![]() | |
|---|---|
![]() | |
| ANÁLISE DOS MEDICAMENTOS VETERINÁRIOS MAIS VENDIDOS NO BRASIL: INDICADORES DE USO E RISCOS ASSOCIADOS AO USO INADEQUADO DE FÁRMACOS | |
| 1ARIELLE DE OLIVEIRA COSTA, 2CAYO CESAR NOVAIS ZANATTO, 3MARIA CLARA COAN PIO, 4STEPHANIE AMANCIO SANTANA, 5LEONARDO MATHEUS JAGELSKI ROSINA, 6ANA MARIA QUESSADA | |
| 1Acadêmico bolsista do PIBIC/UNIPAR 2Acadêmico bolsista do PIBIC/UNIPAR 3Acadêmica do Curso de Medicina veterinaria PIC/UNIPAR 4Acadêmico do curso de medicina veterinaria PIC/UNIPAR 5Acadêmico bolsista do curso de doutorado em medicina veterinaria UNIPAR 6Docente do curso de medicina veterinaria UNIPAR |
|
| Introdução: No segmento pet, novos fármacos e terapias estão sendo desenvolvidos, permitindo a obtenção de novos produtos para cães e gatos (SAMPAIO et al.,2021). Conhecer quais os medicamentos mais vendidos neste segmento é importante como estratégia mercadológica, possibilitando novas pesquisas e melhoria para a qualidade de vida desses animais domésticos (Bargugli Filho et al., 2024). Objetivo: Investigar os medicamentos mais vendidos na indústria farmacológica veterinária, com ênfase na frequência de uso e na relação com a prescrição profissional. Desenvolvimento: Em 2023, foram registrados aproximadamente 38.774 novos Cadastros Nacionais de Pessoa Jurídica (CNPJ) de estabelecimentos veterinários no Brasil (SEBRAE, 2023). O país ocupa a segunda posição mundial em população de animais domésticos e apresenta alta expectativa de crescimento no setor pet. De acordo com a ABINPET (2024), os produtos veterinários movimentaram R$ 7,8 bilhões, correspondendo a 10,4% do faturamento total do setor. Os antiparasitários lideraram as vendas com 29% da representatividade, seguidos pelos biológicos (vacinas), com 21%, e os antimicrobianos, com 12% (SINDAN, 2024). Já Zielke et al (2018) verificou em seu estudo que os ectoparasiticidas foram os principais medicamentos utilizados sem orientação veterinária pelos responsáveis de cães que equivalem a 19% e os antibióticos pelos responsáveis de gatos que indicam 23%. Em 21% dos medicamentos administrados haviam sido prescritos previamente por médicos veterinários e foram utilizados sem nova orientação ; 31% foram indicados por comerciantes, e os demais casos caracterizaram-se como administração de fármacos por conta própria pelos responsáveis. Entre esses, 9% resultaram em episódios de toxicidade medicamentosa; Apenas 8% dos medicamentos administrados foram prescritos por médicos veterinários. De acordo com Abreu e Silva (2024) entre 1.963 cães atendidos, 270 apresentaram quadros de intoxicação medicamentosa, representando 13,75% do total de atendimentos, sendo a maior parte relacionada ao uso de antiparasitários. Os principais fármacos relacionados aos casos de intoxicação foram os organofosforados, correspondendo a 32,96% dos casos, seguidos pelos compostos do grupo químico das amidinas, com 27,41%. O seguinte estudo ressaltou que os organofosforados, combinados a outros agrotóxicos identificados nos casos de intoxicação, estão presentes na formulação da maior parte dos produtos antiparasitários. Segundo o Relatório Anual com Dados de Atendimento do CIT-RS, em 2023, foram registrados 153 casos de exposição a fármacos em cães e 22 casos em gatos, sendo os analgésicos como o paracetamol e o ibuprofeno, comumente utilizados em humanos, os principais agentes envolvidos nas intoxicações (Sebben e Lessa, 2023). Esse cenário confirma a necessidade de ampliar o esclarecimento à população e de fortalecer a legislação voltada à proteção da saúde para todos, uma vez que a administração de medicamentos sem prescrição veterinária pode acarretar consequências graves para os animais (Nascimento et al., 2021). Conclusão: Diante dessas informações, é possível observar a predominância do uso de antiparasitários no mercado brasileiro, muitas vezes sem orientação profissional. Portanto é essencial o controle de comercialização de fármacos com a prescrição do médico veterinário, garantindo maior segurança aos animais atendidos. A educação dos responsáveis sobre os riscos do uso inadequado de fármacos e o fortalecimento da fiscalização podem contribuir significativamente para a redução de intoxicações e para a promoção da saúde e bem-estar dos animais domésticos. |
|
| Referências: ABINPET. Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação. Caderno Especial, 2024. Disponível em: http://abinpet.org.br/infos_gerais/ acesso em: 10 set. 2025. ABREU, B.T. de.; SILVA, D. A. da. Drogas relacionadas a casos de intoxicações em cães. Acta Biomedica Brasiliensia, v. 5, n. 2, p. 71-78, 2014. BARBUGLI FILHO, A. R. et al. Tendências biotecnológicas para o mercado pet de cães. Revista Sociedade Científica, v.7, n.1, p.1904-1919, 2024. NASCIMENTO, J.F.R. do. et al. Prevalência de administração de medicamentos sem orientação do Médico Veterinário em animais de companhia no Município de Areia – PB. Pesquisa, Sociedade e Desenvolvimento, [S. l.], v. 10, n. 8, p. e50810817646, 2021. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/17646. Acesso em: 17 set. 2025. SAMPAIO, F. M. S. de. et al. Mapeamento do mercado pet e insumos veterinários na região do Cariri. Ciência Animal, [S. l.], v. 31, n. 2, p. 38–49, 2022. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/cienciaanimal/article/view/9354. Acesso em: 16 set. 2025. SEBBEN, V. C; LESSA, C. A. S. Relatório Anual com Dados de Atendimento do CIT-RS. 2023. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1ext4gfb0aEyap8GNucxk0MCWqKpiLKFO/view. Acesso em 17 set. 2025. SEBRAE. Crescimento do mercado pet e oportunidade de negócio. Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. 2023. Disponível em: https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ufs/al/artigos/crescimento-do-mercado-pet-e-oportunidade-de-negocio. Acesso em: 01 set 2025. SINDAN. Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal Indústria veterinária. 2024. Disponível em: https://sindan.org.br/wp-content/uploads/2025/06/INDUSTRIA-122 ZIELKE, M. et al. Avaliação do uso de fármacos em animais de companhia sem orientação profissional. Science and Animal Health, v. 6, n. 1, p. 29-46, 2018. |
|