD PARA CONSERVAÇÃO AMBIENTAL | |
| 1VINICIUS SOARES CAMPOS, 2JOYCE ALCHAPAR SILVA, 3MATEUS DE OLIVEIRA MACEDO, 4TARCIO ROCHA LOPES | |
| 1Acadêmico do PIC/UEM 2Acadêmico UEM 3Acadêmico UEM 4Docente da UEM |
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| Introdução: A degradação do solo representa um dos maiores desafios ambientais contemporâneos, afetando produtividade agrícola, qualidade da água e biodiversidade (Lal, 2015). Entre os processos de degradação, a erosão hídrica é a mais recorrente e impactante, ocasionando perdas de fertilidade e assoreamento de corpos hídricos (Pimentel & Burgess, 2013). Nesse cenário, geotecnologias como sensoriamento remoto, sistemas de informação geográfica (SIG) e modelagem espacial assumem papel estratégico para diagnóstico ambiental, geração de mapas temáticos e planejamento conservacionista (Egenhofer et al., 2016; Boroushaki & Malczewski, 2008). Além da dimensão científica, a incorporação dessas ferramentas à educação ambiental amplia a difusão do conhecimento técnico e fortalece competências para a tomada de decisão sustentável (Sauvé, 2005). Objetivo: O trabalho apresenta e analisa os resultados do curso “Geotecnologias aplicadas à conservação do solo e da água”, ofertado na modalidade EaD, cujo propósito foi capacitar estudantes e profissionais no uso de SIG, promovendo competências aplicadas à conservação do solo e da água, fortalecendo a educação ambiental e a curricularização da extensão universitária. Material e Métodos: O curso teve carga horária de 30 horas, organizado em cinco módulos temáticos: (i) fundamentos de geoprocessamento e instalação de softwares; (ii) curvas de nível e declividade; (iii) delimitação de bacias hidrográficas; (iv) estimativa de perda de solo pela Equação Universal de Perda de Solo (EUPS); e (v) criação de layout e composição cartográfica. As aulas incluíram conteúdos teóricos, vídeos explicativos, exercícios práticos em QGIS 3.36.1, materiais digitais de apoio e questionários de múltipla escolha ao final de cada módulo. O público contemplou estudantes do ensino médio técnico, graduação e pós-graduação, além de profissionais interessados. A inscrição foi realizada via formulário eletrônico, coletando dados sociodemográficos, experiência prévia em geotecnologias e perfil acadêmico-profissional. A análise dos dados seguiu duas etapas: (i) descritiva, com cálculos de frequências e médias no Excel, e (ii) comparativa, cruzando escolaridade, ocupação e idade com experiência em SIG. Resultados e Discussão: caracterização do público evidenciou diversidade etária e acadêmica. Houve equilíbrio de gênero, com leve predominância masculina (53,1%). A maior parte dos inscritos tinha até 30 anos, indicando forte adesão de estudantes em formação inicial; já a faixa de 31 a 40 anos representou 26,1%, sugerindo demanda por atualização profissional. A participação reduzida acima de 40 anos pode estar associada a barreiras tecnológicas (Prensky, 2001). Quanto à escolaridade, houve predomínio de graduandos e pós-graduandos, mas também presença significativa de concluintes do ensino médio técnico, configurando um público heterogêneo e reforçando o potencial de democratização do curso (Tormen et al., 2020). Em relação à experiência prévia, quase metade dos cursistas nunca havia utilizado SIG, o que reforça o papel formativo introdutório da iniciativa. As práticas avançadas, como delimitação de bacias e estimativa de erosão via EUPS, foram pouco exploradas previamente, destacando a relevância pedagógica do curso na inserção de análises aplicadas à conservação. Os resultados apontam que a abordagem modular e progressiva facilitou a aprendizagem mesmo entre iniciantes, além de atender profissionais em busca de atualização, corroborando estudos sobre educação ambiental aplicada (Tormen et al., 2020). Ademais, os dados revelaram correlação entre escolaridade e familiaridade com SIG, reforçando a importância da inclusão precoce de conteúdos de geoprocessamento no ensino médio e técnico. Conclusão: O curso EaD em geotecnologias demonstrou potencial de ampliar o acesso a conhecimentos técnicos aplicados à conservação do solo e da água, beneficiando desde jovens em formação até profissionais em atualização. Os resultados reforçam a importância da curricularização da extensão, da democratização de ferramentas SIG e da integração entre ensino, pesquisa e comunidade. O modelo apresentado pode ser replicado em diferentes contextos internacionais, contribuindo para os ODS e para a formação de agentes multiplicadores em sustentabilidade. |
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| Referências: Boroushaki, S., Malczewski, J. Implementing an extension of the analytical hierarchy process using ordered weighted averaging operators with fuzzy quantifiers in ArcGIS. Computers & geosciences, v. 34, n. 4, p. 399-410, 2008. Egenhofer, M. J., Clarke, K. C., Gao, S., Quesnot, T., Franklin, W. R., Yuan, M., & Coleman, D. Contributions of GIScience over the past twenty years. Advancing geographic information science: The past and the next twenty years, p. 9-34, 2016. Lal, R. Restoring soil quality to mitigate soil degradation. Sustainability, v. 7, n. 5, p. 5875-5895, 2015. Panagos, P., Borrelli, P., Poesen, J., Ballabio, C., Lugato, E., Meusburger, K., Alewell, C. The new assessment of soil loss by water erosion in Europe. Environmental science & policy, v. 54, p. 438-447, 2015. Pimentel, D., Burgess, M. Soil erosion threatens food production. Agriculture, v. 3, n. 3, p. 443-463, 2013. Prensky, M. Digital natives, digital immigrants part 2: Do they really think differently?. On the horizon, v. 9, n. 6, p. 1-6, 2001. Sauvé, L. Currents in environmental education: Mapping a complex and evolving pedagogical field. Canadian Journal of Environmental Education (CJEE), p. 11-37, 2005. Tormen, G. P., Campos, D. S., Martins, V. L. Geotecnologias aplicadas no curso técnico em meio ambiente integrado ao ensino médio: um contexto de multidisciplinaridade. Research, Society and Development, v. 9, n. 10, p. e5409108929, 2020. |
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