INSPEÇÃO DA PELE NA NECROPSIA FORENSE  
1LETÍCIA FERNANDES SANTOS, 2ISABELA ROSSEAU, 3GIOVANA MIOTO DE MOURA
1Acadêmia de Biomedicina
2Acadêmica do Curso de Biomedicina da UNIPAR
3Docente da UNIPAR
Introdução: Inspeção externa do corpo é a etapa inicial da necropsia forense e desempenha papel essencial na investigação médico-legal. Nessa fase, o perito avalia lesões de pele, como cortes, hematomas e arranhões, que podem indicar o tipo de violência sofrida. Também são observadas características individuais, marcas cadavéricas e sinais de decomposição, fornecendo dados importantes para estimar o tempo de morte. Essas informações ajudam na determinação da causa da morte e orientam o exame interno. Assim, a inspeção externa contribui de forma decisiva para investigações criminais e processos judiciais (FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012; PRESTES JUNIOR; ANCILLOTTI, 2019).
Objetivo: O trabalho mostra a importância da inspeção externa do corpo na necropsia forense, destacando como lesões de pele ajudam a identificar a causa da morte e orientar o exame interno.
Desenvolvimento: A inspeção externa do corpo é feita antes da abertura das cavidades durante a necropsia, onde nessa etapa o perito observa a posição em que o corpo foi encontrado, as roupas e objetos pessoais, e procura por sinais de violência ou ferimentos, como cortes, marcas ou manchas de sangue (FRANÇA, 2017). Também são registrados dados físicos, como sexo, idade aproximada, altura, peso e características individuais, por exemplo, tatuagens, cicatrizes ou deformidades (CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012). Outro ponto essencial é a verificação dos sinais cadavéricos, como rigidez, manchas da morte ou livores — fenômeno em que o sangue, por causa da gravidade, se acumula nas partes mais baixas do corpo após a circulação parar — além da temperatura e do grau de decomposição, que são elementos que ajudam a estimar o tempo de morte (PRESTES JUNIOR; ANCILLOTTI, 2019). A inspeção externa também permite identificar marcas compatíveis com diferentes tipos de morte, como ferimentos causados por armas de fogo, armas brancas, sinais de asfixia ou até possíveis intoxicações (DI MAIO; DI MAIO, 2001). Mesmo sendo um procedimento inicial, a literatura destaca que essa etapa é fundamental, pois fornece informações que orientam o exame interno e podem ser decisivas em investigações criminais e processos judiciais (KNIGHT, 2020).
Conclusão: Dessa forma, a inspeção da pele se revela como uma das etapas indispensáveis na necropsia forense, pois oferece informações detalhadas que contribuem para a identificação da causa da morte e para a compreensão das circunstâncias do óbito. A análise cuidadosa de lesões de pele, sinais cadavéricos e características físicas individuais não apenas orienta o exame interno, como também fortalece a base de evidências em processos criminais e investigações médico-legais.
Referências:
CROCE, Delton; CROCE JÚNIOR, Delton. Manual de Medicina Legal. 8. ed. São Paulo: Saraiva, 2012.
DI MAIO, Vincent J. M.; DI MAIO, Suzanna E. Forensic Pathology. 2. ed. Boca Raton: CRC Press, 2001.
FRANÇA, Genival Veloso de. Medicina Legal. 11. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2017.
KNIGHT, Bernard. Simpsonʼs Forensic Medicine. 14. ed. London: CRC Press, 2020.
PRESTES JUNIOR, Luiz Carlos Leal; ANCILLOTTI, Roger Vinicius. Manual de Técnicas em Necropsia Médico-Legal. 2. ed. São Paulo: Editora Rubio, 2019.