A IMPORTÂNCIA DO PAPEL DA GESTÃO DE PESSOAS NO CLIMA ORGANIZACIONAL  
1EDSON LUIS FERREIRA SANTOS, 2ANA JULIA MOURA BERALDO, 3THAMIRIS BERGAMO DE SOUZA, 4ELIZANGELA MARIA MENEGASSI DE LIMA
1 Acadêmico do Curso de Administração - UNIPAR
2Acadêmica do Curso de Administração da UNIPAR
3Acadêmica do Curso de Administração da UNIPAR
4Docente da UNIPAR
Introdução: O clima organizacional é um fator para o bom funcionamento de uma empresa, influenciando a motivação, engajamento e produtividade dos colaboradores. Ela interfere na visão dos funcionários sobre a estrutura, o relacionamento e as práticas da organização, sendo um termômetro no ambiente interno. Compreender e gerenciar corretamente esse clima é essencial para promover um espaço de trabalho saudável e alinhado com os objetivos organizacionais.
Objetivo: Compreender a importância do papel da gestão de pessoas no clima organizacional.
Desenvolvimento: Nesse caso, o clima organizacional pode ser entendido como a forma como os colaboradores percebem a estrutura e os relacionamentos dentro da empresa, o que afeta diretamente suas atitudes no trabalho. Para Chiavenato (2014), o clima organizacional é a atmosfera psicológica, a qualidade do ambiente interno de uma organização, que é percebida e experimentada pelos seus membros e influencia o seu comportamento sendo uma variável importante que afeta a motivação, a satisfação e o desempenho dos funcionários. Quando a gestão de pessoas é bem-feita, ela contribui para um ambiente onde há mais cooperação, produtividade e inovação. Algumas práticas que ajudam a criar um bom clima incluem uma comunicação clara, reconhecimento do trabalho bem-feito, chances de crescimento profissional, lideranças competentes e regras justas. Gil (2019) em seus trabalhos sobre gestão de pessoas e clima organizacional, foca na importância de tratar as pessoas como um elemento fundamental para o sucesso da organização, não apenas como recursos. Ele argumenta que a gestão de pessoas deve visar a cooperação das pessoas, a satisfação no trabalho e a qualidade de vida no trabalho, com o objetivo de alcançar os objetivos individuais e organizacionais. Por outro lado, quando há falhas nesse processo, isso pode causar insatisfação, faltas ao trabalho e até a saída de muitos colaboradores. Por isso, é importante que a gestão de pessoas esteja atenta às necessidades dos funcionários, buscando equilibrar os objetivos da empresa com os interesses individuais. Além disso, Marras (2011) afirma que a gestão de pessoas vai além das tarefas básicas, como contratar e treinar, ela deve ajudar a transformar a cultura da empresa, promovendo valores como respeito, confiança e trabalho em equipe. Isso ajuda a criar um ambiente onde as pessoas se sintam seguras e valorizadas, o que as motiva a contribuir com os resultados da organização. O clima organizacional também é influenciado por fatores dentro e fora da área de gestão de pessoas. De acordo com Robbins e Judge (2013), o clima organizacional é um conjunto de percepções comuns que os funcionários têm sobre a empresa e o seu ambiente de trabalho. É uma representação perceptual, dinâmica e relacionada à cultura da organização. São aspectos como o estilo de liderança, a estrutura da empresa, as formas de recompensa que impactam diretamente como os funcionários percebem o ambiente. Por isso, é essencial que a liderança e o setor de recursos humanos atuem juntos para identificar e melhorar os pontos que afetam o clima da empresa.
Conclusão: Dessa forma, fica claro que o clima organizacional é resultado direto das boas práticas da gestão de pessoas e de como a liderança se posiciona frente às necessidades dos colaboradores. Investir em um ambiente positivo, como comunicação clara, valorização das pessoas e lideranças fortalece o vínculo entre funcionários e empresa, aumentando a satisfação e impulsionando o desempenho organizacional como um todo.
Referências:
CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de Pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas organizações. 4. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014. 
DUTRA, Joel Souza. Gestão de pessoas: modelo, processos, tendências e perspectivas. São Paulo: Atlas, 2012. 
GIL, Antonio Carlos. Gestão de Pessoas: enfoque nos papéis profissionais. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2019. 
MARRAS, Jean Pierre. Administração de Recursos Humanos: do operacional ao estratégico. 14. ed. São Paulo: Saraiva, 2011. 
ROBBINS, Stephen P.; JUDGE, Timothy A. Comportamento organizacional. 15. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2013