EXERCÍCIO FÍSICO COMO TRATAMENTO NÃO MEDICAMENTOSO EM IDOSOS COM DIABETES TIPO 2  
1ANA CLARA FELIX SATURNINO, 2AMANDA FIAUX HERNANDES, 3LEONARDO HIDEKI GIMENES OBUTI, 4ANA CLAUDIA BOCHI
1Discente do Curso de Educação Física da UNIPAR
2Discente do Curso de Educação Física da UNIPAR
3Discente do Curso de Educação Física da UNIPAR
4Docente da UNIPAR
Introdução: Nas últimas décadas, o aumento da expectativa de vida no Brasil evidenciou o processo de transição epidemiológica, marcado pela redução da mortalidade por doenças infecciosas e pelo crescimento das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). (OLIVEIRA et al. 2019; ASSUMPÇÃO et al. 2024). O envelhecimento populacional, associado ao estilo de vida e aos determinantes sociais de saúde, favorece o surgimento dessas doenças e intensifica o uso de medicamentos entre idosos, frequentemente em regime de polifarmácia, o que eleva riscos de fragilidade, dependência e mortalidade. (BLANSKI et al. 2025). Entre as DCNT, destaca-se o Diabetes Mellitus tipo 2, caracterizado pela hiperglicemia e complicações cardiovasculares, cujo tratamento não deve restringir-se à medicação, mas incluir plano nutricional e prática regular de exercícios físicos.(FERNANDES et al. 2005; CAMPBELL et al. 2007; ASSUMPÇÃO et al.
2024).
Objetivo: Diante desse cenário, esta pesquisa bibliográfica tem como objetivo analisar os efeitos do exercício físico como tratamento não medicamentoso em idosos com diabetes tipo 2, a partir de estudos obtidos em bases de dados da internet como scielo, livros e revistas, buscando através das palavras-chaves: exercício físico, idoso, diabetes.
Desenvolvimento: O Diabetes Mellitus é uma doença conhecida desde a antiguidade, inicialmente descrita pelos egípcios e, posteriormente, estudada por médicos gregos e indianos, que já identificavam sintomas como poliúria, emagrecimento e fraqueza, além de associarem sua ocorrência ao sedentarismo e à alimentação inadequada. (REIS, 2019; MOLENA-FERNANDES et al.2005). Atualmente, o Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) representa a forma mais prevalente da doença, caracterizada por resistência à insulina e hiperglicemia persistente, estando fortemente associado a obesidade, envelhecimento, dieta inadequada e inatividade física.(REIS, 2019). Essa condição é responsável por altas taxas de complicações micro e macrovasculares, reduzindo a qualidade de vida e aumentando os índices de hospitalização, invalidez e mortalidade. Evidências científicas demonstram que o diagnóstico precoce e as mudanças no estilo de vida são fundamentais para prevenção e controle do DM2 (REICHELT et al. 2001; CAMPBELL et al. 2001). Estudos apontam que a prática regular de exercícios físicos exerce impacto direto na redução da resistência à insulina, no controle glicêmico e na prevenção de complicações cardiovasculares, mostrando-se mais eficaz do que algumas terapias medicamentosas, como o uso de metformina (MOLENA-FERNANDES et al., 2005) Pesquisas revelam que 30 minutos diários de exercícios aeróbicos moderados podem reduzir significativamente o risco da doença, e que quatro horas semanais de atividade física diminuem em cerca de 70% sua incidência em indivíduos sedentários.(MOLENA-FERNANDES et al. 2005). Além disso, o exercício físico estimula a translocação do transportador GLUT4 para a membrana celular, promovendo a entrada da glicose nas células independentemente da ação da insulina, sendo, portanto, um mecanismo essencial para o controle da glicemia em idosos com diabetes tipo 2. (MACHADO. 1998; FERNANDES et al. 2024). Dessa forma, a atividade física regular, associada a hábitos de vida saudáveis e ao acompanhamento profissional, configura-se como estratégia indispensável na prevenção, tratamento e reabilitação do diabetes tipo 2, contribuindo para maior longevidade e qualidade de vida na população idosa. (MOLENA-FERNANDES et al.2005; ASSUMPÇÃO et al., 2024).
Conclusão: O aumento da população idosa está diretamente associado à maior incidência do diabetes mellitus tipo 2, o que exige estratégias de cuidado além do tratamento medicamentoso. Estudos apontam que a prática regular de exercícios físicos é eficaz na prevenção e no controle da doença, apresentando resultados superiores a algumas terapias farmacológicas. O exercício contribui para o controle da glicemia, do peso corporal e na redução de complicações, além de promover qualidade de vida, autonomia e envelhecimento saudável. Assim, a inclusão da atividade física, aliada a hábitos de vida saudáveis e orientação profissional, é indispensável para a prevenção e o controle do diabetes tipo 2 em idosos.
Referências:
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GROSS, Jorge L.; SILVEIRO, Sandra P.; CAMARGO, Joíza L.; REICHELT, Angela J.; AZEVEDO, Mirela J. de Azevedo. Diabetes Melito: Diagnóstico, Classificação e Avaliação do Controle Glicêmico. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, v. 46, n. 1, p. 1–10, fev. 2002. Disponível em: https://www.scielo.br/j/abem/a/vSbC8y888VmqdqF7cSST44G/. Acesso em: 5 mar. 2025
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MELO, F. R., FERNANDES, A. W. B., NISHI, F. Y. S., JARDIM, V. de L. M., CANDELORO, L., & FACIONNI, L. C. (2024). Compreensão celular dos efeitos do exercício físico na condição de diabete: análise de estratégia didática aplicada a jovens do ensino médio. RBPFEX - Revista Brasileira De Prescrição E Fisiologia Do Exercício, 18(116), 385-397. Recuperado de https://www.rbpfex.com.br/index.php/rbpfex/article/view/2901
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