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| ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE PORTADOR DE OSTOMIA INTESTINAL | |
| 1CAMILA SOUZA GOMES, 2MISSELI MARIANI FELICIO RABELO SILVA, 3GABRIEL RIBEIRO DA SILVA, 4GABRIELA FAVERO ESPOLADOR | |
| 1Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 3Acadêmico do Curso de Mestrado Em Ciência Animal Com ênfase Em Produtos Bioativos da UNIPAR 4Docente da UNIPAR |
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| Introdução: O estoma intestinal consiste em um orifício situado na região abdominal, criado por meio de um procedimento cirúrgico que estabelece uma conexão entre uma parte do intestino e a superfície corporal. Esse mecanismo permite ao indivíduo realizar a eliminação de fezes e flatos, que são coletados em uma bolsa apropriada (CAETANO et al., 2013). De acordo com International Ostomy Association (IOA), estima-se que, no Brasil, em 2018, havia cerca de 207 mil indivíduos ostomizados (BRASIL, 2019). Os enfermeiros desempenham um papel essencial no cuidado e na educação dos pacientes permitindo que eles se adaptem melhor às novas condições que enfrentarão em suas vidas diárias. Objetivo: Identificar os principais cuidados de enfermagem no atendimento ao paciente ostomizado. Desenvolvimento: Uma ostomia é um procedimento cirúrgico para criar uma abertura na parede abdominal, para desviar a saída corporal ou resíduos da via excretora normal. Uma porção do intestino é trazida pela frente do abdômen até a superfície da pele para criar um estoma, a pequena porção do intestino invertida sobre si mesma “brotada”, expondo o revestimento ou mucosa. Um sistema de bolsa de ostomia se encaixa sobre o estoma e a própria bolsa coleta os resíduos (SANTOS, F.D. et al., 2024). A educação em saúde compreende ações destinadas a oferecer ao paciente e seus familiares informações fundamentais sobre a condição clínica, promovendo a autonomia e autocuidado, favorecendo sua reabilitação (BRASIL, 2019). Nesse contexto, o profissional enfermeiro, como parte da equipe de saúde, desempenha um papel crucial na disseminação de informações apropriadas e embasadas cientificamente, visando aprimorar a qualidade dos cuidados oferecidos no ambiente domiciliar, pelos cuidadores e pelo próprio paciente (COUTO et al., 2021). Os motivos comuns para uma colostomia incluem câncer de cólon, diverticulite, doença de Crohn, obstrução intestinal, defeitos congênitos e lesões. A saída esperada é geralmente pastosa a mais formada (GODOY; et al., 2022). Uma ileostomia desvia as fezes do intestino delgado, geralmente no íleo terminal, resultando ou em um estoma no lado inferior direito. Os motivos comuns para uma ileostomia incluem doença inflamatória intestinal, especialmente colite ulcerativa, defeitos congênitos, cânceres e polipose adenomatosa familiar (QUEIROZ et al., 2017). A saída é menos formada, geralmente variando de semi líquida a pastosa em consistência. Independentemente da patologia subjacente, a ileostomia objetiva-se na melhora da qualidade de vida do paciente com o menor número possível de limitações (MARQUES et al., 2014). Esse cenário requer do paciente adaptações e processos que devem ser abordados pela equipe multiprofissional da saúde. Após a cirurgia de ostomia, além de monitorar a saúde geral dos pacientes, os enfermeiros devem garantir a cura adequada. Se houver uma ferida aberta no abdômen, podem ser necessárias trocas de curativos. A condição do estoma e da pele periestomal exige muita atenção. Em determinadas situações, os enfermeiros precisam se comunicar com outros membros da equipe de atendimento. Por exemplo, caso ocorram complicações envolvendo fluxo sanguíneo insuficiente para o estoma, resultando em um estoma escurecido ou mesmo necrótico, o enfermeiro precisará informar imediatamente a equipe cirúrgica e continuar a monitorar o paciente. Nutricionistas devem ser consultados para avaliar as necessidades nutricionais do paciente e fornecer aconselhamento dietético (MARQUES, 2014; CROSS, 2023). Os princípios básicos do cuidado com a ostomia, que consistem em esvaziar e trocar a bolsa e tratar problemas de pele e vazamentos, são essenciais para que os pacientes saibam antes da alta. A assistência ao cliente ostomizado representa um tema de significativa importância, uma vez que este se encontra vulnerável durante o processo de transição (COUTO et al., 2021). Nesse contexto, surgem diversas questões acerca dos cuidados relacionados à higienização do estoma, à troca da bolsa, ao descarte adequado dos efluentes e as potenciais complicações associadas (CAETANO, C. M. et al., 2014). Conclusão: É fundamental proporcionar orientações ao paciente e à sua família antes da realização da estomia, abordando o procedimento cirúrgico e as possíveis dificuldades associadas aos cuidados necessários. Essas orientações devem ser contínuas, sendo realizadas sempre que viável, e não restritas a um momento específico, reconhecendo a singularidade das demandas de cada paciente. Dessa forma, o enfermeiro desempenha o papel de facilitador no processo de aceitação da estomia. Este profissional deve estar capacitado para ajudar o paciente na elaboração de soluções para as dificuldades de adaptação que possam surgir, sejam elas de natureza física, psíquica, social, espiritual ou econômica. |
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| Referências: BRASIL. Ministério da Saúde. Guia de atenção à saúde da pessoa com estomia. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2019. Disponível em: https:/bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/Saes/2019/cop0005_25072019.html. Acesso em: 22 set. 2025. CAETANO, C.M. et al. O cuidado à saúde de indivíduos com estomias. Revista de Atenção à Saúde, São Caetano do Sul, SP, v. 12, n. 39, p. 59-65, 2014. Disponível em: https:/seer.uscs.edu.br/index.php/revista_ciencias_saude/article/view/2100. Acesso em: 22 set. 2025. COUTO, J.A. et al. Orientações de enfermagem a pacientes ostomizados. Research, Society and Development, Vargem Grande Paulista, SP, v. 10, n. 9, e31310918086, 2021. Disponível em: https:/rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/18086. Acesso em: 22 set. 2025. CROSS, H.H. Nursing Care for Patients After Ostomy Surgery. Nursing, Philadelphia, PA, v. 123, n. 8, p. 34-41, ago. 2023. Disponível em: https://colab.ws/articles/10.1097%2F01.naj.0000947460.38199.fe. Acesso em: 22 set. 2025. GODOY, P.C. et al. Revisão da literatura sobre colostomias e suas complicações no período de 2015 a 2021. International Journal of Health Management Review, São Paulo, v. 7, n. 3, p. 1-12, 2021. Disponível em: https:/ijhmreview.org/ijhmreview/article/view/289. Acesso em: 22 set. 2025. MARQUES, G.S. et al. Procedimento Operacional Padrão de Enfermagem: cuidados com o paciente portador de ileostomia e colostomia. Rio de Janeiro: Hospital Universitário Pedro Ernesto, 2014. Disponível em: https:/ptdocz.com/doc/203066/cuidados-ao-paciente-portador-de-ileostomia-e-colostomia. Acesso em: 22 set. 2025. QUEIROZ, C.G. et al. Caracterização dos ileostomizados atendidos em um serviço de referência de ostomizados. Enfermagem Global, Murcia, ES, v. 46, p. 13-24, 2017. Disponível em: https:/revistas.um.es/eglobal/article/view/230551. Acesso em: 22 ago. 2025. SANTOS, F.D. et al. Ileostomy: Early and Late Complications. Journal of Coloproctology, Rio de Janeiro, v. 44, n. 1, p. e80-e86, 2024. Disponível em: https:/www.thieme-connect.com/products/ejournals/html/10.1055/s-0044-1779603. Acesso em: 22 set. 2025. |
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