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| CONTROLE DE INFECÇÕES POR CEPAS MICROBIOLÓGICAS DE ALTA RESISTÊNCIA EM HOSPITAIS VETERINÁRIOS: REVISÃO DE LITERATURA | |
| 1THAÍS ADRIANA LARA GÓMEZ, 2PATRÍCIA MARQUES MUNHOZ | |
| 1Discente do curso de Medicina Veterinária, Universidade Estadual de Maringá, UEM, campus Umuarama-PR 2Docente do curso de Medicina Veterinária, Universidade Estadual de Maringá, UEM, campus Umuarama-PR |
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| Introdução: A resistência bacteriana em hospitais veterinários é um problema crescente e de extrema preocupação, assim como em ambientes hospitalares humanos (Santana et al., 2022). Uma consequência dessa resistência se dá pelo uso indiscriminado de antibióticos, tornando o tratamento mais difícil de combater e aumentando o risco para a saúde. A resistência expressada nos pacientes infectados pode ter sido cultivada por bactérias mantidas em superfícies inanimadas, equipamentos médicos ou até mesmo veiculadas por indivíduos portadores na rotina de seu trabalho, colaborando para uma transmissão bem-sucedida. Contudo, primariamente, seja de forma natural ou adquirida, a resistência bacteriana é um efeito colateral inevitável do uso generalizado de antimicrobianos (Gottardo et al., 2021). Existem medidas preventivas para conter a disseminação da resistência bacteriana: boas práticas de higiene, vacinação, manejo correto dos animais. Neste contexto, é crucial compreender não apenas como os antibióticos contribuem para o problema, mas fundamentalmente como os médicos veterinários podem desempenhar correta abordagem e controle (Andrade, 2022; Gottardo et al., 2021; Lopes, 2021). Objetivo: Explorar os mecanismos subjacentes à resistência bacteriana induzida por antibióticos, bem como em destacar a importância da intervenção veterinária para controlar o seu impacto na saúde pública e de seus pacientes. Desenvolvimento: A resistência bacteriana acontece de forma natural devido à interação entre microrganismos e o ecossistema (Marques; Santos; Costa, 2023). Tal resistência deve-se ao uso inadequado de antibiótico na parte clínica. É comum que os veterinários prescrevam esses medicamentos de forma preventiva e o não cumprimento das reais recomendações pode agravar ainda mais este problema, inclusive mostrando-se prejudicial no âmbito da saúde pública e não apenas ao paciente. Tais bactérias, selecionadas as resistentes, podem ser transmitidas dos animais para os humanos de forma direta ou indireta, provocando infecções graves e de difícil tratamento. Diversos fatores contribuem na aparição e propagação destas infecções: ambiente e condições hospitalares, vulnerabilidade do paciente e contato direto entre indivíduos e superfícies contaminadas. As infecções adquiridas em ambiente relacionado à saúde ocorrem durante o ingresso e estadia hospitalar, relacionando-se a cuidados sanitários negligenciados; a vulnerabilidade do paciente refere-se à sua imunidade intrínseca, abalada por qualquer doença subjacente, intervenções diagnósticas e/ou terapêuticas, além do fator idade (pacientes jovens e senis são afetados com maior facilidade). O contato direto entre indivíduos e superfícies contaminadas também é fator predisponente (Andrade, 2022). Em meados da década de 1990, as terapias antiinfectivas se tornaram mais difíceis devido a disseminação da resistência bacteriana de novos patógenos e em decorrência de infecções em pacientes imunodeprimidos, nos quais as drogas se tornaram menos efetivas (Santos, 2004). O uso de antimicrobianos na veterinária tem como finalidade o bem-estar animal, prevenção da propagação epidêmica de doenças infecciosas, melhora da eficácia da produção animal, bem como prevenção de doenças transmitidas através de subprodutos animais (Arias; Carrilho, 2012). É responsabilidade das autoridades sanitárias competentes o desenvolvimento de sistemas para monitorar e reduzir a ocorrência das infecções hospitalares. Em medicina humana, estão bem estabelecidas as Comissões Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), enquanto em animais, existem poucas iniciativas para o controle de infecções em ambientes hospitalares veterinários, pois ainda não há legislação que exija a formalização de CCIH em hospitais veterinários (Marques; Santos; Costa, 2023). A resistência bacteriana é atualmente considerada uma das 10 ameaças à saúde pública (Lopes, 2021). Conclusão: A propagação de bactérias resistentes aos antimicrobianos representa um risco significativo tanto para saúde animal como para a saúde pública. A limitação das opções de tratamento e a dificuldade crescente no controle de infecções são desafios enfrentados pelos hospitais veterinários e comunidade em geral. No entanto, existem soluções viáveis que podem ser implementadas para resolver este problema de forma eficaz: a informação sobre o uso responsável de antibióticos, a implementação de protocolos rigorosos de limpeza, a desinfecção em todas as áreas e instalações da clínica veterinária. Ao tomar medidas proativas e colaborativas, trabalha-se em conjunto para a superação dos desafios e garantia da saúde e bem-estar animal e da comunidade. |
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| Referências: ANDRADE, D. J. C. Prevalencia de bactérias nosocomiales en instalaciones de clinicas veterinarias mediante cultivo y citologia. 2022. Trabalho de Conclusão de Curso - Universidad Politécnica Salesiana, Cuenca - Ecuador. 2022. ARIAS, M.V. B.; CARRILHO, C. M. D. M. Resistência antimicrobiana nos animais e no ser humano. Há motivo para preocupação? Semina: Ciências Agrarias, v. 33, n. 2, p. 775-790, Mar. 2012. Disponível em: https://www.redalyc.org/pdf/4457/445744112039.pdf. Acesso em: 07 mar. 2025. GOTTARDO, A. et al. Uso indiscriminado de antimicrobianos na medicina veterinária e o risco para saúde pública. Revista GETEC, v. 10, n. 26, p. 110 – 118, Abr. 2021. Disponível em: https://revistas.fucamp.edu.br/index.php/getec/article/view/2374. Acesso em: 08 set. 2025. LOPES, G. A. P. O papel do médico veterinário na prevenção da resistência bacteriana aos antimicrobianos – uma perspectiva de saúde única. 2021. Trabalho de Conclusão de Curso - Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade “Júlio de Mesquita Filho”, Botucatu, SP. 2021. MARQUES, G.R.; SANTOS, A.C.C.D.; COSTA, M.T. Resistência bacterina na medicina veterinária e sua relação com a Saúde pública. Veterinária e Zootecnia. v. 30, p.1-12, Ago. 2023. Disponível em: https://rvz.emnuvens.com.br/rvz/article/view/1367. Acesso em: 07 mar. 2025. SANTANA, J. A. et al. Bactérias resistentes a antimicrobianos em hospitais veterinários: um desafio crescente. Cadernos Técnicos de Veterinária e Zootecnia. n. 104 p.55-85, Dez. 2022. Disponível em: https://www.bvs-vet.org.br/vetindex/periodicos/cadernos-tecnicos-de-veterinaria-e-zootecnia/2022-104/bacterias-resistentes-a-antimicrobianos-em-hospitais-veterinarios-um-d/. Acesso em: 07 set. 2025. SANTOS, N.D.Q. A resistência bacteriana no contexto da infecção hospitalar. SCIELO, v. 13, p. 64-70, Fev. 2004. Disponível em: https://www.scielo.br/j/tce/a/KrkXBPPt83ZyvMBmxHL8yCf/?lang=pt. Acesso em: 07 set. 2025. |
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