BIOSSEGURANÇA NA MAQUIAGEM PROFISSIONAL: REVISÃO DE LITERATURA
1ANA CAROLINA GUSE, 2MILENA DA SILVA LORENCETE
1Acadêmica do Curso de Estética e Cosmética - Universidade Paranaense (UNIPAR), Cascavel, PR, Brasil.
2Docente da UNIPAR
Introdução: A biossegurança consiste em medidas destinadas à prevenção e ao controle de riscos biológicos, sendo igualmente fundamental na maquiagem profissional. A falta de higienização adequada de pincéis e o uso incorreto de cosméticos favorecem a transmissão de microrganismos como Staphylococcus aureus e Pseudomonas aeruginosa, os quais podem causar infecções cutâneas e oculares (Silva et al., 2018). Nesse contexto, torna-se necessário revisar a literatura para compreender os cuidados indispensáveis na prática do maquiador.
Objetivo: Revisar a literatura científica sobre biossegurança aplicada à maquiagem profissional, destacando cuidados com produtos, pincéis e descartáveis como medidas preventivas contra riscos à saúde.
Desenvolvimento: O mau uso da maquiagem e a negligência quanto à higienização de materiais são apontados como fatores determinantes para afecções cutâneas e mucosas. Pierezan e Martins (2021) evidenciam que práticas como o compartilhamento de batons, máscaras de cílios e esponjas estão diretamente relacionadas à contaminação cruzada. A ausência de protocolos claros entre profissionais da beleza intensifica esses riscos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, por meio da Resolução RDC nº 44/2009, estabelece recomendações de biossegurança, como uso de descartáveis, higienização frequente de pincéis com produtos adequados e limpeza das mãos antes e após procedimentos (Anvisa, 2009). Essas práticas, quando aplicadas corretamente, reduzem significativamente a carga microbiana e oferecem maior segurança tanto ao cliente quanto ao profissional. Silva et al. (2018) reforçam a importância da higienização e do armazenamento adequado dos cosméticos, destacando que a negligência pode favorecer a proliferação de microrganismos com potencial patogênico. Assim, a biossegurança deve ser compreendida não apenas como protocolo técnico, mas também como responsabilidade ética do maquiador, garantindo credibilidade e segurança à prática estética.
Conclusão: A literatura revisada evidencia que a biossegurança na maquiagem profissional é indispensável para prevenir riscos à saúde e assegurar a qualidade no atendimento. O uso de descartáveis, a correta higienização de pincéis e o manejo adequado dos cosméticos configuram-se como medidas essenciais, respaldadas por normas sanitárias e por evidências científicas, constituindo responsabilidade ética e técnica do profissional da área.
Referências:
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Resolução RDC nº 44, de 17 de junho de 2009. Dispõe sobre boas práticas farmacêuticas para o controle sanitário do funcionamento, da dispensação e da comercialização de produtos e da prestação de serviços farmacêuticos em farmácias e drogarias. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, n. 115, p. 57, 18 jun. 2009.
PIEREZAN, A.; MARTINS, V. O mau uso da maquiagem e suas possíveis consequências. Revista de Trabalhos Acadêmicos, Itajubá, v. 1, n. 1, p. 1-8, 2021. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/357111745. Acesso em: 8 set. 2025.
SILVA, J. A. da et al. Avaliação microbiológica de produtos cosméticos utilizados no cotidiano. Revista Científica da FHO|UNIARARAS, Araras, v. 6, n. 1, p. 1-9, 2018. Disponível em: https://www.uniararas.br/revistacientifica/_documentos/artigos/2018. Acesso em: 8 set. 2025.