DESENVOLVIMENTO DO RABANETE SOB INFLUÊNCIA DE ADUBAÇÃO QUÍMICA x ORGÂNICA
1LUIZ CARLOS FERNANDES JUNIOR, 2THAYNE BATALHA SCALCO, 3KAUã SILVA CHIARADIA, 4MARIA EDUARDA DA SILVA GOES, 5MARCOS GABRIEL DE OLIVEIRA MELO, 6RENAN RIZZATO ESPESSATO
1Graduando, Universidade Paranaense - Unipar
2Acadêmica do Curso de Engenharia Agronômica da UNIPAR
3Acadêmico do Curso de Engenharia Agronômica da UNIPAR
4Acadêmica do Curso de Engenharia Agronômica da UNIPAR
5Acadêmico do Curso de Engenharia Agronômica da UNIPAR
6Docente da UNIPAR
Introdução: O rabanete (Raphanus sativus L.), da família Brassicaceae e originária do Mediterrâneo (RODRIGUES et al., 2013), é uma planta de pequeno porte com raiz tuberosa e globular de coloração avermelhada por fora e polpa branca por dentro, com sabor picante (MAIA et al., 2011). O estado do Paraná conta com 747 produtores que produzem em torno de 1.421 toneladas, se destacando o município de Colombo - Pr (IBGE, 2017). Vários fatores afetam a produção do rabanete, especialmente as condições climáticas e nutricionais. De forma geral, o pH ideal do solo deve estar entre 5,5 e 6,8, pois, solos ácidos ou alcalinos podem limitar o crescimento da planta, assim como solos pobres em fósforo e potássio, resultando em plantas e raízes menores. Déficit hídrico durante o cultivo refletem em formação de raízes pequenas e fibrosas, característica indesejável pelos consumidores. Por outro lado, o excesso de água causa o apodrecimento das raízes e doenças fúngicas. Temperaturas ideais para a cultura variam de entre 10°C e 20°C; temperaturas elevadas podem causar o florescimento precoce da planta, enquanto baixas, retardam o crescimento (RODRIGUES et al., 2013).
Objetivo: Avaliar o efeito da adubação orgânica e química no crescimento, desenvolvimento e produção de raízes em plantas de rabanete.
Materiais e Métodos: Para o cultivo do rabanete foi utilizada uma área de 23,76 m2 destinada para a implementação da cultura do rabanete, o espaçamento utilizado entre plantas foi de 20 cm e 25 cm entre linhas, a área foi dividida em 3 parcelas de aproximadamente 7,92 m2 cada uma, sendo assim, para preencher essa área destinada para a cultura do rabanete foram utilizadas 330 mudas de rabanete da variedade Saxa. Para isso foram utilizados diferentes tratamentos, sendo: T1 – Testemunha (Sem Adubação); T2 – Adubação Orgânica (Adubo orgânico composto à base de excrementos de aves); T3 – Adubação Química (Fertilizantes químicos: NPK 20-05-20 + Superfosfato simples 21% P/ 16% Ca/ 10% S). Para a adubação orgânica foi utilizada a dosagem de 2 Kg/m2 de adubo composto por excrementos de aves, o que corresponde à 20 t/ha, e para a adubação química foi utilizada a dosagem de 250 g/m2 do fertilizante químico NPK 20-05-20, correspondendo à 2,5 t/ha, também foi utilizado o Superfosfato simples com dosagem de 200 g/m2, o que corresponde à 2 t/ha. As mudas de rabanete foram plantadas no dia 28/04/2025 e colhidas no dia 09/06/2025 e posteriormente nas plantas colhidas foram realizadas as análises das reações aos diferentes tratamentos de adubação, orgânica e química, foram analisados os aspectos de desenvolvimento das plantas de rabanete e a produtividade.
Resultados: Em termos de peso de planta, as plantas do tratamento 2 que receberam adubação orgânica à base de excrementos de aves apresentaram expressivamente melhor rendimento e desenvolvimento, com média de peso de 383,5 gramas. No quesito de peso de raiz, que é a parte apreciada e consumida da planta do rabanete, as plantas do tratamento 2 que receberam adubação orgânica com excremento de aves apresentaram melhor desenvolvimento da parte radicular, com média de peso de 217,5 gramas. No caso do diâmetro de raiz, as plantas que receberam adubação orgânica com excrementos de aves apresentaram melhor diâmetro de raiz, com média de diâmetro de 6,35 cm. As plantas do tratamento 3 que receberam adubação química com fertilizante NPK também apresentaram bom rendimento e desenvolvimento do ponto de vista de produtividade, porém ficando atrás do tratamento 2, com média de peso de 292 gramas. As plantas do tratamento 3 que receberam adubação com fertilizante NPK apresentaram média de peso de raiz de 176 gramas. O tratamento 1 (testemunha – sem adubação) e o tratamento 3 (adubação química com NPK), apresentaram pouca diferença de diâmetro de raiz entre eles, as plantas do tratamento 1 apresentaram média de diâmetro de 5,6 cm e as plantas do tratamento 3 apresentaram média de diâmetro de 5,9 cm. 
Discussão: Em uma pesquisa semelhante que foi realizada por Rodrigues et al. (2013) o diâmetro das raízes de rabanete também foi maior com utilização de esterco de gado e de aves, semelhante aos dados obtidos neste trabalho. Sendo assim, foi possível concluir que as plantas de rabanete que apresentaram melhor crescimento, desenvolvimento de planta e raízes, e produtividade, são as plantas do tratamento 2 que receberam adubação orgânica com cama de frango, pois a mesma apresenta algumas vantagens em relação a adubação química com NPK, principalmente por melhorar a estrutura e microbiologia do solo, trazendo benefícios às plantas de rabanete como melhor disponibilidade de nutrientes, fazendo com que aumente e melhore o desenvolvimento das plantas de rabanete e a produtividade.
Conclusão: Após avaliar as características agronômicas nos efeitos da adubação orgânica e química, foi possível concluir que as plantas de rabanete que apresentaram melhor crescimento, desenvolvimento de planta e raízes, e produtividade, são as plantas do tratamento 2 que receberam adubação orgânica com cama de frango.
Referências:
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Produção de rabanete no Brasil. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/explica/producao-agropecuaria/rabanete/br. Acesso em: 27 de mar. 2025.
MAIA, P. M. E.; AROUCHA, E. M. M.; SILVA, O. M. P. da; SILVA, R. C. P. da; OLIVEIRA, A. de O. Desenvolvimento e qualidade do rabanete sob diferentes fontes de potássio. Revista Verde, v.6, n.1, p. 148 – 153, 2011.
RODRIGUES, R. R. O.; PIZETTA, S.; TEIXEIRA, A.; REIS, E.; HOTT, M. Produção de rabanete em diferentes disponibilidades de água no solo. Enciclopédia Biosfera. v. 9, n. 17, p. 2121-2130, 2013.