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| CIGARROS ELETRÔNICOS NO AMBIENTE ESCOLAR: POSSÍVEIS IMPACTOS NEUROVASCULARES DEVIDO A EXPOSIÇÃO PRECOCE NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA | |
| 1LUIZ MIGUEL DE OLIVEIRA, 2MARIANE DE OLIVEIRA LIMA | |
| 1Acadêmico do curso de Fisioterapia da Unipar 2Docente da UNIPAR |
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| Introdução: O tabagismo é uma das principais ameaças à saúde pública, sendo responsável por mais de oito milhões de mortes anuais em todo o mundo (GUTECOSKI et al., 2023). Nesse cenário, os cigarros eletrônicos têm sido apresentados como alternativa menos nociva, embora também exponham os usuários à nicotina e a compostos tóxicos, como carbonilas e partículas em suspensão (BEN TALEB et al., 2023). Apesar de avanços nas pesquisas sobre efeitos cardiovasculares, as repercussões neurovasculares ainda são pouco exploradas, aspecto preocupante na infância e adolescência, fases críticas do desenvolvimento cerebral (BEN TALEB et al., 2023). Objetivo: Demonstrar como o uso de cigarros eletrônicos pela população infanto-juvenil pode causar problemas neurovasculares à longo prazo. Desenvolvimento: O uso de cigarros eletrônicos têm se consolidado como uma preocupação emergente no cenário da saúde pública, sobretudo pelo crescimento do consumo entre adolescentes. Estudos nacionais e internacionais evidenciam que a experimentação precoce está associada a fatores sociais, culturais e ambientais, sendo a escola um espaço adequado para a disseminação de práticas preventivas e educativas (KLEIN et al., 2021; NALEVAICO, 2025). Dados recentes revelam que cerca de 40% dos adolescentes em determinadas comunidades escolares já fizeram uso de dispositivos eletrônicos, embora muitos desconhecem seus impactos reais sobre a saúde (SOUZA; RIBEIRO; BAGANHA, 2024). Apesar de serem apontados como alternativas menos nocivas, os cigarros eletrônicos expõem os usuários a compostos tóxicos, como formaldeído, acroleína e metais pesados, que podem comprometer a função pulmonar e cardiovascular (GUTECOSKI; VIEIRA; BIAZON, 2023). Em particular, pesquisas experimentais demonstraram que o uso de dispositivos do tipo pod-based provoca redução significativa da capacidade vasodilatadora da artéria cerebral média, efeito semelhante ao do cigarro convencional e que pode aumentar a suscetibilidade a eventos como acidente vascular cerebral e aneurismas. Além disso, há indícios de que o uso crônico contribua para déficits cognitivos e potencial risco de demência (BEN TALEB et al., 2023). O início precoce do consumo intensifica a dependência de nicotina e amplia o risco de adoecimento ao longo da vida adulta, incluindo doenças cardiovasculares, respiratórias e câncer (NALEVAICO, 2025). Essa realidade exige a implementação de estratégias interdisciplinares de prevenção, integrando escola, saúde e família, a fim de reduzir a atratividade desses dispositivos e promover ações que gerem psicoeducação a fim de instigar a consciência crítica entre adolescentes. Conclusão: O uso de cigarros eletrônicos na infância e adolescência não representa apenas um comportamento de risco imediato, mas configura uma ameaça à saúde neurovascular com repercussões duradouras. A exposição precoce à nicotina e a compostos tóxicos presentes nesses dispositivos compromete o desenvolvimento cerebral e favorece a ocorrência de doenças cardiovasculares e eventos cerebrovasculares na vida adulta. Pesquisas reforçam a urgência de políticas públicas mais rigorosas e de estratégias educativas interdisciplinares, que integrem escola, saúde e família, para desestimular a iniciação ao tabagismo eletrônico e proteger a saúde das futuras gerações. |
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| Referências: BEN TALEB, Ziyad; DABROY, Danny; AKINS, John; NELSON, Michael Douglas; KALAN, Mohammed Ebrahimi; REZK-HANNA, Mary; BROTHERS, R. Matthew. Pod-based e-cigarettes versus combustible cigarettes: The impact on peripheral and cerebral vascular function and subjective experiences. Tobacco Induced Diseases, [S.l.], v. 21, p. 71, 26 maio 2023. DOI: https://doi.org/10.18332/tid/162366. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37252033/. Acesso em: 16 ago. 2025. GUTECOSKI, C. A.; VIEIRA, R.; BROETTO BIAZON, A. C. Efeitos tóxicos causados pelo cigarro eletrônico - uma revisão de literatura. SaBios-Revista de Saúde e Biologia, [S. l.], v. 18, n. 1, p. 1–11, 2023. DOI: 10.54372/sb.2023.v18.3354. Disponível em: https://revista2.grupointegrado.br/revista/index.php/sabios/article/view/3354. Acesso em: 16 ago. 2025. NALEVAICO, Fernanda Souza. Tabagismo eletrônico entre adolescentes: uma revisão da literatura. 2025. PEREIRA DE SOUZA, A.; RIBEIRO, A.; BAGANHA, A. P. O USO DO CIGARRO ELETRÔNICO ENTRE ADOLESCENTES E SEUS IMPACTOS . Revista Extensão, v. 8, n. 4, p. 84-87, 7 out. 2024. KLEIN, Tania Aparecida Silva; MÔNACO, Beatriz Nazo Nazo; SANTOS, Giovanna Ivy Prado; SILVA, Bruna Alves; ZÔMPERO, Andreia Freitas. Hábito de tabagismo entre adolescentes de escolas brasileiras. Revista Sustinere, [S. l.], v. 9, p. 509–531, 2021. DOI: 10.12957/sustinere.2021.60177. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/sustinere/article/view/60177. Acesso em: 22 ago. 2025. |
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