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| IMPACTO DO TREINAMENTO RESISTIDO NA PREVENÇÃO DE DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS | |
| 1ANA JULIA CARDOSO PADIAL, 2ROSANA PREVIATI, 3FÁBIO RICARDO ACENCIO | |
| 1Acadêmica de Educação Física – Bacharel, Universidade Paranaense. 2Docente do Núcleo da Saúde da Universidade Paranaense. 3Docente do Núcleo da Saúde da Universidade Paranaense. |
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| Introdução: As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) constituem a principal causa de morbimortalidade global, sendo responsáveis por mais de 70% das mortes anuais,o que representa um desafio significativo para a saúde pública (Silva et al., 2022). O envelhecimento populacional, associado à transição epidemiológica, intensifica a prevalência dessas doenças, sobretudo as cardiovasculares, o diabetes, o câncer e as doenças respiratórias crônicas, comprometendo autonomia, funcionalidade e qualidade de vida, especialmente em idosos (Trindade et al., 2024). Nesse cenário, a atividade física surge como fator de proteção essencial contra os principais determinantes das DCNT, como inatividade física, tabagismo, consumo abusivo de álcool e alimentação inadequada (Brasil, 2022). Objetivo: Analisar, por meio de revisão bibliográfica, os efeitos do treinamento resistido (TR) na prevenção e no controle das doenças crônicas não transmissíveis, enfatizando seus impactos na saúde, na autonomia funcional e na qualidade de vida. Desenvolvimento: Pesquisas apontam que a inatividade física está associada ao aumento do risco de desenvolver doenças crônicas, como cardiopatias, alguns tipos de câncer e diabetes, com crescimento percentual que pode variar entre 30% e 60% conforme a condição (Katzmarzyk; Janssen, 2004). Dados da Organização Mundial da Saúde revelam que as DCNT representam a principal causa de incapacidade e mortalidade prematura, provocando 41 milhões de mortes anuais (Silva et al., 2022). Tais condições afetam especialmente os idosos, cuja autonomia e independência são frequentemente comprometidas (Silva et al., 2020). A prática de treinamento resistido (TR) tem sido destacada como estratégia eficaz para enfrentar esse cenário. Estudos evidenciam que o TR promove aumento da massa muscular, da taxa metabólica basal e contribui para a redução do tecido adiposo, mesmo quando o peso corporal não sofre alterações expressivas (Williams et al., 2007). Além disso, pesquisas apontam que esse tipo de exercício melhora a força, a resistência, a coordenação motora, o equilíbrio e a flexibilidade, favorecendo tanto o bem-estar físico quanto o mental, o que é fundamental para a população idosa (Oliveira, 2022). Historicamente, havia resistência médica quanto à recomendação de exercícios de força para idosos hipertensos ou cardiopatas. No entanto, evidências atuais comprovam que o TR é seguro para essa população, inclusive com efeitos positivos sobre a pressão arterial (Aguiar et al., 2014). Estudos recentes indicam que tanto o treinamento resistido tradicional quanto o circuitado são eficazes para reduzir a pressão arterial em idosas hipertensas, inclusive em situações de estresse mental, o que demonstra seu potencial como intervenção terapêutica não medicamentosa (Santos, 2024). Do ponto de vista da saúde coletiva, o treinamento resistido integra políticas e programas voltados à promoção da atividade física, como o Programa Academia da Saúde, que disponibiliza espaços públicos com acompanhamento profissional para incentivar hábitos ativos (Brasil, 2022). A Organização Mundial da Saúde recomenda pelo menos 150 minutos de atividade física moderada semanalmente, ressaltando que o treinamento resistido pode compor essas recomendações de maneira eficaz e segura (Organização Pan-Americana da Saúde, 2024). Portanto, o treinamento resistido combina eficácia e segurança ao estimular adaptações musculoesqueléticas, cardiovasculares e metabólicas, demonstrando-se como recurso relevante tanto na prevenção quanto no manejo das principais DCNT (Ciccolo, 2024; Santarém, 2012). Conclusão: O treinamento resistido apresenta-se como intervenção eficaz e segura na prevenção e no controle das doenças crônicas não transmissíveis. Além de reduzir fatores de risco, promove benefícios funcionais, metabólicos e psicossociais, contribuindo para a autonomia e a qualidade de vida, sobretudo entre idosos. Dessa forma, sua prática regular, aliada a hábitos de vida saudáveis, deve ser incentivada como estratégia de saúde pública e de envelhecimento ativo. |
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| Referências: AGUIAR, C. A. et al. Segurança do treinamento resistido em idosos com hipertensão e doenças cardíacas. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Rio de Janeiro, v. 17, n. 2, p. 341-350, 2014. BRASIL. Ministério da Saúde. Prática regular de atividade física previne maioria das doenças não transmissíveis. Brasília: Ministério da Saúde, 2022. Disponível em: CICCOLO, J. Treinamento resistido e saúde: evidências recentes sobre segurança e eficácia. Revista Brasileira de Atividade Física & Saúde, São Paulo, v. 29, n. 3, p. 112-123, 2024. KATZMARZYK, P.; JANSSEN, I. The economic costs associated with physical inactivity and obesity in Canada. Canadian Journal of Applied Physiology, v. 29, n. 1, p. 90-115, 2004. OLIVEIRA, F. Treinamento resistido e envelhecimento saudável: benefícios funcionais e psicossociais. Revista de Educação Física em Debate, Curitiba, v. 12, n. 1, p. 45-59, 2022. ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE (OPAS). OMS alerta: 1,8 bilhão de adultos não alcançam níveis recomendados de atividade física. Washington: OPAS, 2024. Disponível em: SANTARÉM, J. M. Exercício físico e saúde. São Paulo: Manole, 2012. SANTOS, R. Treinamento resistido como intervenção terapêutica não medicamentosa na hipertensão arterial. Revista Saúde e Movimento, Porto Alegre, v. 16, n. 2, p. 223-234, 2024. SILVA, A. et al. Doenças crônicas e autonomia funcional em idosos. Revista Kairós: Gerontologia, São Paulo, v. 23, n. 2, p. 115-128, 2020. SILVA, A. et al. Doenças crônicas não transmissíveis e mortalidade global: revisão epidemiológica. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 56, p. 1-10, 2022. TRINDADE, R. et al. Transformações globais nos padrões de saúde e impacto das doenças crônicas. Revista Pan-Americana de Saúde Pública, Washington, v. 48, p. 1-8, 2024. WILLIAMS, P. et al. Resistance training and health in older adults. Sports Medicine, v. 37, n. 3, p. 265-278, 2007. |
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