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| OS IMPACTOS DO BURNOUT NAS PRÁTICAS DA GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS | |
| 1ROSANGELA BERTI, 2ANTONIO FERNANDO SIMOES RIBEIRO, 3LUIZ AUGUSTO MUGNAI VIEIRA JUNIOR | |
| 1Acadêmico do PIC Unipar 2Psicologia 3Docente da UNIPAR |
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| Introdução: O esgotamento ocupacional, reconhecido pela Organização Mundial da Saúde em 2022 como doença relacionada ao trabalho, desafia as práticas contemporâneas de gestão de pessoas. A evolução da área de Recursos Humanos (RH) ampliou sua missão para além das funções burocráticas, assumindo papel estratégico na promoção de ambientes saudáveis e na valorização do capital humano. No entanto, jornadas longas, metas inatingíveis e pressões constantes têm intensificado o estresse laboral, gerando quadros de Burnout que impactam tanto a saúde dos colaboradores quanto os indicadores organizacionais (VIEIRA; RUSSO, 2019; FASANELLA, 2022). Objetivo: Analisar os impactos da Síndrome de Burnout nas práticas de gestão de recursos humanos, destacando os riscos psicossociais, os efeitos sobre a produtividade e as estratégias preventivas e interventivas no âmbito organizacional. Desenvolvimento: A literatura aponta que o Burnout é caracterizado por exaustão emocional, despersonalização e redução da realização pessoal (MASLACH; SCHAUFELI; LEITER apud VIEIRA; RUSSO, 2019). Estudos recentes enfatizam que ambientes competitivos e com alto nível de cobrança favorecem conflitos, rotatividade e absenteísmo (PELOSO; YONEMOTO, 2012). Nesse cenário, o RH assume papel central, devendo atuar como mediador entre objetivos institucionais e necessidades humanas (CHIAVENATO, 2022). A atualização da Norma Regulamentadora NR-1 (BRASIL, 2024) determinou a inclusão de riscos psicossociais nos programas de gerenciamento de riscos, reforçando a responsabilidade das organizações em adotar medidas preventivas. Iniciativas como pesquisas de clima organizacional, programas de bem-estar, apoio psicológico e políticas de flexibilidade laboral têm se mostrado eficazes na mitigação do esgotamento (OMS; OIT, 2022). O Burnout não se limita às consequências individuais, mas afeta diretamente a cultura organizacional e os resultados empresariais. A escuta ativa, o monitoramento de indicadores de saúde ocupacional e a capacitação das lideranças configuram estratégias fundamentais para prevenir e intervir em casos de adoecimento, assegurando maior engajamento e sustentabilidade organizacional (MOURA, 2021). Conclusão: A análise demonstra que a Síndrome de Burnout representa um dos maiores desafios contemporâneos para a gestão de pessoas. Sua prevenção requer políticas institucionais alinhadas à saúde mental e à valorização do capital humano, reforçando a responsabilidade do RH na construção de ambientes saudáveis. Conclui-se que investir em programas de bem-estar, capacitação e diálogo aberto não apenas protege os trabalhadores, mas também fortalece a produtividade, a retenção de talentos e o sucesso sustentável das organizações. |
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| Referências: BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 1.999, de 27 de novembro de 2023. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 29 nov. 2023. BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Portaria nº 1.419, de 27 de agosto de 2024. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 28 ago. 2024. CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas organizações. 5. ed. Rio de Janeiro: Campus, 2022. FASANELLA, N. A. Síndrome de burnout já é classificada como doença ocupacional. Jornal da PUC-SP, 2022. MASLACH, C.; SCHAUFELI, W. B.; LEITER, M. P. Job burnout. Annual Review of Psychology, v. 52, p. 397–422, 2001. MOURA, Marcelo. O que é burnout? Entenda os estágios e sintomas dessa síndrome. Época Negócios, 2021. OMS; OIT. Mental health at work: policy brief. Geneva: WHO; ILO, 2022. PELOSO, Ayslan C.; YONEMOTO, Hiroshi W. Gestão de pessoas: uma abordagem estratégica da administração de recursos humanos. Colloquium Humanarum, v. 9, n. 2, p. 1-13, 2012. VIEIRA, I.; RUSSO, J. A. Burnout e estresse: entre medicalização e psicologização. Physis (Rio J.), v. 29, n. 2, e290206, 2019. |
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