MUSCULAÇÃO COMO ESTRATÉGIA DE PREVENÇÃO DA SARCOPENIA EM IDOSOS: UM ESTUDO DE REVISÃO  
1ALEXANDRE RODRIGUES DA COSTA, 2CAMILA PAMELA GIMENES, 3JOSE ANTONIO MANZINI, 4MATHEUS FELIPE MAINA BUTURA, 5GABRIEL DESTEFANI COELHO, 6ADEMIR FARIA PIRES
1Acadêmico do Curso de Educação Física - Unipar - Cianorte
2Acadêmica do Curso de Educação Física da UNIPAR
3Acadêmico do Curso de Educação Física da UNIPAR
4Acadêmico do Curso de Educação Física da UNIPAR
5Acadêmico do Curso de Educação Física da UNIPAR
6Docente da Universidade Paranaense - Unipar - Unidade Cianorte e da Universidade Estadual de Londrina - UEL
Introdução: A palavra sarcopenia tem origem grega e significa “pobreza de carne”. Trata-se de uma síndrome geriátrica caracterizada pela perda progressiva e generalizada da massa, força e qualidade muscular, resultando em declínio funcional associado ao envelhecimento (Duarte; Amaral, 2020). Essa condição pode levar à incapacidade física, porém é passível de diagnóstico e intervenção (Guedes, 2019). A relação entre força e massa muscular é interdependente, observando-se inicialmente a redução da força, seguida pela diminuição da massa. Esse processo ocasiona fragilidade motora e prejuízos no desempenho de atividades diárias (Garcia et al., 2015). Entre as consequências estão alterações metabólicas, resistência à insulina, dislipidemia, redução da densidade óssea, modificações nas fibras musculares e comprometimento neuromuscular, aumentando o risco de quedas e o estado de fragilidade (Scherbakov; Wolfram, 2018). A patogênese da sarcopenia é multifatorial, sendo influenciada pelo sedentarismo e pelo balanço proteico negativo, no qual a degradação muscular supera a síntese (Rogeri et al., 2021). Embora associada ao envelhecimento, não deve ser considerada um processo inevitável, mas sim uma condição prevenível e tratável (Nascimento et al., 2019).
Objetivo: Analisar, por meio de revisão, os efeitos do treinamento de força como estratégia preventiva contra a sarcopenia, seu impacto na capacidade funcional e os parâmetros recomendados para prescrição.
Desenvolvimento: O treinamento de força estimula a síntese proteica muscular, mecanismo essencial para contrapor o declínio relacionado à idade. Seus efeitos envolvem adaptações morfológicas, como a hipertrofia, e neurais, como maior recrutamento de unidades motoras. Evidências apontam que os ganhos funcionais superam os ganhos de massa muscular, ressaltando a importância das adaptações neuromusculares. A sobrecarga progressiva é requisito essencial para eficácia, permitindo prevenir ou reverter a sarcopenia (Silva et al., 2021). O aporte proteico adequado potencializa os efeitos do exercício, sustentando a síntese muscular. Suplementos como whey protein e creatina ampliam benefícios quando associados ao treinamento. Em idosos com comorbidades, como a obesidade sarcopênica, o treinamento de força reduz gordura corporal e melhora parâmetros metabólicos (Xiao et al., 2023). Em casos de diabetes tipo 2 associado à sarcopenia, a combinação de exercício e maior ingestão proteica mostra-se segura e eficaz, favorecendo o controle glicêmico e a preservação da massa muscular (Argyropoulou et al., 2022; Hou et al., 2024).
Conclusão: O treinamento de força configura-se como a estratégia mais eficaz e segura para prevenção e tratamento da sarcopenia, promovendo ganhos funcionais, estruturais e metabólicos. Quando associado a intervenções nutricionais adequadas, potencializa os resultados, contribuindo para a autonomia e qualidade de vida do idoso. Ressalta-se a importância de uma abordagem individualizada, que respeite as condições clínicas e preferências pessoais, a fim de garantir adesão e resultados consistentes.
Referências:
ARGYROPOULOU, D. et al. Exercise and nutrition strategies for combating sarcopenia and type 2 diabetes mellitus in older adults. Journal of Functional Morphology and Kinesiology, v. 7, n. 2,p.48, 2022.
BARBOSA, I. L. G.et al. Treinamento de força no estilo de vida e na capacidade funcional do idoso. 15 f. TCC (Bacharelado em Educação Física) – Centro Universitário Brasileiro – UNIBRA, Recife, 2023.
BELICHAR , V. G. O. et al. Sarcopenia em idosos: A importância do treinamento resistido no tratamento e na prevenção. Research, Society and Development, [S. l.], v. 12, n. 13, 2023.
DUARTE, P. O.; AMARAL, J. R. Geriatria prática clínica. São Paulo: Manole, 2020.
GUEDES, E. R. A. Importância do exercício físico em idosos com sarcopenia. Monografia (Graduação em Educação Física) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2019.
GARCIA, P. A. et al. Relation of functional capacity, strength and muscle mass in elderly women with osteopenia and osteoporosis. Fisioterapia e Pesquisa, v. 22, p. 126-132 2015.
NASCIMENTO, C. et al. Sarcopenia, frailty and their prevention by exercise. Free Radical Biology & Medicine, v. 132, p.42-49, 2019.
ROGERI, P. et al. Strategies to prevent sarcopenia in the aging process: role of protein intake and exercise. Nutrients, v. 14, n. 1,p. 52, 2021.
SCHERBAKOV, N.; WOLFRAM, D. Do we need a reference standard for the muscle mass measurements. European Journal of Heart Failure, v. 5, n. 5, p. 741-744, 2018.
SILVA, B., et al. Benefícios do Treinamento de Força sobre a Força Muscular e Flexibilidade em Idosos Fisicamente Ativos e Aparentemente Saudáveis. Epitaya E-Books, v. 1, n. 8, p. 60-67, 2021.
TREVISOL, D. J. et al. Impactos do treinamento de força na qualidade de vida e capacidade funcional em pessoas idosas. Revista Eletrônica Acervo Saúde, v. 25, n. 5, 2025.
XIAO, Y. Q. et al. Effects of resistance training on sarcopenia in patients with intestinal failure: a randomized controlled trial. Clinical Nutrition, v. 45,. p. 1901–1909, 2023.