TECNOLOGIAS DIGITAIS COMO ESTRATÉGIA DE CUIDADO AO PÉ DIABÉTICO NA ATENÇÃO BÁSICA  EM SAÚDE
1ANA CLAUDIA DA SILVA, 2KATIA APARECIDA PEIXE, 3ALINE ROSA TREVIZAN
1Acadêmica do Curso de Enfermagem - UNIPAR, Campus Cianorte, Paraná
2Acadêmica do Curso de Enfermagem - UNIPAR, Campus Cianorte, Paraná
3Docente da UNIPAR, Campus Cianorte, Paraná
Introdução: A Diabetes Mellitus é uma doença provocada pelo aumento dos níveis da glicose sanguínea, associada a complicações graves que impactam diretamente a qualidade de vida dos indivíduos e geram elevado custo para os sistemas de saúde (BRASIL, 2013). A Atenção Básica em Saúde, por sua proximidade com a comunidade, desempenha papel essencial na prevenção e no acompanhamento contínuo das pessoas com diabetes, por meio da avaliação clínica sistemática e da educação em saúde (ALMEIDA; SANTOS; SANTOS, 2023). Nesse contexto, a incorporação de tecnologias digitais pode representar uma estratégia inovadora para potencializar a busca ativa de pacientes diabéticos, fortalecer o vínculo com os usuários e ampliar a adesão ao tratamento (SILVA et al., 2025).
Objetivo: Analisar a importância do uso de tecnologias digitais no acompanhamento de pessoas com pé diabético assistidas na Atenção Básica em Saúde.
Desenvolvimento: A Diabetes Mellitus é uma doença de alta prevalência no Brasil, que requer monitoramento contínuo, devido ao risco de complicações nos membros inferiores, como úlceras, infecções e amputações (BRASIL, 2013). A atenção básica exerce papel central na prevenção dessas complicações, promovendo cuidado integral, humanizado e inclusivo. O diagnóstico baseia-se na detecção da hiperglicemia, sendo a educação em saúde conduzida de forma contínua pelo enfermeiro em todo processo de tratamento da doença (BRASIL, 2013). No exame físico, a avaliação dos pés deve contemplar higiene, hidratação, presença de lesões cutâneas, eritemas, bolhas, calos, deformidades, estado das unhas, sensibilidade, edemas e pulsação (BRASIL, 2013). Complicações, como úlceras de difícil cicatrização e amputações, apresentam elevado impacto socioeconômico. Por isso, o registro completo, as orientações adequadas, os encaminhamentos apropriados e o início imediato dos cuidados preventivos, são tão importantes para a qualidade de vida dos pacientes diabéticos. No contexto do cuidado ampliado às pessoas com Diabetes Mellitus, destaca-se a incorporação de tecnologias digitais, como estratégia para fortalecer o vínculo com os usuários e ampliar a busca ativa dos pacientes crônicos. A utilização de aplicativos de mensagens com envio de materiais informativos e educativos, além de convocações para consultas regulares, contribuem para maior adesão ao tratamento (SILVA et al., 2025). Estudos apontam que a Atenção Primária em Saúde potencializa o acompanhamento longitudinal e a adesão terapêutica, quando adota práticas de resolutividade, acolhimento e comunicação efetiva. Assim, a aplicação de estratégias envolvendo o uso de redes sociais, convites impressos ou digitais e a busca ativa realizada pelos Agentes Comunitários de Saúde, reforçam o papel do vínculo no cuidado contínuo (GAMA et al., 2021). Portanto, a inspeção frequente dos pés associada ao uso de tecnologias digitais, configura-se como estratégia fundamental para reduzir complicações, ampliar o acesso e promover qualidade de vida às pessoas com Diabetes Mellitus.
Conclusão: O enfermeiro destaca-se por atuar na prevenção, na educação em saúde e na articulação do cuidado da atenção básica. A busca ativa, tanto presencial quanto digital, voltada aos pacientes com Diabetes Mellitus, é essencial para avaliação precoce dos membros inferiores, possibilitando a identificação de situações de risco ou de complicações já instaladas. Com certeza, o uso das tecnologias digitais citadas nesse resumo, contribui para maximizar o alcance de pacientes diabéticos pertencentes a cada unidade básica de saúde. Nesse sentido, são necessárias novas estratégias para incluir tecnologias digitais que contribuam na redução de complicações de saúde e na avaliação contínua dos pacientes diabéticos.
Referências:
ALMEIDA, D. V.; SANTOS, J. C.; SANTOS, W. L. A importância da educação em diabetes para o autocuidado do paciente. Revista JRG de estudos acadêmicos, v. VI, n. 13, p. 1664-1676, 2023. Disponível em: https://www.revistajrg.com/index.php/jrg/article/view/775/717. Acesso em: 01 set. 2025.
BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes para o cuidado das pessoas com Diabetes Mellitus na atenção básica. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2013.
GAMA, C. A. P. et al. Estratégia de saúde da família e adesão ao tratamento do diabetes: fatores facilitadores. Revista Baiana de Saúde Pública, v. 45, n. 1, p. 11-35, 2021. Disponível em: https://rbsp.sesab.ba.gov.br/index.php/rbsp/article/view/3285/2929. Acesso em: 01 set. 2025.
SILVA, E. F. G. et al. Uso de tecnologias em doenças crônicas na atenção primária à saúde: uma revisão integrativa. Research, Society and Development, v, 14, n. 3, p. 1-9, 2025. Disponível em: https://rsdjournal.org/rsd/article/view/48515/38109. Acesso em: 30 de ago. 2025.