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| PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E DE RESISTÊNCIA MICROBIANA DE Klebsiella pneumoniae ISOLADAS DA CASUÍSTICA DE HOSPITAL VETERINÁRIO | |
| 1ED CARLOS ADRIANO BALDASSI JUNIOR, 2MIGUEL VIEIRA DA SILVA , 3THAISA FERNANDA DE AZEVEDO, 4VINICIUS BUZATO SANTOS, 5RODRIGO GARCIA MOTTA | |
| 1Discente, graduação em Medicina Veterinária, Universidade Estadual de Maringá 2Discente, graduação em Medicina Veterinária, Universidade Estadual de Maringá 3Discente, graduação em Medicina Veterinária, Universidade Estadual de Maringá 4Residente do Setor de Doenças Infecciosas dos Animais da Universidade Estadual de Maringá 5Docente, Departamento de Medicina Veterinária, Universidade Estadual de Maringá |
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| Introdução: Dentre os microrganismos da família Enterobacteriaceae, a Klebsiella pneumoniae se destaca por ser oportunista e causador de várias enfermidades. Esta bactéria apresenta a capacidade de desenvolver facilmente resistência a antimicrobianos, conforme suas diferentes cepas altera-se a gravidade da enfermidade e seu perfil de multirresistência (SEBOLA, et al., 2023). Klebsiella spp. encontra-se disseminado no solo, água, plantas, trato gastrointestinal da maioria dos animais e humanos, e ambientes hospitalares, onde pode ser transmitida principalmente por contato de mãos e objetos que não foram limpos adequadamente após contaminação por sangue ou fezes. Além disso, infecções ascendentes de órgãos como vesícula urinaria e útero são comuns, e a se depender da imunidade do paciente casos de artrite, enterite, rinite, dermatite e septicemia (ITO, 2018). No âmbito hospitalar humano e veterinário a alta ocorrência de infecções por K. pneumoniae multirresistentes é de importância de saúde global, gerando mortalidade e morbidade influenciadas pelo uso indiscriminado de antimicrobianos, desprovimento de políticas de saúde, escassez de laboratórios de microbiologia e falta de conhecimento para controlar e evitar propagação destes microrganismos (RAMIREZ, 2025). Objetivo: O objetivo do presente trabalho é correlacionar a epidemiologia com o perfil de resistência microbiana de isolados de Klebsiella pneumoniae no Hospital Veterinário da Universidade Estadual de Maringá (HV-UEM) no período de março a julho de 2025. Material e Métodos: Os laudos foram obtidos da casuística do laboratório de microbiologia do HV-UEM, no município de Umuarama, Paraná. Computaram-se os exames realizados entre maio e julho de 2025, que apresentavam identificação dos microrganismos feita através do cultivo em ágar suplementado com sangue bovino (5%) desfibrinado, ágar MacConkey e ágar Verde Brilhante, em condições de aerobiose, a 37°C, mantidos por 72 horas. Posteriormente caracterizadas fenotipicamente (Quinn et al., 2011), seguida de antibiograma padrão por difusão em discos (CLSI, 2018). Os resultados de escolha para análise em planilha eletrônica do tipo Microsoft Excel foram: teste positivo para Klebsiella Pneumoniae, espécie, tipo de amostra, e perfil de resistência antimicrobiana. Resultados: Foram contabilizados 16 diagnósticos para Klebsiella pneumoniae (5,61%) dentre os 285 laudos do laboratório de microbiologia do HV-UEM no período estudado, sendo de origem: leite de vacas (7/16 = 43,75%), efusão torácica purulenta de felino (1/16 = 6,25%), swab vaginal canino (2/16 = 12,5%), swab nasal felino (1/16 = 6,25%), swab de pele canino (1/16 = 6,25%), líquido cefalorraquidiano felino (1/16 = 6,25%), swab de leite de fêmea canina (1/16 = 6,25%) e swab ocular (2/16 = 12,5%), sendo um de cão e outro de um gato. Os antimicrobianos testados variam de acordo com as amostras, para auxiliar na escolha de tratamentos para os animais acometidos. Os isolados apresentaram resistência a diversos princípios ativos, os maiores índices de resistência são: 100% a ampicilina (14/14) e a penicilina (6/6), 81,82% a Tetraciclina (9/11), 78,57% a sulfazotrim e 62,5% a amoxicilina + ácido clavulânico (10/16). As maiores taxas de sensibilidade obtidas foram: 87,5% a amicacina (7/8), 84,62% a ciprofloxacina (11/13), 80% a levofloxacina (5/6), 73,33% a gentamicina (11/15), e 68,75% a marbofloxacina (11/16). Discussão: As infecções por Klebsiella pneumoniae afetam animais domésticos e animais silvestres, como evidencia Ito (2018), onde é relatado um alto perfil de resistência a ampicilina (92%), amoxicilina (92%) e sulfonamidas (97%), e uma resposta mais eficiente com o uso de amicacina que obteve resistência apenas a 20% dos isolados, concordando com o presente estudo. O uso exacerbado de β-lactâmicos tem ação direta na resistência adquirida por microrganismos produtores de beta-lactamases, como a K. pneumoniae, resultando em uma menor taxa de resposta a carbapenêmicos e fluorquinolonas e prognóstico desfavorável aos pacientes acometidos, principalmente em ambientes hospitalares (RAMIREZ, 2025). Porém de acordo com Sebola et al. (2023), os carbapenêmicos ainda são possíveis medicamentos de escolha para o tratamento de infecções por K. pneumoniae, pois em seu estudo não identificaram perfil de resistência a esta classe de antimicrobianos. Contudo é importante a realização de exames microbiológicos e desinfecção de espaços e objetos em âmbito hospitalar, a fim de evitar contaminações entre pacientes, principalmente os que permanecem internados, por suscetibilidade a enfermidades nosocomiais (SEBOLA, et al., 2023). Conclusão: A Klebsiella pneumoniae afeta diversas espécies de animais, e está diretamente relacionada a infecções hospitalares e a perfis de multirresistência a antimicrobianos, causados pelo uso indiscriminado destes medicamentos, tornando uma adversidade de relevância a saúde única. O presente estudo enfatiza a importância da realização de exames microbiológicos e limpeza de ambientes hospitalares para evitar disseminação destes microrganismos. |
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| Referências: CLSI. Clinical and Laboratory Standards Institute. CLSI M23-ED5:2018 Development of In Vitro Susceptibility Testing Criteria and Quality Control Parameters. CLSI, n. 5, 2018. ITO, Alessandra Tammy Hayakawa. Perfil de susceptibilidade antimicrobiana in vitro de Klebsiella pneumoniae isoladas de animais domésticos e silvestres. 2018. Dissertação (Mestrado em Ciencias Veterinérias e Sanidade Animal) – Universidade Federal de Mato Grosso, Cuiabá, Mato Grosso, 2018. QUINN, P. J.; et al. Veterinary Microbiology and Microbial Disease, 2nd edn. Wiley-Blackwell, UK. p. 334–341, 2011. RAMIREZ, Camila Peredo. Epidemiologia Clássica e Molecular de Klebsiella pneumoniae Resistente em Hospitais Terciários de Uberlândia – MG. 2025. Dissertação (Mestrado em Imunologia e Parasitologia Aplicadas) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, Minas Gerais, 2025. SEBOLA, D. C.; et al. Antimicrobial resistance patterns of Acinetobacter baumannii and Klebsiella pneumoniae isolated from dogs presented at a veterinary academic hospital in South Africa, Veterinary World, v. 16, n. 9, p. 1880–1888, Set. 2023. Disponível em: www.veterinaryworld.org/Vol.16/September-2023/14.pdf. Acesso em: 6 set. 2025. |
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