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| USO DE ÓLEOS ESSENCIAIS NA ESTÉTICA FACIAL: FUNDAMENTOS, APLICAÇÕES E SEGURANÇA | |
| 1FERNANDA HELOISA PROCKSCH, 2EDUARDA MALAGUTTI REJALA, 3GIOVANA MIOTO DE MOURA | |
| 1Acadêmica do Curso de Estética e Cosmética da UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Estética e Cosmética da UNIPAR 3Docente da UNIPAR |
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| Introdução: A aromaterapia, prática que utiliza óleos essenciais extraídos de plantas, tem despertado crescente interesse na área da estética facial. Os compostos bioativos presentes nos óleos apresentam potenciais propriedades anti-inflamatórias, antimicrobianas, cicatrizantes e relaxantes, que podem contribuir para a saúde e o bem-estar da pele (BUCHBAUER, 2003; ALMEIDA, 2020). Além dos efeitos cutâneos, os estímulos olfatórios interagem com o sistema límbico, favorecendo respostas emocionais e fisiológicas relevantes ao tratamento estético (LIMA; SANTOS, 2021). Apesar de seu uso disseminado, ainda existem lacunas na comprovação científica e na regulamentação profissional, o que reforça a importância de revisões sobre o tema. Objetivo: Analisar a literatura científica acerca do uso de óleos essenciais na estética facial, abordando fundamentos químicos, mecanismos de ação, potenciais efeitos terapêuticos e aspectos de segurança, ética e regulamentação no Brasil. Desenvolvimento: Os óleos essenciais são misturas complexas de terpenos, álcoois e fenóis, responsáveis por suas propriedades biológicas (BUCHBAUER, 2003). Na estética facial, destacam-se lavanda, com ação calmante; tea tree, de efeito antimicrobiano; gerânio, regulador da oleosidade; e camomila, com efeito anti-inflamatório (ALMEIDA, 2020). Do ponto de vista dos mecanismos de ação, destacam-se duas vias principais: a olfatória, em que compostos voláteis estimulam o sistema nervoso central, promovendo relaxamento; e a cutânea, na qual componentes lipofílicos atravessam a barreira epidérmica, exercendo efeitos antioxidantes e regeneradores (LIMA; SANTOS, 2021). Estudos recentes também indicam potenciais efeitos imunomoduladores, embora as evidências clínicas ainda sejam limitadas (ALMEIDA, 2020). No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) regulamenta óleos essenciais quando classificados como cosméticos, perfumes ou produtos terapêuticos (ANVISA, 2016). Entretanto, não há protocolos oficiais específicos para a estética, o que demanda capacitação profissional e rigor ético na aplicação. Além disso, os óleos devem sempre ser diluídos em carreadores, evitando riscos de sensibilização cutânea. Contraindicações incluem gestantes, crianças e pessoas com condições clínicas específicas (LIMA; SANTOS, 2021). Embora promissora, a prática ainda carece de estudos clínicos padronizados que validem sua eficácia na estética facial. A ausência de protocolos oficiais pode levar a usos empíricos, destacando-se a necessidade de prudência e de maior investimento científico. Conclusão: A aromaterapia aplicada à estética facial apresenta potencial estético e terapêutico, unindo benefícios químicos e sensoriais. Contudo, seu uso exige cautela, conhecimento técnico e observância às normas regulatórias. Conclui-se que os óleos essenciais podem ser aplicados como recurso coadjuvante nos cuidados faciais, desde que respaldados por evidências científicas e práticas seguras. |
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| Referências: ALMEIDA, R. N. Aromaterapia: fundamentos científicos e aplicações clínicas. São Paulo: Editora XYZ, 2020. ANVISA. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº 83, de 17 de junho de 2016. Dispõe sobre produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes. Brasília, 2016. BUCHBAUER, G. The detailed analysis of essential oils leads to the understanding of their properties. Perfumer & Flavorist, v. 28, n. 6, p. 64-77, 2003. LIMA, L. O.; SANTOS, F. M. Óleos essenciais na estética: potenciais benefícios e riscos. Revista Brasileira de Estética e Cosmetologia, v. 12, n. 2, p. 45-53, 2021. |
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