O IMPACTO DAS REDES SOCIAIS NA SAÚDE MENTAL DOS ADOLESCENTES   
1NATHALIA DA SILVA MIRANDA, 2PEDRO HENRIQUE DIAS CASARIN, 3EDSON GERONIMO, 4CRISTIANE CLAUDIA MEINERZ
1Acadêmica do Curso de Enfermagem da Universidade Paranaense – UNIPAR, Unidade Guaíra Pr
2Acadêmico do Curso de Enfermagem da Universidade Paranaense – UNIPAR, Unidade Guaíra Pr
3Docente do Curso de Enfermagem pela Universidade Paranaense – Unipar Unidade De Guaíra PR
4Docente do Curso de Enfermagem pela Universidade Paranaense – Unipar Unidade De Guaíra PR
Introdução: As redes sociais passaram a fazer parte do dia a dia dos adolescentes, proporcionando diversas possibilidades de comunicação e interação. Porém, o uso exagerado dessas ferramentas pode gerar efeitos relevantes na saúde mental dos jovens, despertando preocupações quanto ao seu equilíbrio psicológico (Matos; Godinho, 2024). A internet e as redes sociais possibilitam mudanças nos laços pessoais e sociais, facilitando a criação de novas amizades e permitindo a conexão com diversos canais de comunicação ao mesmo tempo. Além de serem fontes de notícias, pesquisas e informações, oferecem não apenas o acesso, mas também a oportunidade de produzir conteúdo, bem como compartilhar experiências, ideias, opiniões e sentimentos de forma ágil e simples (Barros; Arthur, 2020). O uso exagerado de redes sociais e recursos tecnológicos tem sido relacionado a problemas como depressão, ansiedade, distúrbios do sono e déficit de atenção, sobretudo entre os adolescentes o uso da internet representa uma preocupação cada vez maior, devido aos impactos funcionais relevantes que podem causar (Silva, et al., 2024). Além do comprometimento da saúde mental, a exposição excessiva às redes sociais pode influenciar de maneira significativa o comportamento alimentar de adolescentes. Tal influência pode contribuir para o desenvolvimento de distúrbios alimentares, bem como para a insatisfação com a própria imagem corporal. Essas condições, por sua vez, apresentam potencial para desencadear outros transtornos psicológicos e emocionais, afetando negativamente a qualidade de vida e o bem estar dos adolescentes. Assim, considerando o longo tempo que os jovens dedicam ao uso de diferentes mídias, especialmente as redes sociais, os pais, educadores e profissionais da saúde demonstram preocupação quanto aos possíveis efeitos negativos dessas tecnologias no desenvolvimento cognitivo e social dessa faixa etária (Matos; Godinho, 2024).
Objetivo: Avaliar as consequências do uso excessivo das redes sociais na saúde mental dos adolescentes e destacar a importância da prevenção por meio do apoio familiar e profissional.
Desenvolvimento: Os adolescentes estão cada vez mais envolvidos no mundo digital, tornando-o um espaço essencial para interações por meio das redes sociais e, assim, encarando as como um recurso imprescindível à vida contemporânea (Fialho; Sousa, 2019). Eles são, igualmente, relevantes seguidores de tendências e, entre estas, utilizam de forma intensa as redes sociais como meio de comunicação e de acesso a novidades, as quais, por sua vez, aparentam ter forte impacto em múltiplos aspectos de sua vida (Lira, et al., 2017). O enfermeiro, uma vez que integrante e coordenador de uma equipe multiprofissional, exerce função relevante na assistência à saúde mental de adolescentes, garantindo que essa atuação seja realizada de forma integral e em todos os níveis de atenção à saúde, contribuindo para a diminuição dos casos de desenvolvimento de transtornos mentais entre jovens (Pessoa, et al., 2020). Além dos efeitos físicos, o aumento do tempo de tela gerou consequências psicológicas significativas, como fadiga emocional e irritabilidade devido à privação de sono. A dependência dos dispositivos para interação social reforçou sentimentos de isolamento, ao mesmo tempo que conteúdos sensacionalistas contribuíram para um estado de constante preocupação (Silva, et al., 2024). A importância deste estudo para a enfermagem está na possibilidade de orientar os profissionais de saúde quanto à relevância do acolhimento a adolescentes e seus familiares diante da dependência da internet por parte desses jovens, contribuindo assim para a criação de um ambiente estratégico voltado à orientação e ao suporte, com isso o estudo se mostra significativo para conscientizar a sociedade sobre a necessidade de controlar o uso da internet entre adolescentes, funcionando assim como uma medida preventiva (Costa, et al., 2023).
Conclusão: Com o presente estudo conclui-se que a internet traz boas experiencias desde que utilizada da maneira correta, caso não haja uso correto pode acabar com a autoestima de muitos jovens dos dias atuais, podendo assim o desenvolvimento de sérios transtornos mentais, cabe a enfermagem juntamente com a equipe multiprofissional prevenir essas condições dos jovens.
Referências:
BARROS, Arthur de Alvarenga; CARMO, Michelle Fernanda Alves do; SILVA, Rafaela Luiza da. A influência das redes sociais e seu papel na sociedade. Anais do Congresso Nacional Universidade, EAD e Software Livre. 2012. Disponível em: http://www.periodicos.letras.ufmg.br/index.php/ueadsl/article/view/3031. Acesso em: 10/08/2025.
COSTA, Késia dos Santos, et al. O impacto das redes sociais na saúde mental dos adolescentes: os gatilhos da ansiedade virtual. Glob Acad Nurs, v.4, n.3, p.383, 2023. Disponível em: https://dx.doi.org/10.5935/2675 5602.20200383 . Acesso em: 09/08/2025.
FIALHO, Lia Machado Fiuza; SOUSA, Francisca Genifer Andrade de. Juventudes e redes sociais: interações e orientações educacionais. Revista Exitus, v.9, n.1, p. 202-231, 2019. Disponível em: http://www.ufopa.edu.br/portaldeperiodicos/index.php/revistaexitus/article/view/721/42. Acesso em: 08/08/2025.
LIRA, Ariana Galhardi, et al. Social media consume, media influence and body dissatisfaction among Brazilian female adolescents. J. Bras. Psiquiatr, 2017. Disponível em: https://www.scielo.br/j/jbpsiq/a/6NrPypcRchnc35RH9GLSYwK/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 08/08/2025.
MATOS, Kelvym Alves; GODINHO, Mônica Oliveira Dominici. A influência do uso excessivo das redes sociais na saúde mental de adolescentes: uma revisão integrativa. Revista Foco, v.17, n.4, p.1-18, 2024. DOI: https://doi.org/10.54751/revistafoco.v17n4-035. Acesso em 09/08/2025.
PESSOA, Deyse Mayara de Souza, et al. Nursing assistance in primary health care for adolescents with suicidal ideations. REME rev. min. Enferm, v.24, p.1290, 2020. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/reme/article/view/49964/40821, Acesso em 09/08/2025.
SILVA, Bárbara Nayara Alves da, et al. Redes sociais e saúde mental na adolescência: lacunas e caminhos para intervenções em psicologia. 2024. Trabalho de Conclusão de Curso – Curso de Psicologia, Centro Universitário UNIFG, Recife, 2024. Disponível em: https://sl1nk.com/v8bnM. Acesso em: 10/08/2025.