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| O AMBIENTE FAMILIAR COMO CORROBORADOR DAS CONDUTAS CRIMINOSAS ENTRE ADOLESCENTES | |
| 1DANIEL ALVES VIEIRA, 2ÁLVARO CAMPOS HUNGARO, 3DAIANA ZAGO LUPEPSA, 4HENRIQUE RAHAL TAUIL, 5JULIA MENDES GASPAR, 6PEDRO HENRIQUE MARANGONI | |
| 1Acadêmico do PIC - UNIPAR 2Acadêmico do PIC - UNIPAR 3Acadêmica do PIC - UNIPAR 4Acadêmico do PIC - UNIPAR 5Acadêmica do PIC - UNIPAR 6Docente da UNIPAR |
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| Introdução: O ambiente familiar exerce papel fundamental na formação da personalidade, valores e comportamentos dos indivíduos, sendo uma das primeiras e mais influentes esferas de socialização. Nesse contexto, é crescente o interesse em compreender como dinâmicas familiares disfuncionais, como violência, negligência, ausência de vínculos afetivos, uso abusivo de substâncias e práticas parentais coercitivas, podem contribuir para o desenvolvimento e a perpetuação de condutas criminosas. Objetivo: Analisar como o ambiente familiar pode influenciar comportamentos criminosos. Desenvolvimento: Nos diferentes estágios da formação psicossocial, a influência do meio sobre o indivíduo pode ser observada como elemento responsável pela reiteração de determinadas condutas. Segundo DURKHEIM (1893), a família, como instituição primária e meio formativo, assume o papel de reprodutor moral dos valores socialmente apreciados, sendo responsável pela instrução primária de seus integrantes. Destarte, lares que reproduzem práticas viciosas e lesivas para seus participantes, podem vir a representar um paradigma para o próprio indivíduo, que perpetua determinadas práticas por não observar suas ações como moralmente questionáveis, apesar de materialmente ilegais. Segundo Glaziane Dias dos Santos (2017, p. 41-56), a adolescência é uma fase de transição entre infância e vida adulta, permeada por rupturas, busca de identidade e vulnerabilidades que podem levar à prática de atos infracionais, especialmente quando somadas a fatores como rejeição familiar, exclusão social, violência doméstica e ausência de referências sólidas. A desestruturação familiar se apresenta como fator de risco significativo para o abandono escolar e para a inserção precoce do jovem em contextos de criminalidade. CASTRO (2021) aponta que filhos de famílias marcadas por conflitos recorrentes, ausência de vínculos afetivos e falta de acompanhamento parental apresentam maior propensão a interromper seus estudos e a se envolver em condutas ilícitas, independentemente da classe social onde estejam integrados. Tal fenômeno ocorre, pois, durante a adolescência, há um suplício por perceber-se como participante, relevante e único dentro de uma comunidade que o acolha e produza identificação. Conforme escreve SILVA (2015), as drogas e os atos infracionais exercem sua influência no adolescente à medida que lhe ajuda a lidar com seus sentimentos, ou de se relacionar com as pessoas, lhe dando senso de pertencimento e identidade, ainda que integrando grupos de infratores. Observa-se, portanto, que o acolhimento do adolescente durante esse período de grande ressignificação pessoal em seu desenvolvimento é elemento culminante na definição de suas condutas, sendo que estes encontram-no na criminalidade, e por isso permanecem nela. Conclusão: Diante da análise realizada, torna-se evidente que o ambiente familiar exerce influência determinante na formação moral, emocional e social dos adolescentes, podendo funcionar tanto como fator de proteção quanto de risco para o desenvolvimento de condutas antissociais e criminosas. A adolescência, como fase crítica de construção identitária, demanda suporte, acolhimento e referências positivas, que, quando inexistentes no núcleo familiar, tendem a ser buscadas em grupos marginais ou por meio de práticas delituosas. |
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| Referências: CASTRO, Gabriel de Arruda. Filhos de famílias desestruturadas tendem a deixar a escola e a se envolver em crimes. Gazeta do Povo, Curitiba, 21 mar. 2021. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/familias-desestruturadas-filhos-deixam-escola-envolvimento-crimes/. Acesso em: 04 set. 2025. Recurso eletrônico. DURKHEIM, Émile. Leçon 63 – Morale domestique. In: Cours de science sociale. Université de Chicago. Disponível em: https://durkheim.uchicago.edu/Texts/1884a/63.html. Acesso em: 02 set. 2025. SANTOS, Glaziane Dias dos. A família e o adolescente criminalizado. Pretextos: Revista da Graduação em Psicologia da PUC Minas, v. 2, n. 3, p. 41-56, jan./jun. 2017. SILVA, Denise Maria Perissini da. A (des) construção do Nome-Do-Pai. Revista Psique: Ciência & Vida. São Paulo. Escala. 2015, Ano IX. Nº 116. p. 44-51. |
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