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| HIPERNATREMIA REFRATÁRIA EM SEPSE: INVESTIGAÇÃO DE ETIOLOGIA CENTRAL / CORRELAÇÃO ENTRE HIPERNATREMIA PERSISTENTE E EVENTO NEUROLÓGICO AGUDO EM SEPSE | |
| 1ELLIS IGNACHEWSKI NAVAQUI, 2MARIA JULIA GIROTTO BAHR, 3FABIANA BALBINO SANT ANA FUCK | |
| 1Acadêmico do Curso de Medicina da UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 3Docente da UNIPAR |
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| Introdução: A sepse representa uma síndrome clínica grave presente em um incessante de gravidade que diverge de infecção e bacteremia a sepse e choque séptico, podendo evoluir para síndrome de disfunção de múltiplos órgãos (MODS) e morte. A presença da hipernatremia, pode indicar desequilíbrio hidroeletrolítico importante e tem sido associada a piores desfechos, especialmente em pacientes críticos. A investigação de causas centrais para alterações eletrolíticas e neurológicas deve ser considerada frente à refratariedade ao tratamento clínico. Relato de caso: S.B.R, 53 anos, admitido com quadro de sepse de provável foco urinário e abdominal, após tratamento inicial de infecção do trato urinário (ITU) na cidade de origem, sem melhora clínica. Evoluiu com síndrome colestática associada e, posteriormente, com rebaixamento do nível de consciência (RNC) e hipernatremia refratária às medidas de hidratação venosa. Diante do quadro neurológico, foi realizada a tomografia computadorizada de crânio, que evidenciou o diagnóstico de acidente vascular cerebral isquêmico (AVCi), comprovando etiologia neurogênica da hipernatremia. O paciente permaneceu internado em UTI sob cuidados intensivos e acompanhamento por nefrologia, com melhora parcial do sódio, embora ainda em hipernatremia persistente. Punção lombar realizada, descartando infecção do sistema nervoso central. Apesar das medidas terapêuticas instituídas, o paciente evoluiu para óbito. Discussão: A literatura descreve a hipernatremia como um distúrbio frequentemente associado a maior mortalidade em pacientes críticos, especialmente quando ocorre em contexto de sepse (Adrogué; Madias, 2000). Estudos demonstram que a hipernatremia adquirida em UTI está relacionada a desequilíbrios no balanço de tonicidade e se correlaciona com desfechos desfavoráveis (Lindner et al., 2009). No presente caso, a refratariedade da alteração eletrolítica foi um sinal indireto de disfunção hipotalâmica secundária a evento cerebrovascular, o que reforça a necessidade de investigação detalhada diante da persistência do quadro. Assim, a avaliação cuidadosa da etiologia da hipernatremia deve sempre ser considerada, visto que causas neurológicas, como no caso relatado, podem estar subjacentes e modificar significativamente a conduta e o prognóstico. Conclusão: O caso evidencia a relevância da hipernatremia refratária como sinal de disfunção neurológica subjacente. A persistência da hipernatremia, mesmo frente às medidas convencionais, foi determinante para a investigação etiológica e para a identificação de um evento cerebrovascular agudo como fator contribuinte. Destacando a relevância de uma abordagem multidisciplinar, visto que a detecção precoce de complicações associadas pode impactar diretamente no prognóstico desses pacientes críticos. |
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| Referências: ADROGUÉ, H. J.; MADIAS, N. E. Hypernatremia. The New England Journal of Medicine, v. 342, n. 20, p. 1493-1499, 2000. DOI: 10.1056/NEJM200005183422006. LINDNER, G.; KNEIDINGER, N.; HOLZINGER, U.; DRUML, W.; SCHWARZ, C. Tonicity balance in patients with hypernatremia acquired in the intensive care unit. American Journal of Kidney Diseases, v. 54, n. 3, p. 404-411, 2009. DOI: 10.1053/j.ajkd.2009.03.013. PALMER, B. F.; CLEGG, D. J. Etiology and evaluation of hypernatremia in adults. UpToDate. Waltham, MA: UpToDate Inc. Acesso em: 9 abr. 2025. Disponível em: https://www.uptodate.com/contents/etiology-and-evaluation-of-hypernatremia-in-adults. |
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