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| EFICÁCIA DO TREINAMENTO MUSCULAR DO ASSOALHO PÉLVICO, BIOFEEDBACK E TELEREABILITAÇÃO EM MULHERES COM DISFUNÇÕES DO ASSOALHO PÉVICO | |
| 1ALESSANDRA MAYARA KULZER, 2ANDREI PIEKARCZIK DA TRINDADE, 3DORA DE CASTRO AGULHON SEGURA | |
| 1Acadêmica do Curso de Fisioterapia da UNIPAR 2Acadêmico do Curso de Fisioterapia da UNIPAR 3Docente da UNIPAR |
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| Introdução: As disfunções do assoalho pélvico (DAP), como a incontinência urinária e o prolapso de órgãos pélvicos, acometem até metade das mulheres em algum período da vida, afetando não apenas aspectos físicos, mas também emocionais e sociais (Curillo-Aguirre et al., 2023). O treinamento muscular do assoalho pélvico (PFMT) é o tratamento conservador de primeira escolha, recomendado internacionalmente por sua eficácia na melhora dos sintomas e da qualidade de vida (Espiño-Albela et al., 2022). Atualmente, tecnologias de apoio têm se tornado cada vez mais relevantes no tratamento. O biofeedback, por exemplo, é uma ferramenta eficaz que auxilia no recrutamento preciso da musculatura, melhorando a adesão ao tratamento e otimizando resultados (Wang et al., 2024). A telereabilitação, por sua vez, é uma alternativa promissora que permite o acompanhamento remoto de mulheres. Essa modalidade tem demonstrado bons resultados, principalmente em locais com barreiras geográficas, contudo, sua consolidação em longo prazo ainda exige estudos mais robustos (Brennen et al., 2023). Objetivo: Analisar a eficácia do treinamento muscular do assoalho pélvico, do biofeedback e da telereabilitação em mulheres com disfunções pélvicas. Desenvolvimento: O treinamento muscular do assoalho pélvico (PFMT) supervisionado demonstrou eficácia na redução dos sintomas de incontinência urinária e melhora a qualidade de vida (Curillo-Aguirre et al., 2023). Cacciari et al. (2022) corroboram que quando o treinamento é realizado em grupo, torna-se uma alternativa custo-efetiva que não compromete os resultados clínicos. Programas de treinamento personalizados com acompanhamento de fisioterapeutas têm potencializado os efeitos positivos do tratamento (Demeco et al., 2024). Em uma abordagem domiciliar, um programa de 16 semanas de PFMT demonstrou eficácia na redução da incontinência urinária de esforço em mulheres que praticam exercícios funcionais (Skaug et al., 2024). O biofeedback, seja por pressão ou eletromiografia, surge como um recurso auxiliar eficaz. Um estudo clínico recente, evidenciou que biofeedback mediado por pressão é superior ao PFMT aplicado isoladamente, proporcionando maior controle e melhorando a função muscular (Wang et al., 2024). Por fim, a telereabilitação, tem sido explorada como estratégia inovadora. Um estudo de Brennen et al. (2023) mostrou que mulheres submetidas ao PFMT por teleconsulta apresentaram melhora clínica e boa adesão, o que sugere que essa modalidade pode ampliar o acesso ao tratamento, principalmente em áreas com barreiras geográficas. Conclusão: Sendo assim, concluiu-se que o treinamento muscular do assoalho pélvico permanece como a principal intervenção conservadora de tratamento nas disfunções do assoalho pélvico feminino, sustentado por forte evidência científica. O biofeedback apresenta-se como recurso complementar eficaz, favorecendo a correta execução e adesão ao tratamento. A telereabilitação, embora ainda em fase inicial de estudos, desponta como alternativa promissora para ampliar o acesso às terapias, especialmente em contextos de difícil deslocamento. Dessa forma, a prática fisioterapêutica deve integrar abordagens comprovadas a recursos tecnológicos em expansão, assegurando intervenções cada vez mais efetivas e acessíveis. |
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| Referências: BRENNEN, R. et al. Pelvic floor muscle training delivered via telehealth to treat urinary and/or faecal incontinence after gynaecological cancer surgery: a single cohort feasibility study. Supportive Care in Cancer, v. 31, n. 589, p. 1-13, 2023. DOI: 10.1007/s00520-023-08050-5. CACCIARI, L. P. et al. Group-based pelvic floor muscle training is a more cost-effective approach to treat urinary incontinence in older women: economic analysis of a randomised trial. Journal of Physiotherapy, v. 68, n. 3, p. 191-196, 2022. DOI: 10.1016/j.jphys.2022.06.002. CURILLO-AGUIRRE, C. A. et al. Effectiveness of pelvic floor muscle training on quality of life and urinary symptoms in women with urinary incontinence: a systematic review. International Journal of Environmental Research and Public Health, v. 20, n. 4, p. 2981, 2023. DOI: 10.3390/ijerph20042981. DEMECO, A. et al. The Efficacy of pelvic floor rehabilitation in the treatment of female pelvic floor disorders: a systematic review. Health Care, v. 12, n. 2, p. 121, 2024. DOI: 10.3390/healthcare12020121. ESPIÑO-ALBELA, A. et al. Effects of pelvic-floor muscle training in patients with pelvic organ prolapse: a systematic review. International Urogynecology Journal, v. 33, p. 2069–2083, 2022. DOI: 10.1007/s00192-021-04967-8. SKAUG, K. L. et al. Pelvic floor muscle training in female functional fitness exercisers: an assessor-blinded randomised controlled trial. British Journal of Sports Medicine, v. 58, n. 8, p. 486-493, 2024. DOI: 10.1136/bjsports-2023-107772. WANG, X. et al. Pressure-mediated biofeedback with pelvic floor muscle training for urinary incontinence: a randomized clinical trial. JAMA Network Open, v. 7, n. 11, p. 01-15, 2024. DOI: 10.1001/jamanetworkopen.2024.42925. |
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