![]() | |
|---|---|
![]() | |
| TRANSPLANTE DE FÍGADO PEDIÁTRICO: RESULTADOS NO PÓS OPERATÓRIO E REVISÕES SISTEMÁTICAS - TÉCNICAS CIRÚRGICAS E COMPLICAÇÕES TARDIAS | |
| 1MARIA FERNANDA MAGALHÃES ALMEIDA, 2MARIA LUIZA COLOMBO, 3MARIANA VITORIA GASPERIN | |
| 1Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 3Docente da UNIPAR |
|
| Introdução: O transplante de fígado pediátrico hoje é considerado tratamento de rotina para crianças com insuficiência hepática terminal em países desenvolvidos e subdesenvolvidos. (KELLY, 2008). Tal procedimento é recomendado para todas as crianças portadores de doença hepática que apresentam deterioração progressiva do seu estado de saúde, devendo preceder o aparecimento de complicações que mostram um alto risco com o procedimento. A taxa de sobrevida após o transplante de fígado teve melhora significativa em crianças e adolescentes com doença hepática terminal, tais taxas variando de 80 a 90% em 1 ano. (MESQUITA et al., 2008). Objetivo: Realizar um levantamento bibliográfico sobre transplante pediátrico, seus resultados e possíveis complicações. Desenvolvimento: Nos primeiros doze transplantes hepáticos infantis feitos em intervivos o procedimento foi realizado por cirurgia aberta, convencional, por uma incisão subcostal bilateral e prolongamento superior até o apêndice xifóide. As principais complicações observadas nos receptores no pós-operatório foram vasculares, biliares e infecciosas. Já as complicações encontradas nos doadores a dor foi a principal queixa dos pacientes, porém resolvida com analgésicos de rotina, infecções, problemas vasculares e biliares não foram relatados. (KIELING et al,. 2013). Duas técnicas são descritas para o transplante hepático pediátrico inteiro, a forma clássica com substituição da veia cava inferior nativa ou a técnica de piggyback. O foco principal é identificar possíveis doadores e receptores para transplante de fígado e traçar um plano pré-cirúrgico, o primeiro passo é confirmar a indicação do transplante, em seguida estratificar a gravidade da doença, considerar outros tratamentos que não seja o transplante, eliminar contraindicações, avaliar o paciente e seu estado imunológico e malformações cardíacas, criar um plano terapêutico pré-transplante, informar os responsáveis e por fim estudar questões logísticas e o status social. (SPADA et al., 2009). O transplante não começa e termina no momento da cirurgia, é um longo processo envolvendo conhecimentos teóricos, práticos, tecnológicos, fazendo com que a transferência do órgão de uma pessoa para outra seja feita com excelência, pois isso é um procedimento muito desafiador para toda equipe. (MESQUITA, 2007). Conclusão: Após esta revisão bibliográfica foi visto que, complicações pós operatórias estão mais presentes nos receptores, mesmo sendo um tratamento de rotina em crianças com insuficiência hepática. É um procedimento que possui várias etapas antes e depois da realização da cirurgia, exigindo diversos conhecimentos e êxito nas execuções técnicas e teóricas para se obter bons resultados. |
|
| Referências: KELLY, Deirdre. Transplante hepático em crianças. Jornal de Pediatria, v. 84, n. 5, out. 2008. Disponível em: https://doi.org/10.1590/s0021-75572008000600001. Acesso em: 10 set. 2025. https://www.scielo.br/j/jped/a/fxkBJPRCWxxgHWQnRnN6zRS/?format=html&lang=pt KIELING, Carlos Oscar et al. Programa de transplante hepático infantil do Hospital de Clínicas de Porto Alegre: resultados dos doze primeiros transplantes hepáticos intervivos. Revista AMRIGS, vol. 57, n. 4, out/dez. 2013, p.265-272. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/handle/10183/104327. Acesso em: 10 set. 2025. MESQUITA, Marta Celeste de Oliveira et al. Pediatric liver transplantation: 10 years of experience at a single center in Brazil. Jornal de Pediatria, v. 84, n. 5, p. 395-402, 13 out. 2008. Disponível em: https://doi.org/10.2223/jped.1810. Acesso em: 10 set. 2025.https://www.scielo.br/j/jped/a/kxqD3pXrrPHTT4Lqss9mpVM/?format=html&lang=pt MESQUITA, Marta Celeste de Oliveira. Transplante hepático pediátrico: experiência do Hospital das Clínicas da UFMG. 2007. 97 f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde – Saúde da Criança e do Adolescente) – Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2007. Disponível em: repositório da UFMG. Acesso em: 10 set. 2025. SPADA, Marco et al. Pediatric liver transplantation. World Journal of Gastroenterology, v. 15, n. 6, p. 648, 2009. Disponível em: https://doi.org/10.3748/wjg.15.648. Acesso em: 10 set. 2025. |
|