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| EVOLUÇÃO TÁTICA NO FUTEBOL | |
| 1RENATO PEREIRA DE LIMA JUNIOR, 2VICTOR FAZOLLI CAMARA, 3LEONARDO HIDEKI GIMENES OBUTI, 4GUSTAVO BORGES PADILHA GASPAR, 5MARCELO FIGUEIRO BALDI | |
| 1Acadêmico do curso de educação física da Unipar 2Acadêmico do Curso de Educação Física da UNIPAR 3Acadêmico do Curso de Educação Física da UNIPAR 4Acadêmico do Curso de Educação Física da UNIPAR 5Docente da UNIPAR |
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| Introdução: O futebol é um fenômeno esportivo, cultural e social de relevância global, transcendendo sua dimensão lúdica para se configurar como parte do imaginário coletivo e da identidade nacional, sobretudo no Brasil (HELAL, 2001). No contexto brasileiro, rapidamente se popularizou entre as camadas populares, consolidando-se como ferramenta de expressão cultural e ascensão social. Desde práticas rudimentares da Antiguidade até sua codificação moderna na Inglaterra do século XIX (GUTERMAN, 2009), o futebol passou por transformações estruturais que envolveram aspectos técnicos, táticos, físicos e psicologicos. Objetivos: Analisar a evolução da tática no futebol. Desenvolvimento: A origem do futebol moderno remonta ao século XIX, com a padronização das regras pela Football Association em 1863, possibilitando a expansão mundial do esporte (GODOI; CARDOSO, 1989). No Brasil, sua introdução ocorreu em 1894, por Charles Miller, inicialmente entre as elites, até a popularização entre a classe operária, que transformou o jogo em manifestação de identidade (AQUINO, 2002; VOSER, 2010). O futebol brasileiro consolidou-se no cenário mundial a partir das Copas de 1958 e 1962, período em que o “futebol arte” ganhou projeção (HELAL; SOARES; LOVISOLO, 2001). Já a Copa de 1970 foi utilizada como instrumento político pela ditadura militar, exemplificando a inter-relação entre esporte e sociedade (VIZENTINI, 2009). Do ponto de vista físico, técnico e psicológico, o futebol moderno exige preparo multidisciplinar. A técnica envolve fundamentos essenciais como drible, passe e finalização (WEINECK, 1999), enquanto o aspecto físico é marcado por alta intensidade, demandando percursos médios de 7 a 11 km por jogo (Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício, 2024). O fator psicológico, por sua vez, influencia diretamente o rendimento individual e coletivo, com destaque para a importância do acompanhamento profissional (EISLER; SPINK, 1998). No futebol, tática é a aplicação prática de estratégias para a gestão do espaço e do tempo em campo, definindo como a equipe organiza seus jogadores (posicionamento, movimentação, ataque e defesa) para alcançar os objetivos propostos pelo treinador. Em suma, a tática envolve as ações e os comportamentos coletivos e individuais da equipe, tanto com a bola (ofensiva) quanto sem ela (defensiva), buscando explorar oportunidades e resolver as situações complexas do jogo para marcar gols e vencer a partida (LIMA, 2018). A evolução tática foi determinante para a modernização do jogo. A primeira formação estruturada foi a pirâmide 2-3-5 que era focada em um modelo bem ofensivo, porém rudimentar, em 1883, que marcou a transição do drible individual para o jogo coletivo (PARREIRA, 2005). A alteração da lei do impedimento em 1925 originou o sistema WM, precursor de formações como 4-2-4 e 4-3-3 (RÊGO, 2010). Na década de 1970, o “Carrossel Holandês” revolucionou o jogo com o “futebol total” (HELAL, 2001). Já no século XXI, a análise de dados consolidou o 4-2-3-1 como sistema predominante no futebol europeu, combinando equilíbrio defensivo e transições rápidas (OLIVEIRA, 2017). Conclusão: A trajetória do futebol revela um processo contínuo de transformação histórica e cultural, marcado pela profissionalização, pela expansão global e pelo desenvolvimento de estratégias cada vez mais complexas. No cenário atual, o esporte exige excelência técnica, alto desempenho físico e equilíbrio psicológico, sustentados por uma equipe multidisciplinar. A evolução das táticas, do modelo ofensivo rudimentar até formações equilibradas e multifuncionais, demonstra a centralidade da estratégia no futebol contemporâneo. O uso de tecnologias e análises de desempenho reforça o caráter científico do esporte, que se consolidou como fenômeno multidimensional, refletindo aspectos sociais, políticos e culturais da sociedade. |
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| Referências: AQUINO, R. Charles Miller e a introdução do futebol no Brasil. São Paulo: Educ, 2002. BELLINTANI, M.; GOELLNER, S. V. História do futebol no Brasil: dos primeiros tempos à era da globalização. Porto Alegre: Ed. da UFRGS, 2010. GODOI, F.; CARDOSO, L. História do futebol inglês. Londres: Routledge, 1989. GUTERMAN, M. O futebol explica o Brasil. São Paulo: Contexto, 2009. HELAL, R.; SOARES, A. J.; LOVISOLO, H. Futebol arte: história e mito. Rio de Janeiro: Mauad, 2001. MATTOS, C. O Brasil em campo: futebol e sociedade brasileira. São Paulo: Contexto, 2013. OLIVEIRA, G. R. de. A evolução dos sistemas táticos no futebol. Revista Brasileira de Ciências do Esporte, v. 39, n. 4, p. 401–410, 2017. PARREIRA, C. A. Evolução tática e estratégias de jogo. Brasília: Ed. EBF, 2005. RÊGO, M. R. A história das táticas no futebol: das origens aos tempos modernos. São Paulo: Ícone, 2010. REILLY, T. Science and Soccer. 2. ed. London: Routledge, 2003. VIZENTINI, P. F. Futebol e política no Brasil: da era Vargas à ditadura militar. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, v. 22, n. 43, p. 27–48, 2009. VOSER, R. da C.; GUIMARÃES, M. G. V.; RIBEIRO, E. R. Futebol: história, técnica e treino de goleiro. 2. ed. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2010. WEINECK, J. Biologia do esporte. São Paulo: Manole, 1999. LIMA, C https://mwfutebol.wordpress.com/2018/02/20/o-conceito-de-tatica-no-futebol/ 2018 |
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