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| EXAME ANDROLÓGICO EM BOVINOS – REVISÃO DE LITERATURA | |
| 1NATHALIA SOUZA JAMARCHI, 2CLARA REGINA ANDRÉ RAITZ, 3CECILIA APARECIDA SPADA, 4KATUANE REGINA DOS SANTOS GABIATO DE ARAUJO, 5DENIS VINICIUS BONATO | |
| 1Discente do Programa de Pós-graduação em Ciência Animal com Ênfase em Produtos Bioativos, Universidade Paranaense – UNIPAR. 2Acadêmica do Curso de Medicina Veterinária da Universidade Paranaense - UNIPAR 3Discente do Programa de Pós-graduação em Ciência Animal com Ênfase em Produtos Bioativos, Universidade Paranaense – UNIPAR. 4Discente do Programa de Pós-graduação em Ciência Animal com Ênfase em Produtos Bioativos, Universidade Paranaense – UNIPAR. 5Docente do Programa de Pós-graduação em Ciência Animal com Ênfase em Produtos Bioativos, Universidade Paranaense – UNIPAR. |
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| Introdução: O exame andrológico em bovinos é uma avaliação reprodutiva do macho com o objetivo de determinar sua capacidade de fertilizar fêmeas. Esse exame é fundamental para programas de reprodução, especialmente na seleção de touros para monta natural ou inseminação artificial. De acordo com Williams (1920) foram descritos os primeiros relatos de características e alterações no sêmen. Segundo Silva et al (1993), para que possamos saber o real potencial de um touro, é necessária a realização do exame de suas funções reprodutivas, detectando assim, possíveis causas que levem a baixa fertilidade. Objetivo: Abordar o exame andrológico e as características principais. Desenvolvimento: O exame clínico e andrológico deve ser feito por um médico veterinário com experiência na área (BARBOSA, et al 2005). Todos os parâmetros são avaliados, mas duas características comportamentais são essenciais: a libido e a capacidade da monta. Um dos principais pontos com a técnica é reduzir o custo e aumentar a lucratividade da propriedade, pois, tendo um animal que não está apto a reprodução, é considerado um prejuízo para o produtor. Touros com baixa libido, tendem a comprometer a eficiência reprodutiva do rebanho (SILVA, et al 1993). Sem isso, o animal não possui uma espontaneidade em montar e realizar a cópula. No sistema de monta natural, é preciso que seja avaliado para que possa haver a proporção touro:vaca. Para que possa ser feita uma avaliação completa do animal, é necessário que o mesmo esteja em um lugar tranquilo, sem distrações, de trinta minutos a uma hora, com fêmeas contidas, em estro ou não (SILVA, et al 1993). Na inspeção do órgão reprodutivo, é preciso que analise a bolsa escrotal, se há simetria ou lesões, os testículos, analisar tamanho, mobilidade e consistência, prepúcio e glândulas acessórias. De acordo com Hebbel et al (2000), animais que tem menor perímetro escrotal possuem baixa qualidade de sêmen. As formas mais comuns para a colheita do sêmen são através da vagina artificial, eletroejaculador ou massagem retal (SILVA, 1993). De acordo com Hafez (2004), existe limites mínimos para que um animal seja considerado apto para a reprodução, sendo que o espermatozoide avaliado precisa de movimentação progressiva retilínea, ser morfologicamente normal e conter mais de 500 milhões de espermatozoides por ml. Outro ponto a ser avaliado é o aspecto do ejaculado, sendo classificado como aquoso, leitoso, cremoso-fino, cremoso e cremoso espesso, tendo relação com a concentração espermática. É avaliado o aspecto microscópico, consistindo em vigor, turbilhonamento, motilidade individual e concentração espermática (BARBOSA, et al 2005). Durante o processo de espermiogênese é onde ocorre os maiores defeitos dos espermatozoides. Já os defeitos considerados menores são quando os espermatozoides deixaram os testículos. Ao final do exame andrológico é quando o médico veterinário designa quais animais estão aptos ou inaptos para a reprodução, levando em consideração todos os critérios da avaliação Conclusão: O exame andrológico é uma excelente ferramenta para o ganho genético do rebanho, visando uma qualidade superior dos animais, intensificando os índices de prenhez nas propriedades, considerando o melhoramento na fertilidade desses touros. É indispensável o conhecimento e aplicação da andrologia veterinária, para que haja uma melhor seleção desses touros. |
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| Referências: BARBOSA, R. T.; MACHADO, R.; BERGAMASCHI, M. A. C. M. A importância do exame andrológico em bovinos. Circular Técnica, nº 41, EMBRAPA Pecuária Sudeste, São Carlos - SP, Dezembro - 2005. HAFEZ, E. S. E.; HAZEZ, B. Reprodução animal, 7 ed., Barueri: Manole, 2004. 513 p. HEBBEL, J.S.et al. Desenvolvimento reprodutivo ealterações do peso corporal em touros jovens das raças Gir, Guzerá, Nelore e Caracu l. Biometria Testicular. Jaboticabal: ARS - Veterinária, v. 16, n.3, p. 178-187, Dez., ano XV, 2000. SILVA, A.E.D.F.; DODE, M.A.N.; UNANIAN, M.M. Capacidade Reprodutiva do Touro de Corte: funções, anormalidades e fatoresque a influenciam. Embrapa – CNPGC. Campo Grande,1993. Disponível em: http://www.cnpgc.embrapa.br/publicacoes/doc/doc51/03avaliacaocapacidade.h ml. WILLIAMS, W. W. Technique of collecting semen for laboratory examination with a review of several diseased bulls. The Cornell Veterinarian, v. 10, p. 87-94, 1920. |
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