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| POTENCIAL ANTIOXIDANTE EM EXTRATO OTIMIZADO DE Cuphea carthagenensis | |
| 1LUCIANE FRIEDRICH TOMITÃO, 2JAQUELINE HOSCHEID | |
| 1Aluno doutorado 2Docente da UNIPAR |
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| Introdução: Cuphea carthagenensis (Jacq.) J. F. MacBr., conhecida popularmente como sete-sangrias, é uma planta medicinal nativa no Brasil utilizada para fins terapêuticos como distúrbios cardiovasculares, hipertensão e diabetes (KREPSKY et al., 2012; RATHER et al., 2021; CAVALCANTI; GRAHAM, 2015). A espécie destaca-se pela presença de uma diversidade de compostos, tais como taninos, flavonoides, triterpenos, esteróis, ácidos aromáticos, carboidratos, ácidos graxos insaturados e alcanos, além da presença de diversos compostos polifenólicos, derivados da quercetina, miricetina e kaempferol (SANTOS et al., 2020; JACOBUCCI et al., 2025). Devido à presença desses metabólitos, a planta tem demonstrado diversas atividades biológicas, como ação antioxidante, anti-inflamatória, antimicrobiana e vasodilatadora (OTENIO et al, 2020; SANTOS et al, 2020). Objetivo: O presente estudo teve como objetivo investigar a capacidade antioxidante in vitro, do extrato otimizado de C. carthagenensis. Material e Métodos: Inicialmente a planta foi coletada, seca e submetida à trituração e seleção granulométrica e o preparo do extrato otimizado foi realizado através de turbo extração em mistura hidroalcoólica a 38%. Foram realizadas análises quantitativas quanto ao teor de compostos fenólicos totais e flavonoides totais, capacidade antioxidante pelos métodos ABTS•⁺, DPPH e FRAP. O perfil fitoquímico do extrato otimizado foi realizado através da UHPLC-MS/MS . Resultados: O extrato otimizado mostrou predominância de flavonoides glicosilados em sua constituição como a quercetina, kaempferol e miricetina, apresentou elevados teores de compostos fenólicos (41,17 ± 0,98 µgEAG g⁻¹) e flavonoides (14,19 ± 0,65 mgQUE g⁻¹) com expressiva atividade antioxidante. Os estudos fitoquímicos revelaram a presença de 21 compostos, predominantemente flavonoides, além de lignanas, sacarídeos, glicosídeos, taninos, terpenoides e ácidos fenólicos. Discussão: Estudos anteriores com C. carthagenensis revelaram a presença de diferentes compostos bioativos, como quercetin-glucuronide, quercetin-3-sulfate e seus derivados, glicosídeos de flavonol, compostos fenólicos, ácidos hipúricos, elágico e ascórbico (SANTOS et al, 2020). A presença predominante de flavonoides glicosilados também foi encontrada no extrato otimizado no estudo conduzido por Jacobucci et al. (2025). A quercetina-3-sulfato foi identificada como o flavonoide predominante, destacando a relevância do gênero Cuphea (Lythraceae), evidenciando sua relevância (KREPSKY et al., 2010). A presença elevada de flavonoides encontrados por análises de UHPLC-MS/MS, podem estar associadas a esta atividade antioxidante do extrato. Outro estudo com extrato metanólico de C. carthagenensis estimou compostos Fenólicos totais de 43,13 ± 3,29 µgEAG gext-1 e de flavonoides de 24,13 ± 2,94 mg QE/g o que se aproxima dos valores encontrados em nosso estudo 41,17 ± 0,98 µgEAG gext-1 e 14,19 ± 0,65 mg QUE/g, respectivamente (RATHER et al, 2021). As propriedades antioxidantes frequentemente estão relacionadas com plantas que possuem compostos fenólicos, especialmente ácidos fenólicos e flavonoides em sua composição. Essa atividade depende da disponibilidade de elétrons para neutralizar radicais livres e está relacionada ao número e à natureza dos grupos hidroxila no anel aromático e o aumento desses grupos favorece a doação de hidrogênio e potencializa a inibição da oxidação (GULCIN, 2020). Conclusão: O extrato otimizado demonstrou potencial antioxidante e essa diversidade de compostos químicos nas partes aéreas de C. carthagenensis fornecem base para investigações sobre suas propriedades, mecanismos de ação envolvidos e potenciais aplicações terapêuticas, consolidando a espécie como recurso promissor. |
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| Referências: CAVALCANTI, T. B.; GRAHAM, S. Cuphea. In: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2015. Disponível em: http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB8744: Acesso em: 16 set. 2025. GULCIN, İ. Antioxidants and antioxidant methods: an updated overview. Archives of Toxicology, v. 94, n. 3, p. 651–715, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1007/s00204-020-02689-3. Acesso em: 9 set. 2025. JACOBUCCI, N. A. O. et al. Extractive optimization of bioactive compounds in aerial parts of Cuphea carthagenensis using Box-Behnken experimental design. Natural Product Research, p. 1–6, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.1080/14786419.2024.2448845. Acesso em: 9 set. 2025. KREPSKY, P. B. et al. Quercetin-3-sulfate: A chemical marker for Cuphea carthagenensis. Biochemical Systematics and Ecology, v. 38, n. 1, p. 125–127, 2010. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.bse.2009.12.034. Acesso em: 9 set. 2025. KREPSKY, P. B. et al. Chemical composition and vasodilatation induced by Cuphea carthagenensis preparations. Phytomedicine, 19(11), 953–957, 2012. doi:10.1016/j.phymed.2012.05.011. OTENIO, J. K. et al. Etnofarmacologia da Cuphea carthagenensis (Jacq.) J.F. Macbr: uma revisão. Brazilian Journal of Development, v. 6, n. 3, p. 10206–10219, 2020. RATHER, M. A.; GUPTA, K.; MANDAL, M. Inhibition of biofilm and quorum sensing-regulated virulence factors in Pseudomonas aeruginosa by Cuphea carthagenensis (Jacq.) J.F. Macbr. leaf extract: an in vitro study. Journal of Ethnopharmacology, v. 269, p. 113699, 2021. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.jep.2020.113699: Acesso em: 9 set. 2025. SANTOS, M. C. et al. Polyphenols composition from leaves of Cuphea spp. and inhibitor potential, in vitro, of angiotensin I-converting enzyme (ACE). Journal of Ethnopharmacology, v. 255, p. 112781, 2020. |
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