CONDUTAS DE ENFERMAGEM NO APOIO À AMAMENTAÇÃO DE MULHERES COM DEFICIÊNCIA VISUAL  
1THAMIRIS BERMAL ALVES, 2IZABELLE MIRIA PEREIRA PADILHA, 3KARINY EDUARDA RODRIGUES DOS SANTOS, 4CAMILLA MARTINS, 5AMANDA PARDINHO SOARES, 6DAISY CRISTINA RODRIGUES
1Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR
2Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR
3Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR
4Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR
5Acadêmico do Curso de Enfermagem da UNIPAR
6Docente da UNIPAR
Introdução: O aleitamento materno é a estratégia mais natural de vínculo, afeto, proteção e nutrição para a criança e constitui também a mais econômica e eficaz intervenção para redução da morbimortalidade infantil. (Leonardo, et al., 2022). A Organização Mundial de Saúde (OMS), juntamente com o Ministério da Saúde (MS) recomendam que o aleitamento materno exclusivo (AME) ocorra até os seis meses de idade e a continuação até os dois anos ou mais.( Brasil 2015). No contexto das mães cegas, a amamentação pode ser encarada como um desafio para a mulher, haja vista que simples atos, como banhar, alimentar e administrar medicações, passam a ter dimensões complexas, chegando a gerar estresse e insegurança diante do cuidado do seu filho.( Dias, et al.,2018).
Objetivo: Evidenciar através da literatura os desafios que as mães com deficiência visual enfrentam  durante a amamentação.
Desenvolvimento: O aleitamento materno para mães com deficiência visual apresenta muitos obstáculos, exigindo adaptações nas técnicas de amamentação e o uso de tecnologias que possam ajudá-las nesse processo. Bem como, a presença de uma rede de apoio, o envolvimento dos parceiros e o acompanhamento adequado durante o pré-natal são cruciais, trazendo benefícios significativos para a experiência e para o ato de amamentar dessas mães (Oliveira et al., 2017). Vale ressaltar que mães cegas enfrentam dificuldades para obter informações por conta da limitação de acesso, além de sofrerem preconceitos sociais. Muitas vezes, os profissionais de saúde não conseguem oferecer o suporte adequado, o que prejudica a autoconfiança e a autonomia dessas mulheres, impactando negativamente na continuidade da amamentação (Brito et al., 2024). Ademais, o uso de técnicas de comunicação acessível pela enfermagem, como descrições detalhadas, estímulo a outros sentidos e orientações específicas, é importante para garantir a compreensão das mães com deficiência visual durante o processo de aleitamento e os cuidados com o recém-nascido. A enfermagem deve promover um ambiente acolhedor que valorize e estimule a autonomia materna, respeite sua singularidade e incentive práticas que favoreçam a inclusão social. Nesse contexto, é relevante estimular a participação dessas mulheres em grupos de apoio, nos quais possam compartilhar experiências, esclarecer dúvidas e fortalecer vínculos emocionais, contribuindo dessa forma para o bem-estar materno-infantil (Brito et.al; 2024).
Conclusão: O aleitamento materno para as mães com deficiência visual é um desafio,  o qual elas podem passar por ele com ajuda de profissionais, com o parceiro, assim podendo tornar o momento significativo na criação de vínculo afetivo entre mãe e bebê, a enfermagem tem um papel fundamental para passar informações e conhecimentos sobre o manejo com a amamentação e incentivando a autonomia dessas mulheres. Por isso é indispensável que os profissionais busquem conhecimentos atualizados para realizar o atendimento de forma integral e de qualidade desde do pré-natal até o momento do puerpério. 
Referências:
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Saúde da criança: aleitamento materno e alimentação complementar. 2. ed. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2015. 112 p. 
BRITO, Lívia Karoline Torres et al. Experiência de mães deficientes visuais sobre o processo de amamentação com base na abordagem freireana. Revista Interfaces Científicas – Saúde e Ambiente, v. 12, n. 1, 2024. 
CARVALHO, Graziela de Jesus Ferreira de et al. Simplesmente mães: construção compartilhada de tecnologias sobre pré-natal de mulheres com deficiência visual. Cogitare Enferm., Curitiba, v. 29, e92082, 2024. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/cogitare/article/view/92082. Acesso em: 1 set. 2025.
DIAS, Sarah Angelo et al. Autoeficácia em amamentar entre mães cegas. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, DF, v. 71, n. 6, p. 3145–3149, 2018. DOI: https://doi.org/10.1590/0034-7167-2017-0942.
LEONARDO, Rafaela Perni dos Santos. Amamentação no contexto da mulher com deficiência: uma revisão bibliográfica. 2022. 18 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Enfermagem) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Enfermagem, Centro Multidisciplinar UFRJ – Macaé, Macaé, 2022.
OLIVEIRA, Jones Sidnei Barbosa de. Dinâmica das relações sociais no processo de aleitamento materno em apoio aos pais com deficiência visual. 2020. 145 f. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) – Universidade Federal de Pernambuco, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Recife, 2020.
OLIVEIRA, Paula Marciana Pinheiro de et al. Amamentação: validação de tecnologia assistiva em áudio para pessoa com deficiência visual. Acta Paul Enferm., São Paulo, v. 30, n. 2, p. 122–128, 2017. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/1982-0194201700020. 
PAGLIUCA, Lorita Marlena Freitag; UCHOA, Renata Sarmento; MACHADO, Márcia Maria Tavares. Pais cegos: experiências sobre o cuidado dos seus filhos. Revista Latino-Americana de Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 17, n. 2, p. 1–5, mar./abr. 2009. Disponível em: http://www.eerp.usp.br/rlae. Acesso em: 1 set. 2025.