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| HUMANIZAÇÃO NA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM ÀS CRIANÇAS COM Diabetes mellitus tipo 1: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA | |
| 1SAMYRA EMANUELY DOS SANTOS SOUZA, 2BEATRIZ ZAGO LUPEPSA | |
| 1Acadêmica do curso de Enfermagem da UNIPAR 2Docente da UNIPAR |
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| Introdução: O Diabetes Mellitus 1 é uma doença metabólica caracterizada pela deficiência na produção de insulina, o que prejudica a captação adequada de glicose pelas células, ocasionando uma condição de hiperglicemia persistente (Miranda; et al., 2021). Diagnosticada precocemente entre 1 e 18 anos, sua causa está ligada à genética e portanto, não pode ser prevenida, entretanto, a pessoa deve realizar o tratamento medicamentoso com insulina injetável e procurar manter um estilo de vida saudável (Brasil, 2025). Segundo o Ministério da Saúde, os principais sintomas incluem a perda de peso, poliúria, fome frequente, polidipsia e fraqueza. A equipe de enfermagem age na linha de frente na promoção de saúde, portanto é responsável pela orientação e cuidados necessários ao paciente (Pereira; Pereira, 2022). Objetivos: Elucidar a relevância da humanização no atendimento prestado pela equipe de enfermagem às crianças com Diabetes Mellitus tipo 1 através de evidências científicas nas bases bibliográficas. Desenvolvimento: A infância é um período de descobertas essenciais para o desenvolvimento, porém as crianças diabéticas podem se ver sem a liberdade que os outros possuem por conta da restrição de certos alimentos, ou por não conseguirem acompanhar outras crianças ativamente durante brincadeiras, pois têm de monitorar seus níveis glicêmicos e garantir que eles não venham a descer ou subir em excesso, podendo desencadear desde um pico hiperglicêmico, até uma cetoacidose diabética. Diante das mudanças e somando a desinformação e o medo, é comum que eles passem por dificuldades na adaptação, como se sentir perdido e forçado a mudar seus hábitos em função da doença e até mesmo tendo que se tornar insulinodependentes. A equipe de enfermagem age diretamente na assistência, acolhimento, esclarecimento de dúvidas quanto à moléstia e na educação em saúde dessas crianças e de suas famílias, no que se diz respeito à alimentação, hábitos de vida saudável que o paciente pode adotar, uso correto do glicosímetro e insulina, assim como a importância deste último para a manutenção da saúde, sempre respeitando as fases, personalidade e tolerância do paciente (Pereira; Pereira, 2022). Segundo o Ministério da Saúde, a insulina deve ser aplicada diretamente na camada de células de gordura, logo abaixo da pele, sendo os melhores locais para a aplicação de insulina a barriga, coxa, braço, região da cintura e glúteo. O enfermeiro deve orientar a família sobre a maneira correta de aplicar insulina, a fim de promover a autonomia no cuidado (Miranda; et al., 2021). Para as crianças, a estratégia lúdica facilita a compreensão sobre a doença e reduz o sofrimento frente a procedimentos dolorosos como a insulinoterapia. Brinquedos e histórias atuam como maneira de ensino e distração, minimizando o medo e aproximando a criança do tratamento. Porém, a prática desse cuidado enfrenta desafios, como falta de criatividade, sobrecarga de trabalho, ausência de protocolos institucionais e de recursos. Sendo assim, o enfermeiro deve considerar os aspectos clínicos e os fatores psicológicos e sociais do paciente, adotando medidas humanizadas e efetivas (Correio; et al., 2022). Conclusão: Com base nas pesquisas realizadas, é possível perceber os impactos e desafios que a doença traz ao paciente e à família. Portanto, é necessário que a assistência de enfermagem seja humanizada, por meio de acolhimento, boas orientações e habilidade em se comunicar com as pessoas em diferentes fases da vida. Assim promovendo a autonomia e adesão ao tratamento, trazendo melhor qualidade de vida. |
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| Referências: ALMEIDA CORREIO, Jocyane Freitas de; BARBOSA, Aline Barros; SENA, Maria Luiza Maués de; MARGOTTI, Edficher; SILVA, Tarciso Feijó da; NASCIMENTO, Vagner Ferreira do. O cuidado lúdico pela enfermagem em pediatria: conhecimento e dificuldades para sua utilização. Revista Enfermagem Atual In Derme, v. 96, n. 39, e-021275, 2022. DOI: https://doi.org/10.31011/reaid-2022-v.96-n.39-art.1429. BRASIL. Ministério da Saúde. Diabetes (saúde de A a Z). Brasília: Ministério da Saúde, [2025]. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/d/diabetes. Acesso em: 9 set. 2025. MIRANDA, Andrine Rodrigues; DURANN, Herick Silva; LIMA, Khaíza Cristina Santos; CASTRO, Otávio Viana; SANTOS, Sandriel Lima; MOTA, Whenny Alves. Assistência de enfermagem a crianças com diabetes mellitus tipo I. Revista Multidisciplinar do Nordeste Mineiro, [S. l.], v. 3, n. 1, 2023. Disponível em: https://remunom.ojsbr.com/multidisciplinar/article/view/852. Acesso em: 24 set. 2025. MSD. Diabetes mellitus (DM) em crianças e adolescentes. 2025. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt/casa/problemas-de-saúde-infantil/distúrbios-hormonais-em-crianças/diabetes-mellitus-dm-em-crianças-e-adolescentes. Acesso em: 9 set. 2025. OLIVEIRA, Jéssica Santos de; PEREZ, Iara Maria Pires. Diabetes mellitus tipo 1 em crianças e adolescentes: cuidados da enfermagem. Revista Saúde dos Vales, [S. l.], v. 1, n. 1, 2023. Disponível em: https://rsv.ojsbr.com/rsv/article/view/175. Acesso em: 24 set. 2025. PEREIRA, Laresca Caroline; PEREIRA, Edineia de Fátima. O papel do enfermeiro na assistência da Diabetes mellitus I na fase infanto-juvenil. Research, Society and Development, v. 11, n. 14, e465111436766, 2022. DOI: https://doi.org/10.33448/rsd-v11i14.36766 |
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