GESTÃO OPERACIONAL E SUSTENTABILIDADE EM REDES RURAIS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA  
1ROBSON FELIPE FABRO, 2MARIA EDUARDA MACHADO TREVISAN, 3CAMILA NAVARINI NIEVOLA
1Acadêmica do Curso de Engenharia Civil da UNIPAR
2Acadêmica do Curso de Engenharia Civil da UNIPAR
3Docente da UNIPAR
Introdução: As redes de abastecimento de água em comunidades rurais apresentam não apenas desafios de dimensionamento, mas também de operação, manutenção e sustentabilidade. Além de atender às demandas hidráulicas, é essencial que os sistemas sejam planejados para reduzir perdas, otimizar o consumo energético e garantir durabilidade a longo prazo. O enfoque na gestão operacional torna-se fundamental para assegurar o acesso contínuo à água potável e a sustentabilidade dos recursos hídricos.
Objetivo: O objetivo deste trabalho é avaliar os aspectos de gestão operacional e sustentabilidade em redes rurais de abastecimento de água, considerando parâmetros normativos, eficiência energética, manutenção preventiva e estratégias de redução de perdas.
Metodologia: A metodologia adotada baseou-se na análise normativa (NBR 12218/2017 e NBR 5626/2020) e em diretrizes práticas do Manual de Obras de Saneamento Rural da SANEPAR. Os procedimentos incluíram:
- Avaliação dos parâmetros de pressão mínima (10 m.c.a.) e máxima (400–500 kPa) estabelecidos em norma;
- Análise do uso de válvulas reguladoras de pressão e registros para controle operacional e proteção das tubulações;
- Estudo da eficiência energética associada ao bombeamento e à redução de sobrepressões na rede;
- Consideração de medidas de manutenção preventiva e corretiva para prolongar a vida útil da rede;
- Avaliação de práticas sustentáveis voltadas à redução de perdas e uso racional da água em áreas rurais.
Resultados: Os resultados indicam que a adoção de práticas de gestão operacional, como o uso de válvulas reguladoras e planos de manutenção preventiva, contribui para a redução de perdas de água e para a eficiência energética do sistema. A aplicação das normas assegura que os limites de pressão e vazão sejam respeitados, evitando danos estruturais e prolongando a vida útil da rede.
Discussão: A discussão evidencia que a sustentabilidade de sistemas rurais depende não apenas do dimensionamento inicial, mas também da operação adequada. Estudos de Heller & Pádua (2010) e Tsutiya (2006) destacam que a manutenção e o controle operacional são essenciais para garantir a eficiência e a segurança hídrica. O Manual SANEPAR complementa esta visão ao incluir aspectos econômicos e ambientais, ressaltando a importância do uso racional da água.
Conclusão: Conclui-se que a gestão operacional eficiente e a adoção de práticas sustentáveis fortalecem a confiabilidade de redes rurais de abastecimento de água. O cumprimento das normas e a implementação de medidas de manutenção e controle garantem a eficiência hidráulica, reduzem perdas e prolongam a vida útil do sistema, promovendo a sustentabilidade dos recursos hídricos e a melhoria da qualidade de vida em comunidades rurais.
Referências:
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 12218: Projeto de redes de distribuição de água para abastecimento público. Rio de Janeiro, 2017.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5626: Sistemas prediais de água fria e água quente — Projeto, execução, operação e manutenção. Rio de Janeiro, 2020.
HELLER, L.; PÁDUA, V. L. (orgs.). Abastecimento de água para consumo humano. Belo Horizonte: UFMG, 2010.
TSUTIYA, M. T. Abastecimento de água. São Paulo: USP, 2006.
COMPANHIA DE SANEAMENTO DO PARANÁ – SANEPAR. Manual de Obras de Saneamento Rural. Curitiba, 2017.