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| SURTO DE COLIBACILOSE NEONATAL EM BEZERROS POR Escherichia coli MULTIRRESISTENTE | |
| 1GIOVANNA LOPES GUERREIRO, 2LORENA LUISA DA CRUZ, 3VINICIUS BUZATO SANTOS, 4MONIQUE ELLEN MARTINES FERREIRA, 5LORRAYNE DE SOUZA ARAUJO MARTINS MOTTA, 6RODRIGO GARCIA MOTTA | |
| 1Discente de Medicina Veterinária - UEM/Campus Regional de Umuarama-PR 2Discente de Medicina Veterinária - UEM/Campus Regional de Umuarama-PR 3Residente de Medicina Veterinária - UEM/Campus Regional de Umuarama-PR. 4Médica Veterinária - UEM/Campus Regional de Umuarama-PR 5Docente de Medicina Veterinária - UEM/Campus Regional de Umuarama-PR 6Docente de Medicina Veterinária - UEM/Campus Regional de Umuarama-PR. |
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| Introdução: A colibacilose é uma enfermidade infectocontagiosa de grande impacto em animais de produção, sobretudo nos primeiros 15 dias de vida. Apresenta-se em duas formas principais: a entérica, associada a diferentes graus de diarreia, e a septicêmica, caracterizada pelo quadro de endotoxemia, com rápida evolução para óbito. O agente etiológico é a bactéria gram-negativa Escherichia coli (E. coli), microrganismo comumente encontrado na microbiota intestinal dos animais e humanos, coloniza o trato gastrointestinal, logo nas primeiras horas de vida e capaz de proliferar-se rapidamente no intestino (SANTOS; SILVA, 2025). O sinal clínico predominante é a diarreia intensa, com aspecto amarelado, que quando não tratada de forma imediata, acompanhada por medidas adequadas de manejo e higiene, pode disseminar-se entre os animais, aumentando significativamente as taxas de morbidade e mortalidade, em especial em animais jovens (VIEIRA; GOMES, 2021). Relato de Caso: Foram encaminhadas ao Laboratório de Microbiologia da Universidade Estadual de Maringá, 9 amostras de fezes, provenientes de uma propriedade localizada na região de Pérola-PR, na região Noroeste do Paraná, com 400 vacas leiteiras criadas em sistema intensivo. As coletas foram realizadas de bezerros com idades entre 11 e 26 dias, após o proprietário relatar a ocorrência de 8 óbitos em neonatos decorrentes de diarreia severa nos últimos 7 dias. No laboratório, as amostras foram semeadas em meios de cultivo, como ágar MacConkey, meio de crescimento específico para bactérias gram negativas, ou seja, seletivo para enterobactérias; e no ágar sangue, meio nutritivo para bactérias não seletivo, mas utilizado para analisar o a hemólise do agente etiológico. Após 24 horas de incubação, procedeu-se à leitura com a presença de colônias puras de Escherichia coli hemolítica, reconhecida como a importante linhagem envolvida na etiologia da colibacilose em todas as amostras. Posteriormente, foi realizado antibiograma das 9 amostras em Ágar Mueller-Hinton, com uma seleção criteriosa de 13 antimicrobianos: Amicacina, Amoxacilina + Ácido Clavulânico, Ampicilina, Cefalexina, Ceftazidima, Ceftiofur, Ciprofloxacina, Enrofloxacina, Gentamicina, Marbofloxacina, Penicilina, Sulfazotrin e Tetraciclina. As amostras só apresentaram sensibilidade ao grupo dos aminoglicosídeos (amicacina e gentamicina), e resitência frente as outras 11 drogas testadas. Discussão: Segundo Vieira e Gomes (2021), a Escherichia coli hemolítica é a principal causadora da colibacilose nos bovinos. Trata-se de uma enfermidade com maior incidência em animais jovens criados de maneira intensiva, o que faz com as boas práticas aplicadas aos animais de produção, sejam medidas decisivas na profilaxia da doença. Na propriedade alvo do estudo, foi recomendado aos responsáveis, medidas gerais de manejo como: retirada diária de dejetos, troca rotineira das camas, higiene do ambiente onde ficarão alojados os bezerros recém-nascidos e vacinação preventiva contra colibacilose nas fêmeas gestantes 30 dias antes da previsão do parto. Os animais também precisam ser monitorados diariamente, para evitar a desidrtação, já que a colibacilose ocasiona diarreias graves, com elevada mortalidade. Santos e Silva (2025) ressalta que, os bezerros doentes demonstram desidratação severa, nas primeiras 24 horas, pode perder de 10% até 16% do seu peso corporal, e risco eminente de óbito por sepse. A Escherichia coli dissemina-se de maneira facilitada entre os animais, efeito “multiplicador”, por ora, ocorre maior eliminação de bacteriana pelas fezes, a qual se mantém viável por meses no ambiente, mesmo após o ter passado pela convalescença (SANTOS; SILVA, 2025). Assim, propriedade em tese, a contaminação para vários neonatos ocorreu de maneira facilitada. Ressalta-se que as estirpes isoladas trazem múltipla resistência, visto que, só foram sensíveis aos aminoglicosídeos, durante o diagnóstico de situação todos os animais já tinham recebidos tratamentos com os antimicrobianos convencionais, sinalizando o desenvolvimento de Escherichia coli com perfil de multirresistência. Conclusão: O presente estudo evidencia a necessidade de controle da Escherichia coli nos rebanhos bovinos, especialmente em animais de confinamento, devido ao risco crescente de contaminação e às perdas econômicas associadas. Também destaca a resistência da bactéria a grande parte dos antibióticos testados, ressaltando o potencial de surgimento de cepas mutantes com impacto em saúde pública. |
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| Referências: SANTOS, A. J. R.; SILVA, R. R. Diarreia neonatal em bezerros – etiologia, fatores de risco, métodos diagnósticos e estratégias de manejo preventivo para controle da doença e bem-estar animal: revisão integrativa. Scientia Generalis, v. 6, n. 2, 2025. DOI: https://doi.org/10.22289/sg.V6N2A5. VIEIRA, F. S.; GOMES, R. S. Diarreia em bezerros: etiologia, tratamento e fatores imunológicos. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, v. 4, n. 4, 2021. DOI: https://doi.org/10.34188/bjaerv4n4-018. |
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