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| PERCENTUAL DE LOTES DE FRANGOS DE CORTE POSITIVOS PARA Salmonella spp. ORIUNDOS DE AMOSTRAS DE SWAB DE ARRASTO DE COLHEITAS OFICIAIS DE DIFERENTES TECNOLOGIAS DE AVIÁRIOS | |
| 1MARIA AUGUSTA DORIGAN BONDEZAN, 2LUCAS DE ALMEIDA REATI, 3RAFAEL SILVA TARIFA NAVARRO , 4ANA LUISA CANO, 5TANIARA SUELEN MEZALIRA, 6LUCIANA KAZUE OTUTUMI | |
| 1Doutoranda em Ciência Animal com Ênfase em Produtos Bioativos -taxista PROSUP/CAPES -UNIPAR 2Mestrando em Ciência Animal com Ênfase em Produtos Bioativos da UNIPAR 3Acadêmico do Curso de Medicina Veterinária da UNIPAR, bolsista PIBIC/UNIPAR 4Mestranda em Ciência Animal Com Ênfase em Produtos Bioativos da UNIPAR 5Doutora em Ciência Animal com Ênfase em Produtos Bioativos, UNIPAR 6Professora do curso de Medicina Veterinária e do Programa de Pós-graduação em Ciência Animal - UNIPAR |
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| Introdução: No cenário global, o Brasil produziu 14,972 milhões de toneladas de carne de frango em 2024, sendo que 5,295 milhões de toneladas foram exportados para 151 países, fazendo com que se mantivesse como terceiro maior produtor e primeiro em exportação do mundo (ABPA, 2025). Para atender a esta demanda, os plantéis apresentam maiores densidades de criação levando às aves a terem contato com inúmeros micro-organismos patogênicos por meio do contato direto com outros animais, cama, ração, água e ar (Junges; De Souza, 2023). Entre os patógenos mais relevantes na avicultura, destaca-se o gênero Salmonella, composto por bactérias caracterizadas como bacilo gram-negativo e responsável por infecções gastrointestinais em aves e seres humanos (Back, 2019) e que consegue resistir e se manter presente em diferentes etapas do processo produtivo avícola (Marshall et al., 2024), sendo portanto, um desafio para a avicultura, pois gera perdas econômicas, prejudica as exportações e representa risco à saúde pública (Mota et al., 2025). Material e Métodos: Foram analisados dados de 4.714 lotes de frangos de corte oriundos de integrados de uma agroindústria localizada na região noroeste do estado do Paraná, obtidos durante os anos de 2022 a 2024 relacionados às coletas de swabs oficiais (swab de arrasto de cama de aviário) para análise da presença de Salmonella spp. A metodologia da coleta de cama oficial foi realizada conforme a Instrução Normativa nº 20, de 21 de outubro de 2016 (Brasil, 2016), que rege o controle e monitoramento de Salmonella spp. na cadeia de produção de frangos e perus. Os resultados da positividade ou não para Salmonella spp. nos lotes de frangos de corte foram relacionados com o parâmetro tecnologia do aviário: (1 – convencional (ventilação por pressão negativa, mas com incidência de luminosidade externa transpassada pelas cortinas de vedação de cor amarela); 2 - cortina azul (ventilação por pressão negativa, mas com incidência de luminosidade externa transpassada pelas cortinas de vedação de cor azul); 3 - semi dark (ventilação por pressão negativa, cortina escurecida, mas sem controle de luminosidade de escurecimento na entrada de ar); 4 - dark (ventilação por pressão negativa e totalmente escurecida, com controle da luminosidade, sendo a única fonte de luz, a artificial); e 5 - modal (ventilação por pressão negativa, totalmente escurecida, controle de luminosidade e presença de inlets para auxiliar na qualidade do ar para ventilação mínima). Os dados foram analisados no programa estatístico IBM SPSS v 21.0. por meio da determinação da frequência absoluta (n) e relativa (%). A análise da associação entre a positividade para Salmonella spp. e tecnologia do aviário foi feita por meio do teste Qui-quadrado com correção de Yates, levando-se em consideração nível de significância de 5%. Resultados: Verificou-se que lotes oriundos de tecnologias mais avançadas como o modal, apresentaram significativamente menor positividade (32,6%; 488/1499) para Salmonella spp. quando comparado aos demais tipos de tecnologias. Os demais tipos de tecnologia não apresentaram diferenças em relação à positividade. Os resultados foram: 46,2% (49/106) para aviários convencionais; 50,5% (280/554) para cortina azul; 45,7% (245/536) para semi dark e 46,1% (930/2119) para dark. Discussão: A biosseguridade refere-se a medidas que buscam reduzir a propagação de doenças no interior das granjas, como o controle da circulação de pessoas e veículos, o manejo adequado da ração e da água, o controle de pragas, aplicação de vacinas, higienização e desinfecção dos ambientes, a separação entre áreas contaminadas e áreas limpas, além do uso de roupas apropriadas (Bandeira; Sanches, 2022). A identificação de falhas na execução de algum desses itens, pode comprometer a biosseguridade de um lote. Bristot e Lima (2025) verificaram que 10/15 granjas avaliadas estavam inaptas para o alojamento de pintainhos, em função de falhas na vedação dos aviários e tamanho das composteiras (66,67%), cerca de isolamento (60%), tela anti pássaros (53,33%), registro de cloração de água não preenchido (46,67%), dentre outros. Em complemento, estudos demonstram que características estruturais e tecnológicas dos aviários influenciam a ocorrência de salmonela em frangos de corte (Machado Júnior; Chung; Hagerman, 2020). Aviários modernos com tecnologia avançada favorecem a automação dos processos, controlam melhor a temperatura e umidade e contribuem para um melhor manejo de cama, reduzindo o estresse das aves e melhorando a imunidade. Também possuem barreiras físicas eficazes e controle rigoroso de acesso, limitando a introdução e disseminação da salmonela. Conclusão: No presente trabalho, verificou-se que aviários com o uso de tecnologias mais modernas (modal) apresentam menor positividade para Salmonella spp. No entanto, salienta-se que mesmo aviários que empregam menores níveis de tecnologia, são passíveis de menores percentuais de positividade, desde que as práticas de manejo para se evitar a introdução e disseminação do patógeno sejam realizadas. |
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| Referências: ABPA. Associação Brasileira de Proteína Animal. Relatório anual. 2025. Disponível em: https://abpa-br.org/wp-content/uploads/2025/04/ABPA.-Relatorio-Anual-2025.pdf. Acesso em 29 ago. 2025. BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Disponível em: https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/sanidade-animal-e-vegetal/saude-animal/programas-de-saude-animal/pnsa/imagens/INSTRUONORMATIVAN20DE21DEOUTUBRODE2016.pdf. Acesso em: 01 set. 2025. BACK, Alberto. Manual de doenças de aves. 3. ed. Cascavel: Integração, 2019. 41 p. MACHADO, G. B.; MOURA, S. V.; FORTES, T. P. Impacto da salmonelose na suinocultura e suas premissas em saúde pública. Arquivo do Instituto Biológico, v. 83, p. 1-5, 2016. BANDEIRA, A. J.; SANCHES, P. A. G. Biosseguridade na cadeia de produção de frangos de corte. Arquivos Brasileiros de Medicina Veterinária FAG, v. 5, n. 2, p. 78-90, 2022. BRISTOT, L. A.; DE LIMA, D. A., Avaliação das medidas de biosseguridade em granjas avícolas produtoras de frango de corte em três municípios da Serra Gaúcha. Research, Society and Development, v. 14, n. 7, p. e10014749268-e10014749268, 2025. JUNGES, M. S.; DE SOUZA Z. L. H. Biosseguridade na avicultura de corte: impactos na produção e alternativas para prevenção de doenças. Arquivos de Ciências Veterinárias e Zoologia da UNIPAR, Umuarama, v. 26, n. 1cont, p. 134-151, 2023. MOTA, G. F. et al. Salmoneloses na avicultura e seu impacto na saúde única. Revista Delos, v. 18, n. 63, p. e3715-e3715, 2025. MARSHALL, K. E. et al. An approach to describe Salmonella serotypes of concern for outbreaks: Using burden and trajectory of outbreak-related illnesses associated with meat and poultry. Journal of Food Protection, v. 87, n. 9, p. 100331, 2024. MACHADO J, F. B.; CHUNG, D. W. S.; HAGERMAN, A. D. Modeling Salmonella spread in broiler production: Identifying determinants and control strategies. Frontiers in Veterinary Science, 2020. |
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