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| FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO APLICADA À PREVENÇÃO DE LESÕES NO FUTSAL: UM ESTUDO DE REVISÃO | |
| 1KAREN LETÍCIA DE MACEDO, 2CAMILA PAMELA GIMENES, 3ELEANDRO APARECIDO TRONCHINI | |
| 1Acadêmica do Curso de Educação Física da UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Educação Física da UNIPAR 3Docente da UNIPAR |
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| Introdução: O futsal é um esporte coletivo extremamente popular em diversos países é caracterizado por ações rápidas, movimentos intensos e mudanças repetitivas de direção, o que aumenta a suscetibilidade a lesões musculoesqueléticas. Nesse cenário, a fisiologia do exercício desempenha um papel crucial, permitindo a análise das demandas energéticas, funcionais e biomecânicas impostas ao treinamento. A adoção de seus princípios contribui para a criação de programas de treinamento mais seguros e eficientes, que equilibram carga de exercício, recuperação e prevenção de lesões (Miranda et al. 2020). Diante disso a presente pesquisa delimita-se ao estudo de estratégias em conjunto com a fisiologia buscando otimizar a performance dos atletas. Com o objetivo de identificar estratégias preventivas, juntamente com a integração da fisiologia, a fim de manter a saúde do atleta e otimizar o desempenho e prolongar a longevidade atlética. Objetivos: Identificar estratégias preventivas, juntamente com a integração da fisiologia, a fim de manter a saúde do atleta e otimizar o desempenho e prolongar a longevidade atlética em prol da evolução do esporte. Desenvolvimento: O futsal exige um alto nível de esforço físico devido aos dribles, confrontos e contrações musculares extenuantes, o que pode levar a um aumento do estresse oxidativo e inflamação após os treinos e partidas. Portanto, esses fatores são fundamentais para compreender o risco de lesões e desenvolver estratégias preventivas efetivas. Camargo et al. (2011), destacam esse tema ao mencionar a fadiga, um elemento que compromete o desempenho e eleva o risco de lesões, como entorses, ao reduzir a estabilidade muscular dinâmica. Ademais, por ser um esporte que demanda respostas fisiológicas intensas dos atletas, envolvendo tanto o sistema cardiovascular quanto o neuromuscular, há acelerações e desacelerações constantes, mudanças de direção e contato físico, o que causa desgastes musculares e articulares, especialmente dos membros inferiores. Além disso, a natureza intermitente do jogo exige uma alta capacidade de regeneração energética, ressaltando o papel fundamental da fisiologia do exercício na análise das respostas agudas e adaptações crônicas do corpo. Esse entendimento é crucial para identificar pontos críticos, planejar intervenções apropriadas e, consequentemente, diminuir o risco de lesões. Nesse cenário, Silva et al. (2009) destacam a relevância do treinamento neuromuscular para aumentar as reservas de glicogênio e de massa muscular. Isso permite que o atleta suporte o estímulo por mais tempo e com mais eficiência, reduzindo o risco de lesões. Uma revisão sistemática realizada por Oliveira et al. (2024) aponta que os programas de aquecimento neuromuscular, treinamento proprioceptivo e exames físicos periódicos são uma das principais estratégias para prevenir lesões em jogadores de futsal. Protocolos como FIFA 11+ e FIVE®, criados especificamente para o futsal, têm demostrado ser eficazes na diminuição de lesões musculoesqueléticas, além de promover melhorias na força, no equilíbrio e na coordenação motora. Por outro lado, o treinamento proprioceptivo mostrou avanços consideráveis no controle e na estabilidade articular, apesar de seu efeito isolado na redução de lesões ainda ser controverso. Isso destaca a relevância de estratégias preventivas multimodais que contribuem diversos elementos do treinamento. Um fator é o programa de aquecimento implementado (Lima et al., 2018), que se refere à baixa amplitude de movimentos como, por exemplo, do tornozelo, que está ligada ao valgo dinâmico do joelho, resultando em um potencial risco de dores patelofemorais e lesão do ligamento cruzado anterior. Fonseca et al. (2007) relata que a baixa mobilidade do quadril compromete a absorção e a dissipação de energia mecânica ao longo da cadeia cinética. Essas e outras medidas preventivas de lesões podem contribuir para aumentar a presença dos atletas ao longo da temporada (Mota et al., 2010). Conclusão: Diante disso, observa-se que é crucial saber como agir ao identificar essas lacunas estruturais do treinamento esportivo. É necessário implementar programas de aquecimentos para jogadores de futsal, aumentando as probabilidades dos atletas participarem de competições com mais tranquilidade, visando desempenho e a saúde na prevenção de lesões devido ao déficit de condicionamento físico, propriocepção e resíduos articulares. Ficou evidente que a aplicação de princípios fisiológicos permite uma prescrição de cargas mais precisa e adaptada às exigências do futsal, bem como a elaboração de programas de prevenção de lesões mais eficazes, contudo, conforme as lacunas identificadas na literatura, futuras pesquisas devem buscar a validação de protocolos de treinamento, análise de lesões e estudos que integrem variáveis psicossociais, a fim de compreender sua influência na performance e na prevenção de lesões. |
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| Referências: CAMARGO, M. R.; et al. A importância das informações aferentes podais para o controle postural. Revista Neurociências, Presidente Prudente, v. 19, n. 1, p. 165-170, 2011. FONSECA, S. T.; et al. Integration of stresses and their relationship to the kinetic chain. In: MAGGE, D. J.; et al. Scientific foundations and principles of practice in musculoskeletal rehabilitation. St. Louis, MO: Saunders Elsevier, p. 476-86, 2007. LIMA, Y. L.; et al. The association of ankle dorsiflexion and dynamic knee valgus: A systematic review and meta-analysis. Physical Therapy in Sport, Amsterdam, v. 29, n. 1, p. 61-69, 2018. MIRANDA, B. H. C.; et al. Nível de aptidão física de atletas universitários de futsal. Revista Brasileira de Futebol, Viçosa, v. 13, n. 1, p. 47-72, 2020. MONTENEGRO, L. DE P. Prevenção de lesões em futebolistas através do treinamento neuromuscular e proprioceptivo em membros inferiores. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício - RBPFEX, São Paulo, v. 8, n. 43, p. 5-13, 2014. MOTA, G. R.; et al. Treinamento proprioceptivo e de força resistente previnem lesões no futebol. Journal of Health Sciences Institute, São Paulo, v. 28, n. 2, p. 191-193, 2010. OLIVEIRA, J. P.; et al. Exploring Injury Prevention Strategies for Futsal Players: A Systematic Review. Healthcare (Basel, Switzerland), Basel, v. 12, n. 14, p. 1387, 2024. SILVA, S. F.; et al. Resposta dos treinamentos de resistência aeróbica e muscular na força máxima e sujeitos destreinados. Brazilian Journal of Biomotricity. Santa Maria, v. 3, n. 3, p. 220-230, 2009. SILVEIRA, G. A. M.; et al. Fadiga e alteração no desempenho em atletas de futsal universitário em jogos consecutivos. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício - RBPFEX, São Paulo, v. 18, n. 116, p. 368-373, 2020. |
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