![]() | |
|---|---|
![]() | |
| FATORES PREDISPONENTES DO TROMBOEMBOLISMO EM FELINOS | |
| 1ANA CAROLINA FRANZOIA CONRADO, 2FERNANDA GABRIELA TRINDADE, 3JÚLIA ROBLES DE ROSSI ALVES, 4RODRIGO GARCIA MOTTA | |
| 1Acadêmica de Medicina Veterinária da Universidade Estadual de Maringá 2Acadêmica de Medicina Veterinária da Universidade Estadual de Maringá 3Acadêmica de Medicina Veterinária da Universidade Estadual de Maringá 4Docente da Universidade Estadual de Maringá |
|
| Introdução: O tromboembolismo consiste em uma condição patológica definida pela formação de um trombo (coágulo aderido à parede de um vaso sanguíneo) que, ao se desprender, origina um êmbolo capaz de migrar pela circulação e ocasionar obstruções vasculares em locais distantes do ponto de origem (Ramos et al., 2025). O trombo forma-se em decorrência de alterações que promovem um desequilíbrio nos processos fisiológicos de coagulação sanguínea, como a tríade de Virchow, que engloba lesão endotelial, estase sanguínea e a hipercoagulabilidade (Oliveira et al., 2022). Os felinos destacam-se como a espécie mais acometida pelo tromboembolismo, em grande parte devido à elevada ocorrência de cardiomiopatias, associada às particularidades fisiológicas da espécie (Araújo et al., 2022). Outras condições associadas ao desenvolvimento do tromboembolismo incluem nefropatias, neoplasias e distúrbios endócrinos (Prado, 2024). Objetivos: O presente trabalho busca revisar a literatura atual sobre o tromboembolismo em felinos, cuja prevalência vem aumentando, enfatizando a relevância da identificação precoce e dos fatores predisponentes. Desenvolvimento: A coagulação é um dos principais mecanismos que regulam a hemostasia, controlando sangramentos por meio da formação de coágulos. Em felinos com cardiomiopatias, a lesão endotelial na parede cardíaca ativa a cascata de coagulação, e alterações nesse mecanismo podem favorecer a formação dos coágulos e consequentes trombos nas câmaras cardíacas (Araújo et al., 2022). A cardiomiopatia hipertrófica (CMH) é a principal cardiomiopatia em felinos, acometendo principalmente machos com idade média entre 4 e 7 anos. Raças como Persa, Maine Coon e Ragdoll apresentam maior predisposição genética para essa patologia. Dessa forma, animais com essas características tornam-se mais vulneráveis ao tromboembolismo, uma vez que a CMH constitui um de seus principais fatores predisponentes (Lino, 2015). Por ser normalmente secundário a alguma outra patologia, o tromboembolismo é difícil de ser diagnosticado, envolvendo sinais clínicos por muitas vezes inespecíficos, o que leva a ter uma alta taxa de mortalidade (Prado, 2024). Os sinais também variam de acordo com o local do trombo, mas incluem frequentemente paresia ou paralisia de membros, vocalização, dor aguda e ausência de pulso arterial (Marques et al., 2023). O diagnóstico precoce de fatores predisponentes, especialmente das cardiomiopatias, representa a principal estratégia para a prevenção do tromboembolismo, uma vez que o tratamento adequado da patologia de base pode evitar a progressão para essa complicação (Pereira et al., 2013). Conclusão: O tromboembolismo em felinos reforça a necessidade de atenção clínica contínua e estratégias preventivas, já que a detecção precoce e o manejo adequado das doenças subjacentes são fundamentais para melhorar a sobrevida. |
|
| Referências: ARAÚJO, Vitória Maria Jorge de; et al. Tromboembolismo arterial felino: revisão de literatura. In: Atualidades na saúde e bem estar animal, v. 5, p. 156-168, jan. 2022. Capítulo: Tromboembolismo arterial felino: revisão de literatura. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/360129196_TROMBOEMBOLISMO_ARTERIAL_FELINO_REVISAO_DE_LITERATURA. Acesso em: 5 set. 2025 LINO, Joana Maria Centeno Nunes de Sande Ribeiro. Profilaxia do tromboembolismo arterial na cardiomiopatia hipertrófica felina. 2015. Dissertação (Mestrado Integrado em Medicina Veterinária) – Escola Universitária Vasco da Gama, Coimbra, 2015. MARQUES, Danielle Climaco; et al. Tromboembolismo em artéria femoral direita de um felino: análise dopplervelocimétrica. Medicina Veterinária, [S. l.], v. 17, n. 2, p. 109–113, 2023. Disponível em: https://www.journals.ufrpe.br/index.php/medicinaveterinaria/article/view/6016. Acesso em: 5 set. 2025. OLIVEIRA, Weslley Júnior de; et al. Tromboembolismo arterial em felino decorrente de cardiomiopatia restritiva: Relato de caso. Pubvet, [S. l.], v. 16, n. 11, 2022. Disponível em: https://ojs.pubvet.com.br/index.php/revista/article/view/2958. Acesso em: 10 set. 2025. PEREIRA, Camila de Oliveira; et al. Tromboembolismo arterial e edema pulmonar em um gato com cardiomiopatia hipertrófica. Revista de Ciências Agroveterinárias, Lages, v. 13, n. supl., p. 11-12, 2013. ISSN 1676-9732. PRADO, Isabela Mendonça de Queiroz. Tromboembolismo em artéria ilíaca direita em cão: relato de caso. 2024. Trabalho de conclusão de residência. Faculdade de Medicina Veterinária. Universidade Federal de Uberlândia, Minas Gerais, 2024. Disponível em: https://repositorio.ufu.br/bitstream/123456789/43327/1/TromboembolismoArt%c3%a9riaIl%c3%adaca.pdf. Acesso em: 5 set. 2025. RAMOS, Gabriela Ferreira da Silva; et al. Tromboembolismo aórtico em felinos – diagnóstico emergencial: Revisão. Pubvet, [S. l.], v. 19, n. 07, p. e1807, 2025. Disponível em: https://ojs.pubvet.com.br/index.php/revista/article/view/4192.. Acesso em: 5 set. 2025. |
|