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| MICROBIOMA INTESTINAL E HEPÁTICO: INFLUÊNCIA NA IMUNOMODULAÇÃO PÓS-TRANSPLANTE - TRANSFERÊNCIA DE MICROBIOTA FECAL E PROBIÓTICOS COMO ADJUVANTES | |
| 1BRUNA VIEIRA TOKANO RAMOS, 2KAUAN MAYER REVERS, 3EMERSON FRANCO DE NOVAIS, 4FERNANDA EMANOELI SOUZA, 5MARIANA VITORIA GASPERIN | |
| 1acadêmico do curso de medicina da UNIPAR 2Acadêmico do Curso de Medicina da UNIPAR 3Acadêmico do Curso de Medicina da UNIPAR 4Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 5Docente da UNIPAR |
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| Introdução: A imunomodulação pós-transplante implica em um significativo desafio pois a diversidade microbiana intestinal é alterada após transplantes alogênicos, como o transplante de fígado ou o transplante de intestino delgado. Dessa forma, devido à associação entre o microbioma intestinal e o sistema imunológico do hospedeiro, poderá ocorrer complicações severas paralelamente à disbiose intestinal. (Pirozzolo; Li; Sepulveda; Alegre, 2021) Objetivo: Analisar a influência da imunomodulação pós-transplante sobre o microbioma intestinal e hepático juntamente à possibilidade da transferência de microbiota fecal e probióticos como estratégias terapêuticas promissoras. Desenvolvimento: A possibilidade de ocorrer complicações decorrentes da imunomodulação existe, um exemplo disso são os Distúrbios Linfoproliferativos Pós-Transplante(DLPTs), os quais, por sua vez, com os imunossupressores usados para prevenir rejeição de órgãos, o indivíduo receptor fica mais vulnerável a ação de vírus como o EBV, que atua proliferando as células linfoides e essa proliferação pode evoluir significativamente e impactar a qualidade de vida do hospedeiro (Dharnidarkha; Ruzinova; Marks, 2024).Além disso, segundo o mesmo autor, a microbiota, sendo comunidades de microrganismos que vivem em simbiose com o hospedeiro, podem agir tanto negativamente quanto positivamente na sobrevivência do transplante. De modo respectivo, como a microbiota exerce efeitos diretos e indiretos sobre as células imunes inatas e adaptativas, ela também pode influenciar respostas sistêmicas de anticorpos, podendo levar à rejeição aguda do órgão (Bartman; Chong; Alegre, 2015). Entretanto, o autor ainda ressalta que, por outro lado, a microbiota pode servir para a personalização de imunossupressores e pode modular a alorreatividade e a imunidade do local. Por isso, a microbiota está sendo classificada como potencial alvo terapêutico, assim como o uso de probióticos, capazes de modificar as estruturas de comunidades microbianas.(Sepulveda; Pirozzolo; Alegre, 2019). Sob essa perspectiva, o transplante de microbiota fecal(TMF), após estudo com pacientes receptores de transplante renal, foi avaliado como um mitigador da diarreia associada ao uso de imunossupressores e da infecção recorrente do trato urinário. Isso ocorre porque a transferência da microbiota fecal do doador para o receptor restaura a homeostase da microbiota intestinal e alivia os sintomas intestinais, tornando-se uma alternativa terapêutica promissora. (Hu; Liu; Liao et al. 2025) Conclusão: A imunomodulação pós-transplante, embora essencial para a aceitação do órgão, pode desencadear alterações significativas no microbioma intestinal e hepático, favorecendo processos inflamatórios, rejeições e outras complicações. Nesse sentido, a atenção ao equilíbrio microbiano, seja pela transferência da microbiota fecal ou pelo uso de probióticos, surge como uma possível estratégia pós-transplante para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. |
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| Referências: ALEGRE, M.-L.; BARTMAN, C.; CHONG, A. S. Microbes and Allogeneic Transplantation. Transplantation, v. 97, n. 1, p. 5–11, 15 jan. 2015.Disponível em:https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC3859868/ . Acesso em 02 de Agosto de 2025. DHARNIDHARKA, V. R.; RUZINOVA, M. B.; MARKS, L. J. Post-Transplant Lymphoproliferative Disorders. Seminars in nephrology, v. 44, n. 1, p. 151503, jan. 2024.Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11213680/ . Acesso em 02 de Agosto de 2025. HU, J.; LIU, D.;LIAO, GUORONG et al. Fecal microbiota transplantation alleviates immunosuppressant-associated diarrhea and recurrent urinary tract infection in kidney transplant recipients: a retrospective analysis. Gut Pathogens, v. 17, n. 1, 14 maio 2025.Disponível em: https://doi.org/10.1186/s13099-025-00705-4 . Acesso em 02 de Agosto de 2025. PIROZZOLO, I.; LI, ZHIPENG; SEPULVEDA, M. et al. Influence of the microbiome on solid organ transplant survival. The journal of heart and lung transplantation/The Journal of heart and lung transplantation, v. 40, n. 8, p. 745–753, 1 ago. 2021. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8319047/. Acesso em 02 de Agosto de 2025. SEPULVEDA, M.; PIROZZOLO, I.; ALEGRE, M.-L. Impact of the microbiota on solid organ transplant rejection. Current Opinion in Organ Transplantation, v. 24, n. 6, p. 679–686, dez. 2019.Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7137354/#S9. Acesso em 02 de Agosto de 2025. |
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