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| A IMPORTÂNCIA DO PLANO DE CARREIRA COMO ESTRATÉGIA DO DEPARTAMENTO PESSOAS PARA VALORIZAR E MANTER FUNCIONÁRIOS | |
| 1GABRIELI DA SILVA ANDRADE DE FREITAS, 2GIOVANNA CRISTINA SILVA DE LIMA, 3TIAGO PEREIRA SARDIM, 4ELIZANGELA MARIA MENEGASSI DE LIMA | |
| 1Acadêmica do Curso de Administração da UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Administração da UNIPAR 3Acadêmico do Curso de Administração da UNIPAR 4Docente da UNIPAR |
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| Introdução: Atualmente, as empresas enfrentam desafios cada vez mais complexos para manter seus colaboradores motivados e comprometidos. A competitividade do mercado e as constantes mudanças nas formas de trabalho exigem novas estratégias de gestão de pessoas, especialmente no que diz respeito à atração, retenção e desenvolvimento de talentos. O plano de carreira surge nesse contexto como uma ferramenta essencial, capaz de alinhar os objetivos individuais aos organizacionais e fortalecer o engajamento. Entretanto, observa-se que muitos planos de carreira ainda seguem modelos tradicionais, baseados em hierarquias fixas e progressões lineares, que nem sempre refletem as expectativas dos profissionais contemporâneos. Com o avanço de novas abordagens, como as carreiras proteanas, sem fronteiras e sustentáveis, discute-se a necessidade de adaptar as práticas de gestão de carreira a uma realidade em que o colaborador busca autonomia, propósito e equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Diante disso, este estudo busca analisar a importância do plano de carreira no Departamento Pessoal, discutindo como ele pode ser modernizado para atender às demandas atuais e promover uma gestão de pessoas mais estratégica, humana e sustentável. Objetivo: Analisar a importância do plano de carreira no Departamento Pessoal como estratégia para valorizar, motivar e manter os colaboradores, considerando as novas tendências de carreira e propondo diretrizes para sua aplicação de forma mais dinâmica e eficaz nas organizações. Desenvolvimento: De acordo com Chiavenato (2014), o plano de carreira representa o reconhecimento do valor do colaborador e a preocupação da empresa com seu crescimento, atuando como fator motivacional e de retenção. Marras (2011) complementa que o planejamento de carreira oferece ao profissional uma visão clara de suas possibilidades de evolução, o que contribui para o comprometimento com os resultados organizacionais. Já Dutra (2002) observa que os modelos tradicionais de carreira vêm sendo substituídos por trajetórias mais flexíveis, adaptadas às necessidades individuais e aos novos contextos de trabalho. Essas mudanças dialogam com os conceitos de carreira proteana, apresentada por Hall (2004), que enfatiza o protagonismo do indivíduo em sua trajetória, e de carreira sem fronteiras, proposta por Arthur e Rousseau (1996), que valoriza a mobilidade e a aquisição de experiências diversas fora de uma única organização. Mais recentemente, a ideia de carreira sustentável, abordada por De Vos, Van der Heijden e Akkermans (2020), reforça a importância de conciliar desempenho, saúde e bem-estar ao longo da vida profissional. Para que o plano de carreira acompanhe essas transformações, é essencial que sua estrutura vá além de promoções verticais. Práticas como avaliação de desempenho contínua, feedback construtivo, mentoria, treinamentos personalizados e reconhecimento constante devem ser integradas à cultura organizacional. Além disso, o envolvimento da liderança é crucial: conforme Vergara (2009) e Gil (2007), líderes que escutam, valorizam e incentivam o desenvolvimento de suas equipes criam ambientes mais engajados e produtivos. Outro ponto relevante é o clima organizacional. Chiavenato (2014) e Marras (2011) destacam que a transparência, o respeito e a justiça nas oportunidades de crescimento fortalecem o vínculo entre colaborador e empresa, reduzindo a rotatividade. Assim, o plano de carreira, quando atualizado e aplicado de forma participativa, torna-se um instrumento estratégico não apenas para o crescimento profissional, mas também para o desenvolvimento sustentável da organização. Conclusão: O plano de carreira é um elemento essencial da gestão de pessoas moderna, pois integra os objetivos da empresa às aspirações individuais dos colaboradores. Mais do que uma estrutura hierárquica, ele deve ser entendido como um processo contínuo de aprendizagem, reconhecimento e desenvolvimento, alinhado às transformações do mundo do trabalho. Ao incorporar conceitos como carreiras proteanas, sem fronteiras e sustentáveis, o Departamento Pessoal amplia sua função estratégica, promovendo um ambiente que estimula o protagonismo, o bem-estar e a permanência dos profissionais. Dessa forma, investir em um plano de carreira atualizado não significa apenas oferecer oportunidades de crescimento, mas também fortalecer o capital humano como diferencial competitivo e base para a sustentabilidade organizacional. |
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| Referências: CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas organizações. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2014. DUTRA, Joel Souza. Gestão de pessoas: modelo, processos, tendências e perspectivas. São Paulo: Atlas, 2002. MARRAS, Jean Pierre. Administração de recursos humanos: do operacional ao estratégico. São Paulo: Saraiva, 2011. VERGARA, Sylvia Constant. Gestão de pessoas. São Paulo: Atlas, 2009. BOHLANDER, George W.; SNELL, Scott A. Administração de recursos humanos. São Paulo: Cengage Learning, 2010. GIL, Antonio Carlos. Gestão de pessoas: enfoque nos papéis profissionais. São Paulo: Atlas, 2007. TREVISAN, Letícia N.; BENDASSOLLI, Pedro F. Significados do trabalho e carreira para profissionais da Geração Y. Revista de Administração Mackenzie (RAM), v. 20, n. 4, 2019. ZAYAS-GUILLÉN, Oscar et al. Oportunidades de desenvolvimento e intenção de rotatividade: o papel mediador da satisfação no trabalho. Revista de Administração Contemporânea (RAC), v. 23, n. 6, 2019. VELOSO, Elza Fátima Rosa; DUTRA, Joel Souza; NAKATA, Lílian Elvira. Percepção de carreira e desenvolvimento profissional em organizações brasileiras. Revista de Administração Contemporânea, 2016. |
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