ESTRIAS CUTÂNEAS: FISIOPATOLOGIA, FATORES DE RISCO E RELEVÂNCIA ESTÉTICA  
1IZADORA ALVES BORILLE, 2BEATRIZ MEIRA DEMENEK, 3ELLEN CRISTINA DE SOUZA PEREIRA, 4MILENA DA SILVA LORENCETE
1Acadêmica do Curso Superior de Tecnologia em Estética e Cosmética – Universidade Paranaense (UNIPAR), Umuarama – PR, Brasil
2Acadêmico do Curso de Estética e Cosmética da UNIPAR
3Acadêmica do Curso de Estética e Cosmética da UNIPAR
4Docente da UNIPAR
Introdução: As estrias cutâneas, também denominadas striae distensae, caracterizam-se como lesões lineares atróficas decorrentes da ruptura das fibras colágenas e elásticas da derme. Inicialmente apresentam-se como estrias rubras, marcadas por eritema e processo inflamatório ativo, evoluindo posteriormente para estrias albas, que apresentam aspecto esbranquiçado, fibrose e atrofia, tornando o tratamento mais complexo. Embora não comprometam a saúde, representam importante impacto estético e psicossocial. Entre os fatores de risco mais descritos estão predisposição genética, alterações hormonais, uso prolongado de corticosteroides e oscilações bruscas no peso corporal (FERREIRA; OLIVEIRA; MARTINS, 2019). Assim, justifica-se a relevância de estudos voltados à compreensão fisiopatológica e às possibilidades terapêuticas (KOLLER; FINK; KIRSCHNER, 2016; WOLLINA; HEIDRICH, 2019).
Objetivo: Este trabalho tem como objetivo revisar a fisiopatologia das estrias cutâneas, identificar os principais fatores de risco associados ao seu desenvolvimento e discutir a importância da atuação estética na abordagem clínica dessas alterações.
Desenvolvimento: A fisiopatologia das estrias envolve alterações iniciais inflamatórias, vasodilatação e degradação da matriz extracelular, acompanhadas de redução da atividade fibroblástica. Esses processos resultam em diminuição da síntese de colágeno e elastina, elementos fundamentais para a firmeza e elasticidade da pele (FERREIRA; OLIVEIRA; MARTINS, 2019). Na prática estética, múltiplas técnicas são aplicadas, como peelings químicos, microagulhamento, radiofrequência, lasers fracionados e cosméticos bioestimuladores de colágeno. Entretanto, a literatura aponta que nenhum protocolo isolado apresenta eficácia universal, sendo recomendada a associação de diferentes métodos, conforme as necessidades de cada paciente (WOLLINA; HEIDRICH, 2019; BRASIL, 2020). Estudos recentes demonstram que a resposta terapêutica varia de acordo com o estágio evolutivo da lesão. Estrias rubras, por apresentarem maior vascularização, tendem a responder melhor a terapias que estimulam a remodelação dérmica. Já as estrias albas, mais antigas e atróficas, demandam protocolos combinados, com foco na neocolagênese e na reorganização da matriz extracelular (ALMEIDA; SOARES, 2020). O domínio sobre a fisiopatologia e sobre os fatores predisponentes é essencial para fundamentar condutas, selecionar técnicas adequadas e alinhar expectativas realistas com os pacientes. Esse conhecimento possibilita não apenas maior segurança na escolha terapêutica, mas também maior eficácia clínica, favorecendo a satisfação do paciente e o fortalecimento da prática estética (FERREIRA; OLIVEIRA; MARTINS, 2019).
Conclusão: As estrias cutâneas configuram-se como alterações frequentes e de impacto estético significativo. O entendimento de sua fisiopatologia e fatores de risco possibilita a elaboração de protocolos mais adequados que, quando individualizados e embasados em evidências científicas, podem otimizar resultados e melhorar a autoestima dos pacientes. Ressalta-se ainda a necessidade de constante atualização profissional e de novas pesquisas que explorem abordagens inovadoras e mais eficazes no manejo clínico das estrias.
Referências:
ALMEIDA, P. R.; SOARES, L. F. Abordagens estéticas no tratamento de estrias: revisão integrativa. Revista Científica de Estética e Cosmética, São Paulo, v. 5, n. 2, p. 45-53, 2020.
BRASIL. Ministério da Saúde. Dermatologia Estética: protocolos clínicos. Brasília, 2020.
FERREIRA, A. M.; OLIVEIRA, C. S.; MARTINS, L. G. Estrias: fisiopatologia e opções terapêuticas. Anais Brasileiros de Dermatologia, Rio de Janeiro, v. 94, n. 1, p. 62-70, 2019.
KOLLER, S.; FINK, B.; KIRSCHNER, M. Striae distensae: prevalence and associated factors. Journal of Cutaneous and Aesthetic Surgery, v. 9, n. 2, p. 62-67, 2016.
WOLLINA, U.; HEIDRICH, G. Striae distensae (stretch marks): treatment update. Dermatologic Therapy, v. 32, n. 5, e12994, 2019.