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| RABDOMIÓLISE NO AMBIENTE MILITAR: CAUSAS E FORMAS DE PREVENÇÃO | |
| 1VICTOR FAZOLLI CAMARA, 2GUSTAVO BORGES PADILHA GASPAR, 3LEONARDO HIDEKI GIMENES OBUTI, 4RENATO PEREIRA DE LIMA JUNIOR, 5ANA CLAUDIA BOCHI | |
| 1Discente do Curso de Educação Física da UNIPAR 2Discente do Curso de Educação Física da UNIPAR 3Discente do Curso de Educação Física da UNIPAR 4Discente do Curso de Educação Física da UNIPAR 5Docente da UNIPAR |
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| Introdução: A rabdomiólise é definida como lesão e desintegração do músculo esquelético, configurando uma síndrome que ocorre a degradação e morte do tecido muscular. Desencadeada por estresse muscular excessivo, seja por exercício físico intenso, traumas, infecções, exposição à toxinas ou doenças subjacentes (MAGALHÃES et al., 2018). Segundo Rosa et al., (2005), é composta pela tríade de dor, fraqueza muscular e urina castanha. A rabdomiólise é uma doença grave que resulta em danos ou destruição das células dos músculos esqueléticos quando essas células musculares se rompem, liberam substâncias como a mioglobina e a enzima creatinofosfoquinase (CPK) na corrente sanguínea. Essas substâncias no organismo podem ser tóxicas, levando a complicações graves (MICHELETO et al., 2023). A rabdomiólise é uma condição que incide principalmente em indivíduos expostos a longas jornadas de trabalho em ambientes desafiadores, caracterizados por calor intenso, desidratação, nutrição inadequada e privação de sono. Diferentemente dos atletas, os militares possuem um dever constitucional de manter um preparo físico de ponta, tendo maior risco da rabdomiólise (CAVALCANTI et al., 2022). Objetivo: Apresentar os sintomas iniciais da rabdomiólise no ambiente militar e suas prevenções. Desenvolvimento: Estudos como o de Faria et al. (2021) demonstram que a rabdomiólise representa intensa preocupação devido à sua elevada ocorrência em militares. O exército norte-americano, por exemplo, registrou taxas de incidência até quatro vezes superiores às da população civil, e as forças armadas dos Estados Unidos acumularam 2.547 casos de rabdomiólise em seus militares durante cinco anos. Diante da incidência de casos de rabdomiólise no âmbito das Forças Armadas, o Comando do Exército implementou o Programa de Prevenção e Controle da Rabdomiólise Induzida por Esforço Físico e pelo Calor, a fim de diminuir os casos da doença. Ao Estado-Maior do Exército foi solicitado a elaboração de propostas para medidas de controle, prevenção e tratamento dessa patologia (MARTELLI et al., 2014). Os autores Faria et al. (2021) também apontam que a prática de atividades físicas em condições climáticas desfavoráveis, como temperaturas extremas, associada à hidratação inadequada antes e durante exercícios prolongados (acima de 1 hora) sem a devida reposição de água e eletrólitos essenciais, como potássio e sódio, contribui para o processo da rabdomiólise. As estratégias de prevenção da rabdomiólise englobam abordagens atitudinais e laboratoriais. As medidas atitudinais envolvem o controle da temperatura corporal e da hidratação, o gerenciamento do condicionamento físico em relação à intensidade do esforço exigido na atividade militar (FARIA et al., 2021). No que concerne ao controle térmico citado acima e a consequente prevenção da rabdomiólise, é de extrema importância o monitoramento do tempo de permanência e da adaptação dos combatentes a altas temperaturas, bem como o controle e o monitoramento da ingestão de água antes, durante e após as atividades (FARIA et al., 2021). No contexto da rabdomiólise, não foram encontrados estudos que apontem sobre uma modalidade de exercício ou um treino específico que, por si só, garanta a prevenção da doença, A chave para evitar a rabdomiólise reside em campanhas e estratégias de intervenção bem planejadas formuladas pelo profissional (CAVALCANTI et al., 2022). Conclusão: Devido às variadas etiologias e prognósticos, é possível apontar formas de prevenção e orientação adequadas, ou seja, o profissional responsável pela preparação física dos indivíduos deve atentar-se aos níveis de hidratação dos militares, principalmente em situações de temperaturas extremas, além de uma nutrição balanceada e evitar a ingestão de agentes tóxicos como drogas ilícitas e também abuso de medicamentos como AINES (Anti-inflamatórios Não Esteroides), além de manter a preparação física em dia, promovendo a manutenção do condicionamento físico. Essas orientações podem inibir ou reduzir o surgimento da rabdomiólise. Contudo, é fundamental que a organização de palestras e orientações coletivas para os militares, promovida pela organização militar à qual pertencem, se torne uma rotina constante. |
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| Referências: CAVALCANTI, E. S. Rabdomiólise no treinamento militar, [S. l.], v. 2, 2022. Disponível em: https://conferenciasunifoa.emnuvens.com.br/tc/article/view/3/1 FARIA, T. L. et al. Medidas de prevenção à rabdomiólise em militares: uma revisão narrativa, [S. l.], v. 32, n. 3, 2021. Disponível em: https://revistadeeducacaofisica.emnuvens.com.br/revista/article/view/2818/2975. MAGALHÃES, S. C. et al. Rabdomiólise induzida pelo exercício de força: revisão e análise dos principais relatos dos últimos 25 anos, [S. l.], v. 29, n. 2, 2018. Disponível em: https://portalrevistas.ucb.br/index.php/RBCM/article/view/7235 MARTELLI, H. et al. Aspectos clínicos e fisiopatológicos da rabdomiólise. [S. l.]: s.n., 2014. Disponível em: https://d1wqtxts1xzle7.cloudfront.net/47427266/182-1675-1-PB-libre.pdf. MICHELETO, C. F. Rabdomiólise, Maceió, 2023. Disponível em: https://www.repositorio.ufal.br/bitstream/123456789/13238/1/Rabdomi%c3%b3lise.pdf |
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