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| TECNOLOGIAS DIGITAIS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NA EDUCAÇÃO DE SURDOS: CAMINHOS PARA UMA EDUCAÇÃO INCLUSIVA E SUSTENTÁVEL | |
| 1ELAINE TÓTOLI DE OLIVEIRA, 2EMANUELLE TÓTOLI DE OLIVEIRA CEZÁRIO, 3BETHÂNIA VERNASCHI DE OLIVEIRA, 4LUCILIA VERNASCHI DE OLIVEIRA, 5MARESSA FERNANDES MASSIONI TÓTOLI, 6MAYARA ANDRESSA HENRIQUE CORTONEZI MARCELINO | |
| 1Doutoranda, Programa de Pós-Graduação em Educação (PPE), Universidade Estadual de Maringá (UEM), Docente do Instituto Federal de educação (I 2Doutoranda, Programa de Pós-Graduação em Educação (PPE), Universidade Estadual de Maringá (UEM), Docente da Prefeitura Municipal de Umuarama 3Mestranda em Educação Inclusiva (PROFEI-UEM), Umuarama, PR, Brasil. 4Doutora em Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação (PPE), Universidade Estadual de Maringá (UEM), Docente do Instituto Federal do Pa 5Mestranda em Sustentabilidade (IFPR/UEM), Arquiteta e Urbanista, Umuarama, PR, Brasil. 6Docente da UNIPAR |
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| Introdução: A educação de surdos no Brasil enfrenta desafios relacionados à acessibilidade linguística, cultural e pedagógica. Com o avanço das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDICs), surgem novas possibilidades para promover uma educação equitativa, bilíngue e atenta às especificidades dos surdos (Catão; Aires; Santos, 2025). Este trabalho articula-se ao debate acerca da ciência e da inovação como pilares para um futuro sustentável e inclusivo, propondo uma reflexão sobre o papel das TDICs na construção de práticas educacionais que respeitem a diversidade linguística e cultural dos surdos. Objetivo: Identificar o que as produções científicas nacionais, publicadas entre 2020 e 2025, discutem acerca do uso de TDICs na educação de surdos. Materiais e Métodos: Trata-se de uma revisão de literatura, qualitativa, de artigos publicados entre 2020 e 2025. As buscas foram realizadas em seis periódicos: 1) Revista Educação Inclusiva; 2) Revista Educação Especial; 3) Revista Diálogos e Perspectivas em Educação Especial; 4) Plurais – Revista Multidisciplinar; 5) Revista Tempos e Espaços em Educação; e 6) Revista JRG de Estudos Acadêmicos, utilizando os descritores “educação de surdos”, “tecnologias digitais”, “inclusão educacional” e “educação sustentável” combinados. A seleção considerou artigos com relação direta à temática proposta, com texto completo disponível e publicados dentro do recorte temporal estabelecido. Após leitura e análise dos resumos, foram selecionados os trabalhos que apresentavam contribuições relevantes para o debate proposto nesta pesquisa. Resultados: A revisão de literatura realizada entre 2020 e 2025 identificou seis artigos nacionais que abordam o uso das TDICs na educação de surdos, voltados às práticas pedagógicas, materiais didáticos e estratégias comunicacionais. Foi identificado um artigo em cada periódico consultado condizente com o objetivo proposto. As produções analisadas abordam o uso de jogos digitais, plataformas bilíngues, vídeos sinalizados, objetos de aprendizagem em Libras, recursos visuais interativos e ferramentas de tradução automática como estratégias que favorecem a inclusão e o desempenho dos estudantes surdos. Os materiais didáticos acessíveis e as práticas pedagógicas bilíngues aparecem como elementos centrais para garantir a compreensão dos conteúdos e a participação ativa dos alunos. As estratégias comunicacionais diversificadas, como legenda e interpretação em tempo real, também são recorrentes nos estudos. Discussão: Os resultados apontam que as TDICs têm sido incorporadas de forma progressiva à educação de surdos, com impactos positivos na intermediação bilíngue, na comunicação visual e na inclusão digital. Santos et al. (2025) destacam as tecnologias assistivas como ferramentas que ampliam a acessibilidade comunicacional, especialmente por meio de recursos como legendas e interpretação automática. Santos e Honorato (2024) reforçam o papel dos jogos digitais e das plataformas sinalizadas como instrumentos que promovem autonomia e interação. Saúde e Pinheiro-Mariz (2025) abordam a importância da linguagem imagética e do visual vernacular (técnica de contar histórias de uma forma visual sem utilizar o vocabulário de sinais) como elementos centrais na construção de sentidos, defendendo que as TDICs devem dialogar com a cultura visual da comunidade surda. Sena, Serra e Schlemmer (2022) argumentam sobre os recursos tecnológicos como parte da educação bilíngue, ressaltando a necessidade de formação docente para o uso qualificado dessas ferramentas. Silva et al. (2024) e Silva e Viana (2023) apontam que as tecnologias digitais, quando integradas ao processo de ensino-aprendizagem, favorecem a compreensão dos conteúdos e ampliam o desempenho dos estudantes, especialmente no ensino superior. Apesar dos avanços, nenhum dos artigos menciona explicitamente o conceito de educação sustentável ou os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), embora muitos apresentem práticas alinhadas aos seus princípios, como equidade, acessibilidade e inovação. Isso demonstra uma falha na articulação entre as práticas inclusivas e os compromissos globais de desenvolvimento. Conclusão: Os artigos analisados demonstraram que as TDICs têm contribuído consideravelmente para práticas pedagógicas e materiais didáticos acessíveis, além de estratégias de comunicação que promovem a inclusão de estudantes surdos. Os resultados indicaram avanços no desenvolvimento de ambientes educacionais equitativos, embora esse processo ainda enfrente desafios a serem superados, como a formação docente em Libras e sobre o uso das TDICs precária, além da falta de articulação explícita com os ODS. As TDICs têm contribuído para práticas pedagógicas, materiais acessíveis e estratégias comunicacionais que promovem a inclusão dos surdos. Os resultados evidenciam avanços significativos no desenvolvimento de ambientes educacionais mais equitativos. Contudo, persistem desafios como a formação docente em Libras e o uso qualificado das TDICs, além da necessidade de maior articulação com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. |
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| Referências: CATÃO, A.; AIRES, P.; SANTOS, Y. Democratização da educação para surdos no Brasil: avanços e desafios. In: CONAPE – Congresso Nacional Popular de Educação, 2025. Anais do CONAPE. João Pessoa: Editora Realize, 2025. SANTOS, A. B. F. dos; SOUZA, N. S. de; SODRÉ, M. S. de O.; ABREU MOL, G. M. dos S. Contribuições das tecnologias assistivas para a inclusão educacional de pessoas surdas: uma revisão narrativa. Revista Educação Especial, Santa Maria, v. 38, n. 1, 2025. SANTOS, G. F. dos; HONORATO, J. Usos de tecnologias educacionais na educação de estudantes surdos. Revista Diálogos e Perspectivas em Educação Especial, Marília, v. 11, n. 1, 2024. SAÚDE, C. de M. C.; PINHEIRO-MARIZ, J. Caminhos visuais na educação de surdos: da semiótica ao visual vernacular. REIN - Revista Educação Inclusiva, Campina Grande, Brasil., v. 10, n. 1, p. 265–280, 2025. SENA, L. S.; SERRA, I. M. R. S.; SCHLEMMER, E. Recursos tecnológicos na educação bilíngue de estudantes surdos. Revista Tempos e Espaços em Educação, São Cristóvão, v. 15, n. 34, 2022. SILVA, C. L. da; SANTOS, V. L. O. dos; SOARES, L. da S.; BRAGA, J. da S. M.; MELO, L. C.; SERRA, D. C. Uso das tecnologias digitais de informações no processo ensino e aprendizagem de estudantes surdos. Revista JRG de Estudos Acadêmicos, Brasil, São Paulo, v. 7, n. 17, 2024. DOI: 10.55892/jrg.v7i17.1427. SILVA, L. P.; VIANA, F. R. Uso de tecnologias digitais na formação de estudantes surdos no ensino superior: uma revisão de literatura. Plurais - Revista Multidisciplinar, Salvador, v. 8, 2023. |
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