O USO DA ARGILA VERDE NA ESTÉTICA FACIAL
1ISABELLE CRISTINA MACULAN, 2MILENA DA SILVA LORENCETE
1ACADÊMICO DO CURSO DE ESTÉTICA E COSMÉTICA UNIPAR
2Docente da UNIPAR
Introdução: A argiloterapia é uma técnica milenar que utiliza diferentes tipos de argila para fins terapêuticos e estéticos. Entre as variedades existentes, a argila verde se destaca como a mais indicada para tratamentos faciais, especialmente em peles oleosas e acneicas. Isso se deve à sua rica composição mineral, que inclui magnésio, cálcio, potássio, zinco, ferro e silício, responsáveis por propriedades adstringentes, cicatrizantes, desintoxicantes, anti-inflamatórias e revitalizantes. Dessa forma, a argila verde tem sido amplamente aplicada em protocolos de cuidados com a pele, visando restaurar o equilíbrio e melhorar a saúde cutânea (Guimarães & Gomes, 2010). O interesse pela utilização da argila verde nos tratamentos faciais também acompanha uma tendência crescente por métodos naturais, acessíveis e eficazes. Sua ação não se limita à estética superficial, mas atua profundamente na regulação da oleosidade e na renovação celular. Por isso, seu uso tem sido cada vez mais recomendado em clínicas de estética e também em cuidados domiciliares supervisionados, sempre com o objetivo de proporcionar resultados duradouros e seguros (Leite, 2015).
Objetivo: O presente trabalho tem como objetivo analisar os benefícios da argila verde na estética facial, destacando suas propriedades terapêuticas e os resultados obtidos em peles oleosas e acneicas. Busca-se compreender de que forma sua aplicação contribui para o controle da oleosidade, prevenção e tratamento da acne, estimulação da regeneração celular e promoção de uma pele mais saudável e revitalizada.
Desenvolvimento: No tratamento facial, a argila verde é reconhecida principalmente pela sua ação no controle da oleosidade. Ao ser aplicada na pele, ela absorve o excesso de sebo, promovendo a sensação de frescor e limpeza. Essa característica é essencial para pacientes que sofrem com acne, pois o acúmulo de oleosidade está diretamente relacionado à obstrução dos poros e ao surgimento de lesões acneicas. Além disso, seu efeito adstringente contribui para a redução da proliferação bacteriana, auxiliando na prevenção de novas inflamações cutâneas (Soares & Reis, 2018). Outro aspecto importante é sua ação cicatrizante e anti-inflamatória, que favorece a recuperação de espinhas já existentes e pequenas lesões de pele. Ao estimular a circulação sanguínea local, a argila verde aumenta a oxigenação dos tecidos, acelerando os processos de regeneração celular. Esse mecanismo promove uma melhora significativa na aparência da pele, deixando-a mais uniforme, firme e revitalizada, com redução das marcas deixadas pela acne (Guimarães & Gomes, 2010). A argila verde também exerce um efeito detox sobre a pele, eliminando impurezas e toxinas que se acumulam ao longo do tempo devido à poluição, ao uso de cosméticos e a fatores ambientais. Essa ação purificante contribui para a renovação da textura cutânea, trazendo uma aparência mais saudável e equilibrada. Além disso, sua capacidade de estimular a microcirculação cutânea favorece a nutrição das células, potencializando o viço e a luminosidade do rosto (Leite, 2015). Outro benefício frequentemente associado ao uso da argila verde no rosto é sua contribuição para a uniformização do tom de pele. Com o uso contínuo, observa-se uma melhora na textura cutânea, na redução de manchas leves e na prevenção de cravos e espinhas. Por esse motivo, ela tem sido incorporada como recurso terapêutico complementar em protocolos de limpeza profunda, revitalização e manutenção da saúde facial (Borges, 2006).
Conclusão: A utilização da argila verde na estética facial apresenta resultados significativos, especialmente em peles oleosas e acneicas. Suas propriedades adstringentes, cicatrizantes, anti-inflamatórias e desintoxicantes a tornam um recurso versátil e eficaz, capaz de controlar a oleosidade, prevenir e tratar lesões acneicas, estimular a regeneração celular e revitalizar a pele. Dessa forma, a argila verde se consolida como uma prática natural e acessível, amplamente utilizada em clínicas estéticas e recomendada por profissionais, reforçando a importância do uso de recursos naturais na promoção da saúde e da beleza.
 
Referências:
BORGES, F. S. Modalidades Terapêuticas Manuais e Estéticas. São Paulo: Phorte, 2006.
GUIMARÃES, F. R. F.; GOMES, A. J. P. A utilização de argilas em tratamentos estéticos faciais e corporais. Revista Saúde e Pesquisa, v. 3, n. 2, p. 245-252, 2010.
LEITE, L. M. Argiloterapia: aplicações e benefícios estéticos. Revista Científica da Faculdade de Estética e Cosmetologia, v. 4, n. 1, p. 55-63, 2015.
SOARES, L. A.; REIS, C. M. Benefícios da argila verde na estética facial e capilar. Revista Saúde e Estética, v. 12, n. 1, p. 22-28, 2018