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| PERCEPÇÃO DOS PROFISSIONAIS SOBRE A USABILIDADE DE UMA TECNOLOGIA LEVE-DURA PARA SEGUIMENTO DE GESTANTE COM SÍFILIS | |
| 1LUCAS FERNANDES DE OLIVEIRA, 2KAROLINA DE MOURA MANSO DA ROCHA, 3SIRLENE DE FATIMA DA SILVA DELA TORRE, 4JAKELINE DA COSTA PAVÃO TABARINI, 5JAYNE ELIZA GONÇALVES PEREIRA, 6MARIA ALIX LEITE ARAÚJO | |
| 1Docente, Universidade Federal do Paraná. 2Docente da UNIPAR 3Docente da UNIPAR 4Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 5Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 6Docente da Universidade de Fortaleza |
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| Introdução: A tecnologia leve-dura está estreitamente relacionado ao processo de organização dos saberes em saúde auxiliando ao profissional aplicabilidade de uma consulta guiada de maneira assertiva e prática (SABINO, 2016). No cuidado da gestante diagnosticada com sífilis o auxílio desta ferramenta fornece subsídio para um atendimento qualificado, sem perdas de informações, aumentando a segurança profissional, tornando prático e seguro o registro em saúde, minimizando o tempo de consulta e aumentando a segurança para com a paciente. O cuidado em saúde na atenção primária à saúde é um desafio para os profissionais de saúde nas relações de vínculo e aparato tecnológico para um seguimento contínuo do paciente (FACCHINI, 2018). A sífilis gestacional causa altas taxas de morbidade e mortalidade materna no mundo. No Brasil, foram relatados 74.095 casos de sífilis em grávidas, sendo a taxa de detecção de 16,7% e o percentual de tratamento 81,4%. A Sífilis Congênita trata-se da infecção por via transplacentária da mãe para o bebê, ocasionando complicação neonatais, tais como, ceratite intersticial, surdez neurológica/perda de audição (BRASIL, 2024). Objetivo: Avaliar a percepção dos profissionais sobre a usabilidade de uma tecnologia leve-dura para seguimento de gestante com sífilis. Metodologia: Trata-se de um estudo de natureza descritiva com abordagem qualitativa, realizado no município de Fortaleza, Ceará. A coleta de dados se deu no período de fevereiro a julho de 2022, o recorte espacial foi de seis Unidades Básicas de Saúde. O referido cartão foi implementado no município de Fortaleza no ano de 2015 e deve ser preenchido na ocasião do atendimento pré-natal de todas as gestantes diagnosticadas com sífilis na atenção primária e ser anexado ao cartão de pré-natal, sendo apresentado pela gestante na ocasião de entrada da maternidade para o parto. Participaram deste estudo 28 profissionais, 15 enfermeiros e 8 médicos que atendem pré-natal, e 5 gestores. Utilizou-se um roteiro de perguntas semiestruturadas com perguntas norteadoras. As dos gestores foram: “Quantas gestantes com sífilis têm na unidade atualmente?”, “Qual local onde ficam os cartões na unidade?”, “Como o profissional tem acesso ao cartão?”. Foram realizadas 28 entrevistas, que aconteceram em um ambiente privativo, orientando o profissional sobre a pesquisa e aplicando o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Resultados: Na pergunta, onde fica o cartão para o preenchimento do profissional? As respostas, foram: “Fica na coordenação o cartão o profissional pede quando tem necessidade” (G. 1);“No armário da coordenação [...] trancados” (G. 2);“Fica aqui [...] dentro da coordenação nos armários” (G. 3);“Fica no armário” (G. 4). As unidades precisam ficar atentas para a diminuição do material para fazer a devida solicitação, contudo duas unidades informam que solicitam o cartão antes do término e uma informou que apenas quando acaba os cartões seguem com a solicitação. Discussão: Logo, é possível que a inutilização do cartão venha a acontecer motivado por esse deslocamento de um ambiente para o outro em busca do referido cartão. O gerenciamento ineficaz traz planejamento impróprio, podendo ser por falta de cooperação e intercâmbio de conhecimento e experiência entre as equipes, reuniões improdutivas, baixa resolubilidade e excesso de demanda para a oferta disponível (SORATTO, 2017). A Organização Pan-Americana da Saúde ressalta que se deve melhorar a prática do serviço prestado, entendendo que para isso precisa haver qualificação profissional, aprimoramento de seu desempenho e capacitação continuada, para viabilizar a melhoria dos serviços prestados na UAPS. Então, ver-se que para usabilidade adequada do cartão o profissional precisa ser capacitado e assim poder retirar possíveis dúvidas, buscando minimizar possíveis riscos (SERRA, 2010; PIRES, 2012). As tecnologias em saúde representam um agregado de conhecimentos, organizados, sintetizados que interagem de maneira ética com outros processos de trabalho, principalmente para categorias de enfermeiros que entram em contato diretamente ou indiretamente com essas tecnologias, sejam leves, leves-duras ou dura. Essas tecnologias são baseadas em conhecimentos científicos que visam benefícios para os pacientes, proporcionando organização dos conhecimentos e criando um fluxo de atendimento igualitário para diferentes profissionais (CROZETA, 2010). Conclusão: À análise dos desafios vividos na implantação do cartão de tratamento e acompanhamento da gestante com sífilis e mediante os resultados explanados, evidenciou a necessidade da educação permanente em saúde que deve ser incorporada como estratégia de reflexão e reconstrução das práticas em saúde. O cartão torna-se um aliado para potencializar a implementação e a ampliação dessas ferramentas para que ocorra de fato uma transformação do processo de trabalho e cuidado oferecido. |
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| Referências: Brasil. Secretaria de Vigilância em Saúde, Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico Sífilis. Brasília. nº especial. Out, 2024. Crozeta, K., et al. Interface entre a ética e um conceito de tecnologia em enfermagem. Acta Paul Enferm. 2010. Facchini LA, Tomasi E, Dilélio AS. Qualidade da Atenção Primária à Saúde no Brasil: avanços, desafios e perspectivas. saúde debate. v. 42, nº 1 p. 208-223, set, 2018. Pires, D.E.P., et al. Inovações tecnológicas no setor saúde e aumento das cargas de trabalho. Tempus Actas de Saúde Coletiva. 2012. Sabino, LMM, Tabelo Maglhaes Brasil D, Afio Caetano J, Lavinas Santos MC, Santos Alves MD. Uso de tecnologia leve-dura nas práticas de enfermagem: análise de conceito. Aquichan. 2016. Serra, C.G, Rodrigues, P.H.A. Avaliação da referência e contrarreferência no Programa Saúde da Família na Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RJ, Brasil). Ciênc. saúde coletiva. Nov, 2010. Soratto, J.P., et al. Insatisfação no trabalho de profissionais da saúde na estratégia saúde da família. Texto contexto - enferm. 2017. |
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