A UTILIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS ESTÉTICOS NO PÓS OPERATÓRIO  
1KAUANE VITORIA RIBEIRO DE ARAUJO, 2MILENA DA SILVA LORENCETE
1Acadêmica do curso de Estética e Cosmética da Unipar
2Docente da UNIPAR
Introdução: O período pós-operatório representa uma fase vulnerável em que o organismo passa por intensos processos inflamatórios, proliferativos e de remodelação tecidual. O processo de recuperação envolve uma série de alterações fisiológicas, como inflamação, acúmulo de líquidos, dor e rigidez tecidual. A utilização de equipamentos estéticos têm se mostrado eficaz no auxílio da cicatrização, controle de edema e prevenção de complicações como fibrose e aderências, favorecendo a reabilitação funcional, melhorando a circulação local e contribuindo para resultados estéticos mais satisfatórios (BORGES, 2017; GUIRRO E GUIRRO, 2014).
Objetivo: Explorar a utilização de equipamentos estéticos em diferentes fases do pós-operatório, seus benefícios e a importância da intervenção profissional qualificada.
Desenvolvimento: O uso de equipamentos estéticos associado a técnicas manuais, desempenha papel fundamental em todas essas etapas. Entre os recursos mais utilizados, o laser de baixa intensidade apresenta efeitos analgésicos e anti-inflamatórios, estimulando a regeneração celular e acelerando a cicatrização (REVISTA FT, 2019). Com a progressão do processo cicatricial, surgem a prevenção de fibroses e aderências. O ultrassom terapêutico favorece a reorganização das fibras colágenas, melhora a maleabilidade dos tecidos e auxilia na reabsorção de líquidos intersticiais (SILVA ET AL., 2019). A radiofrequência, em fases mais tardias, devido à sua capacidade de estimular a produção de colágeno e elastina, contribuindo para a melhora da firmeza e da qualidade da pele (BORGES, 2017). Entretanto, independentemente da fase, a drenagem linfática se destaca como um dos principais recursos do tratamento pós-operatório (GUIRRO E GUIRRO, 2014).  A associação entre drenagem linfática e equipamentos estéticos demonstra resultados promissores, pois enquanto os recursos eletroterapêuticos atuam na regeneração tecidual e na remodelação da pele, a drenagem favorece a redução do edema e otimiza a recuperação global.(ATUAÇÃO DO ESTETICISTA, 2019).
Conclusão: A utilização de equipamentos estéticos no pós-operatório representa um recurso eficaz para acelerar a recuperação, reduzir complicações e otimizar os resultados cirúrgicos. A escolha do recurso deve ser baseada em protocolos específicos para cada fase do processo cicatricial, considerando sempre a individualidade do paciente e a segurança do procedimento.
Referências:
BORGES, F. S. Modalidades terapêuticas em estética e fisioterapia dermatofuncional. São Paulo: Phorte, 2017.
GUIRRO, E. C. O.; GUIRRO, R. R. J. Fisioterapia dermato-funcional: fundamentos, recursos, patologias. 4. ed. São Paulo: Manole, 2014.
SILVA, A. P.; OLIVEIRA, L. M.; SOUZA, C. R. Utilização de recursos eletroterapêuticos no processo de cicatrização pós-operatória. Revista Brasileira de Estética, v. 8, n. 2, p. 45-53, 2019.
REVISTA FT. Os efeitos da laserterapia no processo de cicatrização pós-cirurgia plástica. Revista Fisioterapia em Movimento, v. 32, n. 1, p. 120-128, 2019.
ATUAÇÃO DO ESTETICISTA no pré e pós-operatório de abdominoplastia. Estética em Movimento, v. 5, n. 1, p. 22-29, 2019.