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| O PAPEL DO HEMOGRAMA NA DETECÇÃO PRECOCE DE VASCULITES AUTOIMUNES | |
| 1THAYNÁ LARA ANGELO SILVA, 2ANA BEATRIZ COELHO CAVALINI, 3DUNIA RAMIREZ GOMES MEHANNA, 4NICACIA MIRANDA VASCONCELOS, 5ELIZABETI DE MATOS MASSAMBANI | |
| 1Acadêmica do Curso de medicina da UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 3Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 4Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 5Docente de Pós-Graduação/Farmacêutica-Bioquímica |
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| Introdução: As vasculites autoimunes são doenças caracterizadas pela inflamação de vasos sanguíneos, podendo ser localizadas ou sistêmicas, com risco de comprometimento de múltiplos órgãos como rins, pulmões, pele e sistema nervoso. Em casos mais graves, podem evoluir com complicações fatais quando não diagnosticadas precocemente (GONÇALVES, 2019). A inespecificidade dos sintomas iniciais torna o diagnóstico um desafio clínico, demandando atenção do médico generalista. Nesse contexto, o hemograma representa uma ferramenta acessível e de baixo custo que pode indicar alterações hematológicas sugestivas, contribuindo para a suspeita diagnóstica inicial e para o encaminhamento ao especialista. Objetivo: Compreender o papel do hemograma na detecção precoce das vasculites autoimunes, destacando sua relevância na triagem inicial e no direcionamento da investigação clínica. Desenvolvimento: O hemograma é um dos exames laboratoriais mais utilizados na prática clínica e pode fornecer informações iniciais relevantes para a suspeita de vasculites autoimunes. Alterações como anemia, leucocitose ou leucopenia e plaquetopenia podem estar associadas ao processo inflamatório vascular (GONÇALVES, 2019). O papel do clínico geral é fundamental na valorização desses achados, especialmente quando acompanhados de sintomas inespecíficos, como fadiga persistente, febre de origem indeterminada ou perda de peso involuntária, os quais justificam investigação mais aprofundada e encaminhamento ao hematologista. As vasculites apresentam quadro clínico heterogêneo, com acometimento restrito à pele em alguns pacientes, mas evoluindo para formas sistêmicas em até 50% dos casos, com comprometimento renal, pulmonar, articular ou neurológico (BEZERRA et al., 2019). A fisiopatologia está associada à deposição de imunocomplexos e ativação de mecanismos autoimunes, o que exige exames complementares como biópsias, imunofluorescência e sorologias específicas, incluindo a pesquisa de anticorpos antineutrófilos citoplasmáticos (ANCA) (BEZERRA et al., 2019). Apesar da complexidade do diagnóstico definitivo, o hemograma apresenta-se como exame inicial capaz de levantar suspeitas e nortear a investigação. Hematologistas e sociedades médicas destacam que sinais laboratoriais aparentemente comuns, como anemia, não devem ser interpretados isoladamente como diagnóstico final, mas como possíveis marcadores de doenças mais complexas, incluindo vasculites, neoplasias hematológicas e síndromes mielodisplásicas (GONÇALVES, 2019). O algoritmo diagnóstico das vasculites primárias costuma ser trabalhoso e oneroso, demandando integração entre exames laboratoriais, clínicos e radiológicos (BEZERRA et al., 2020). Por isso, valorizar o hemograma como porta de entrada pode reduzir atrasos diagnósticos, abreviar o início da terapêutica e impactar positivamente no prognóstico e na qualidade de vida dos pacientes. Conclusão: O hemograma, apesar de não ser específico para o diagnóstico de vasculites autoimunes, desempenha papel fundamental como exame inicial de triagem. Alterações hematológicas simples podem sinalizar processos inflamatórios ou autoimunes mais graves, justificando encaminhamento precoce ao especialista. Seu uso criterioso permite não apenas a detecção precoce de vasculites, mas também o reconhecimento de outras doenças hematológicas associadas, favorecendo a tomada de decisão clínica rápida e precisa. Dessa forma, o hemograma deve ser considerado uma ferramenta indispensável na prática médica, integrando o raciocínio diagnóstico, contribuindo para reduzir custos, abreviar a investigação e melhorar o prognóstico dos pacientes. |
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| Referências: BEZERRA, A.S.;et al. Algorithm for diagnosis of primary vasculitides. Jornal Vascular Brasileiro, Rio de Janeiro, v. 18, n. 2, p. 134-141, 2019. Disponível em: https://www.scielo.br/j/jvb/a/LgDycKCkmd9Gb9KdLGMmYHh/. Acesso em: 31 ago. 2025. BEZERRA, A S.;et al. Diagnóstico e terapêutica precoce de vasculites: desafios clínicos. Jornal Vascular Brasileiro, Rio de Janeiro, v. 19, n. 3, p. 212-220, 2020. Disponível em: https://www.scielo.br/j/jvb/a/Sh8394BB6Dqh8cMYdHPF6Qx/. Acesso em: 31 ago. 2025. GONÇALVES, M.S. Vasculites: desafio diagnóstico e terapêutico. Arquivos Catarinenses de Medicina, Florianópolis, v. 48, n. 2, p. 77-82, 2019. Disponível em: https://revista.acm.org.br/arquivos/article/view/531. Acesso em: 31 ago. 2025. |
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