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| A INFLUÊNCIA DA TEMPERATURA COM NOS CASOS DE DENGUE EM FOZ DO IGUAÇU NO PARANA, BRASIL ,NOS ANOS DE 2023 E 2024 | |
| 1CASSIA ISABEL SIQUEIRA, 2KALITA DAIANE SCHUCKES PEROCHINI, 3LUAN CLAUDIO BARCELLA, 4LEONARDO GARCIA VELASQUEZ | |
| 1ACADÊMICA DO CURSO DE FARMÁCIA DA UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Farmácia da UNIPAR 3Acadêmico do Curso de Farmácia da UNIPAR 4Docente da UNIPAR |
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| Introdução: A doença da dengue caracteriza-se por uma doença tropical transmitida pelo mosquito Aedes aegypti que infecta pessoas de qualquer idade podendo ser sintomática ou assintomática. No caso de sintomas leves, pode-se confundir a dengue com outras arboviroses, haja vista que compartilham sintomas, o que dificulta, de um certo modo, a adoção do manejo clínico adequando (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2024). A incidência da dengue cresceu de maneira drástica de 505.403 casos em 2000 para 5,2 milhões em 2019. Esse cenário engloba mais de 100 países, com recorde em 2024, 14,6 milhões de casos e 12.000 mortes (OMS,2025). O surto da dengue é um dos maiores problemas da saúde pública brasileira, chegando a 6.42.122 casos em 2024, sendo que 6.236 óbitos foram confirmados e 187.708 internações registradas, de acordo com os dados do DATA/SUS. Objetivo: Identificar a incidência de correlação entre os casos de infecção pelo vírus da Dengue e a temperatura da cidade de Foz do Iguaçu entre o período de 2023 a 2024. Materiais e Métodos: Os dados de casos de dengue foram obtidos através do DATASUS (semanal) e os dados de temperatura do INMET (horário). As médias diárias de temperatura foram calculadas e posteriormente agrupadas em médias semanais. Ambas as bases foram integradas em um único arquivo e analisadas por meio do coeficiente de correlação de Pearson (r), considerando nível de significância de 5%. Os dados foram coletados na base pública do DATASUS, interpretados um a um, organizados em planilhas e posteriormente espelhados em gráficos obtendo uma melhor visualização e discussão dos resultados. Resultados: A análise de correlação de Pearson entre temperatura média e número de casos ao longo de todo o ano indicou coeficientes próximos de zero em ambos os períodos. Para 2023, o coeficiente foi r = -0,04 com p = 0,77, sugerindo ausência de associação linear significativa. Para 2024, o coeficiente foi r = +0,07 com p = 0,62, também sem significância estatística. Esses valores demonstram que, na série anual completa, a variação da temperatura não se relacionou de forma consistente com a variação do número de casos. Discussão: As mudanças climáticas tem desempenhado um papel significativo na disseminação do transmissor da dengue. O aumento da temperatura associado ao fenômeno El Niño, criam abientes propícios para a proliferação do mosquito da dengue. "Estudos indicam que, durante períodos de El Niño, ocorre um aumento drástico na infestação por larvas do Aedes aegypti, especialmente em regiões com temperaturas acima de 23,3°C e precipitações superiores a 153 milímetros" (Ministério da Saúde, 2025). Não obstante, segundo o pesquisador Christovam Barcellos, do observatório de Clima e Saúde, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), a dengue se espalha devido aos eventos climáticos extremos, como inundações e secas severas, mas também por conta das ilhas de calor nas cidades, áreas periféricas com péssimas condições de saneamento básico, o que torna mais difícil combater o mosquito. Já o trabalho realizado identificou que houve a ausência de correlação o que indica que a temperatura, isoladamente, não explica a variação dos casos registrados nos dois anos estudados. Ainda que alguns pontos individuais possam sugerir flutuações coincidentes, a análise estatística mostra que essas oscilações são aleatórias e não configuram um padrão linear confiável. Esse resultado é coerente com a literatura que aponta para a multifatorialidade dos fenômenos epidemiológicos, nos quais fatores ambientais (umidade, precipitação), sociais (mobilidade, aglomeração, medidas preventivas) e biológicos (ciclo de transmissão, suscetibilidade populacional) costumam exercer influência mais determinante que a variação térmica isolada. Conclusão: Com base na análise do ano completo (2023 e 2024), conclui-se que não há evidências de correlação estatisticamente significativa entre temperatura média e número de casos. Assim, a variável temperatura, quando analisada isoladamente, não pode ser considerada um preditor confiável da variação no número de casos neste estudo. Recomenda-se que futuras investigações considerem um conjunto mais amplo de variáveis ambientais e sociais, bem como métodos multivariados, para compreender de forma mais abrangente os fatores que impactam na ocorrência dos casos. |
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| Referências: BRASIL. Ministério da Saúde. Dengue: diagnóstico e manejo clínico. 6. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/dengue/dengue-diagnostico-e-manejo-cli nico-adulto-e-crianca. Acesso em: 2 set. 2025. BRASIL. Ministério da Saúde. Como as mudanças climáticas estão favorecendo a disseminação do Aedes aegypti. Brasília: Ministério da Saúde, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/saudee/pt-br/assuntos/noticias/2025/fevereiro/como-as-mudancas-climaticas-estao-favorece ndo-a-disseminacao-do-aedes-aegypti. Acesso em: 2 set. 2025. BRASIL. Departamento de Informática do SUS – DATASUS. Informações de saúde, epidemiológicas e morbidade: banco de dados. [S. l.], 2025. Disponível em: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe?sinannet/cnv/denguebpr.def. Acesso em: 2 set. 2025. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Dengue e dengue grave. [S. l.], 2025. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/dengue-and-severe-dengue. Acesso em: 30 ago. 2025. |
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