DOENÇA PERIODONTAL E NEURODEGENERAÇÃO ASSOCIADAS AOS MECANISMOS INFLAMATÓRIOS ENVOLVIDOS NA DOENÇA DE ALZHEIMER: REVISÃO DE LITERATURA  
1MAYSA ZAFALON RICARDO, 2GABRIELA DE SOUZA ZIMIANI
1Discente do curso de Odontologia da Universidade Paranaense – UNIPAR / Campus Umuarama – PR
2Docente da UNIPAR
Introdução: Evidências sugerem que a progressão do Alzheimer pode ser influenciada por processos inflamatórios sistêmicos, por meio da produção de mediadores inflamatórios que afetam o tecido cerebral. Desse modo, a doença periodontal ganha destaque devido ao seu potencial neurodegenerativo, mediado por mecanismos inflamatórios e microbianos (FONTES et al., 2024).
Objetivo: Analisar a relação entre a doença periodontal e a doença de Alzheimer, explorando possíveis associações e implicações para a saúde.
Desenvolvimento: A periodontite é uma infecção crônica associada a bactérias gram-negativas e a outras bactérias periodonto-patogênicas próprias da cavidade bucal que podem se disseminar através da corrente sanguínea para outras áreas do corpo, provocando uma inflamação sistêmica, com potencial de chegar ao cérebro através do epitélio. (BANSAL, KHATRI, TANEJA, 2013; FARHAD, 2014). Segundo Silva et al. (2024), a doença de Alzheimer (DA) pode estar relacionada à doença periodontal (DP), pela detecção a presença da bactéria Porphyromonas gingivalis, principal agente causador da periodontite. Essa bactéria tem a capacidade de ativar ou desativar proteínas bioativadoras, alterando a resposta imunológica do hospedeiro. Além disso, é o patógeno central na conexão entre as duas doenças, podendo disseminar-se da região periodontal para a corrente sanguínea e atingir outros órgãos, contribuindo para o desenvolvimento da neuroinflamação. Outro fator é a prevalência da DA ser maior em idosos, grupo no qual já são comuns problemas bucais associados ao envelhecimento, como acúmulo de placa, edentulismo, redução da função salivar e outras alterações típicas da idade (FACCHINI et al., 2024; FONTES et al., 2024). Portanto, patógenos periodontais são possíveis contribuintes para a inflamação neural e para a progressão da doença de Alzheimer (GAO et al. 2020).
Conclusão: A influência dos microrganismos patogênicos da doença periodontal é considerada um fator predisponente na progressão da doença de Alzheimer. Assim, vale ressaltar a importância da atuação do cirurgião dentista frente a prevenção, tratamento e controle da doença periodontal. Logo, deve-se cuidar da saúde bucal para cuidar da saúde sistêmica.
Referências:
BANSAL, M.; KHATRI, M.; TANEJA, V. Potential role of periodontal infection in respiratory diseases – a review. Journal of Medicine and Life, v. 6, n. 3, p. 244–248, 2013. Acesso em: https://www.naturezaonline.com.br/revista/article/view/481.
FACCHINI, L. G. et al. Relação entre doença periodontal e Alzheimer: uma revisão de literatura. Research, Society and Development, v. 13, n. 6, 2024. Acesso em: http://revista.unipacto.com.br/index.php/multidisciplinar/article/view/3773.
FONTES, G. M. E. et al. Explorando a conexão entre a doença de Alzheimer e a doença periodontal: uma revisão integrativa. Revista Saúde & Comunidade, v. 20, n. 3, 2024. Acesso em: http://revista.unipacto.com.br/index.php/multidisciplinar/article/view/3773.
GAO, Z. et al. Disrupted time-dependent and functional connectivity brain network in Alzheimerʼs disease: a resting-state fMRI study based on visibility graph. Current Alzheimerʼs Research, v. 17, n. 1, p. 69–79, 2020. Acesso em: https://doi.org/10.2174/1567205017666200213100607.
SILVA, B. G. et al. Inter-relação entre periodontite e a doença de Alzheimer: uma revisão de literatura. 2024. Projeto de pesquisa (Graduação em Odontologia) – Universidade do Extremo Sul Catarinense, Criciúma, 2024. Acesso em: http://revista.unipacto.com.br/index.php/multidisciplinar/article/view/3773.