RESISTÊNCIA BACTERIANA E ANTIBIÓTICOS: CONSCIENTIZAÇÃO E EDUCAÇÃO EM SAÚDE  
1GIOVANNA CASAGRANDE UZELOTTO, 2CAROLINA LIMEIRA TOMÃO, 3BRUNA GOMES SYDOR
1Acadêmica do curso de Biomedicina da UNIPAR
2Acadêmica do Curso de Biomedicina da UNIPAR
3Docente da UNIPAR
Introdução: a resistência bacteriana a antibióticos é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) uma das maiores ameaças à saúde pública global. O uso indiscriminado e inadequado de antimicrobianos, aliado à automedicação, tem favorecido a seleção de microrganismos resistentes, dificultando o tratamento de infecções comuns e aumentando taxas de morbidade e mortalidade (BRASIL, 2022). O aumento da resistência bacteriana está diretamente relacionado ao uso excessivo e incorreto dos medicamentos disponíveis. Esse cenário pode dificultar o tratamento de doenças infecciosas que se disseminam rapidamente, comprometendo a eficácia dos antibióticos e representando um desafio crescente para os sistemas de saúde em todo o mundo (FIOCRUZ, 2023).
Objetivo: Revisar a literatura científica sobre resistência bacteriana a antibióticos, destacando os principais fatores associados, os riscos para a saúde pública e as estratégias de conscientização e educação em saúde que podem contribuir para o uso racional desses medicamentos. 
Desenvolvimento: estudos apontam que a resistência bacteriana ocorre principalmente devido ao uso inadequado e indiscriminado de antibióticos, como a automedicação e a interrupção precoce do tratamento (BRASIL, 2022). A OMS reforça que o fenômeno já representa uma das maiores ameaças à saúde global, impactando diretamente na eficácia terapêutica e aumentando os custos hospitalares. De acordo com a Fiocruz (2023), a resistência bacteriana é responsável por milhares de mortes anuais no Brasil, ressaltando a importância da implementação de estratégias de prevenção. Entre as medidas de combate, destacam-se a higienização correta das mãos, a adesão à vacinação e a conscientização sobre o uso adequado de antimicrobianos. Pesquisas recentes sobre Antibiotic Stewardship indicam que programas de uso racional de antibióticos são fundamentais para conter a disseminação da resistência. Esses programas envolvem desde a educação comunitária até protocolos de prescrição médica mais criteriosos (AHMED et al, 2024). Assim, a revisão da literatura evidencia que a educação em saúde é essencial para sensibilizar a população quanto aos riscos da automedicação e da resistência bacteriana, contribuindo para reduzir a disseminação de microrganismos resistentes. 
Conclusão: a resistência bacteriana representa um problema complexo e crescente que exige ações conjuntas entre profissionais da saúde, gestores e sociedade. Projetos de extensão desempenham papel fundamental ao aproximar a universidade da comunidade, promovendo não apenas a divulgação científica, mas também a construção de consciência coletiva em prol da saúde pública. Nesse contexto, a Biomedicina se destaca na promoção da conscientização comunitária sobre o uso racional de antibióticos. Por meio da extensão universitária, é possível levar informação científica acessível à população, incentivando práticas responsáveis que contribuam para o enfrentamento desse desafio.
Referências:
AHMED, S. K.; HUSSEIN, S.; QURBANI, K.; IBRAHIM, R. H.; FAREEQ, A.; MAHMOOD, K. A.; MOHAMED, M. G.. Antimicrobial resistance: Impacts, challenges, and future prospects. Journal of Medicine, Surgery, and Public Health, v. 2, p. 100081, 2024. DOI:10.1016/j.glmedi.2024.100081.
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Manual de microbiologia clínica para o controle de infecção em serviços de saúde. Brasília: ANVISA, 2013.
BRASIL. Ministério da Saúde. Uso racional de antimicrobianos: prevenção da resistência bacteriana. Brasília: MS, 2022.
FIOCRUZ. Resistência bacteriana: principais ameaças à saúde. Disponível em: . Acesso em: 09 set. 2025.
LAXMINARAYAN, R. et al. Antibiotic resistance—the need for global solutions. The Lancet Infectious Diseases, v. 13, n. 12, p. 1057-1098, 2013.
VELDKAMP, R. F.; SINGH, N. Antimicrobial stewardship: principles and practice. Clinical Microbiology Reviews, v. 34, n. 3, p. 1-20, 2021.
VILA, J.; MORENO-MORAL, A. Current landscape in antibiotic resistance: epidemiology, mechanisms, and novel therapies. Frontiers in Microbiology, v. 13, p. 1-15, 2022.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Antimicrobial resistance: global report on surveillance. Geneva: WHO, 2014.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Global action plan on antimicrobial resistance. Geneva: WHO, 2015.