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| USO DE ADITIVO PROBIÓTICO EM OVINOS NO SISTEMA DE CREEP FEEDING - RELATO DE CASO | |
| 1JULIO SYLVIO DIAS BORTOLATO, 2PATRÍCIA STANOGA DE ALMEIDA NASCIMENTO, 3ALAN FERNANDO DE CARVALHO, 4ZILDA CRISTIANI GAZIM, 5HERIKA LINE MARKO DE OLIVEIRA | |
| 1Mestrando em Produção Sustentável e Saúde Animal UEM e Responsável Técnico da Nutriphós 2Médica Veterinária da Nutriphós 3Especialista em Controladoria e Gestão Financeira e Gestor da Nutriphós 4Docente da UNIPAR 5Doutora em Biotecnologia Aplicada à Agricultura UNIPAR e Responsável Técnico do Laboratório Homeopático da Nutriphós |
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| Introdução: O uso de aditivos probióticos na alimentação de ruminantes, vem crescendo de forma acentuada, promovendo melhor conversão alimentar e aproveitamento da dieta (FACTORI et al, 2024), principalmente sendo uma boa alternativa ao uso de antibióticos ionóforos (MEDINA, 2021). Os probióticos são microorganismos vivos que, vivem de forma simbiótica do trato gastrointestinal dos ruminantes, realizando a quebra de fibras e auxiliando no padrão da fermentação ruminal (XAVIER, 2020). Além do auxílio da estabilidade do pH ruminal, produção de ácidos graxos voláteis, melhora da saúde intestinal e menor produção de metano (LIMA, 2021; CARLOS, 2024), além de realizar competição exclusiva com bactérias maléficas ao hospedeiro (CARLOS, 2024). Objetivo: Realizar o acompanhamento para a avaliação de ganho de peso em animais suplementados com aditivo probiótico em sistema de creep feeding. Relato de caso: Esta pesquisa consistiu no acompanhamento em uma propriedade localizada no município de Umuarama -Pr, com 15 ovinos da raça Dorper PO, machos e fêmeas. Os animais foram mantidos no sistema de creep feeding, consumindo ração batida na própria propriedade com proteína bruta média de 14%, consumo diário de 800g, além da pastagem de grama e consumo de leite via mãe, sendo desmamados com 60 dias de vida com peso entre 35 e 45 kg. A ração foi aditivada com 3g de Biopeso®/kg (aditivo probiótico), que contém em sua composição: calcário calcítico, sulfato de cobre, cromo quelato, selenito de sódio, sulfato de zinco, vitamina A, vitamina D, Lactobacillus acidophilus, Ruminobacter amylophilum, Ruminobacter succinogenes, Saccharomyces cerevisiae, Enterococcus faecium, Succinovibrio dextrinosolvens. Os animais foram acompanhados desde o nascimento até a desmama, realizando pesagens mensais em balança na própria propriedade e mensurado o ganho de peso diário (GPD) e ganho de peso adicional (GPA) em relação a lotes anteriores que não receberam o aditivo. Foi observado um GPD de 350 g/dia, GPA de 1,5 kg e desmamados com média de 41,9 kg, resultando em um aumento de 15% no ganho de peso em comparação com históricos de outros lotes, que receberam o mesmo manejo e dieta, apenas com a diferença de não terem o aditivo na ração. Não foram observadas diarreias no lote e sintomas de distúrbios digestivos. O ganho adicional de peso dos ovinos ocorre devido a maior população microbiana no rúmen, tendo mais efetividade na digestão da dieta e saúde intestinal, promovendo maior desempenho e atuando de forma competitiva com bactérias benéficas (FACTORI et al, 2024), gerando assim um maior desempenho. Como observado por Souza et al, (2024) a suplementação na fase inicial do ruminante promove uma melhor colonização do rúmen, transformando isso em ganho de peso, promovendo maior precocidade dos animais, com ganhos a partir de 11%, ficando dentro do observado neste acompanhamento. Em estudos realizados por Factori et al, (2024) e Carlos et al, (2024) observou-se na terminação um ganho de peso adicional de 7,6% e 11,37% respectivamente, sendo observado no presente relato um ganho mais evidente (15%). Os dados obtidos no presente estudo demonstraram benefícios aos animais que fizeram o uso de probióticos. Em uma validação econômica a adição dos aditivos probióticos são positivas, visto que o valor gerado com o ganho de peso adicional proporcionado é superior às despesas geradas com a inclusão do produto, sendo assim é uma prática que pode ser usada na rotina como forma de gerar mais lucros (MEDINA et al, 2024). Conclusão: O ganho adicional de peso de 15% nos animais que consomem probióticos junto a dieta, mostrou-se benéfico, visto que o mesmo podem atingir o peso desejado mais precocemente ou receberem suplementação por menos tempo, tendo impacto econômico positivo. |
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| Referências: CARLOS, ELIEVERSON DE OLIVEIRA. Aditivos na dieta de bovinos de corte em fase de terminação. 2024. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Zootecnia) - Escola de Ciências Médicas e da Vida, PUC Goiás, Goiânia, 2024. FACTORI, Marco Aurélio; CORREIA, Wagner; HALAKI, Israel Elias; FAVA, Gabriel Silva. Ganho de peso de bovinos de corte alimentados com DBR SACCH Probiótico Concentrado Pó. Pubvet, v. 18, n. 4, p. 1–7, 2024. DOI: 10.31533/pubvet.v18n4c1581. LIMA, IRIADNE ALBUQUERQUE. Parâmetros de fermentação ruminal de novilhos suplementados a pasto com diferentes aditivos. 2021. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Zootecnia) – Faculdade de Ciências Agrárias, Universidade Federal da Grande Dourados, Dourados, MS, 2021. MEDINA, LUIZ CLÁUDIO DE MELO. Combinações de monensina e probióticos em dietas de bovinos de corte terminados em confinamento. 2021. Dissertação (Mestrado em Ciência Animal) – Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, 2021. NETO, ROMULO FALEIRO ET. O efeito de probiótico fúngicos adicionados a uma dieta rica em grãos no trato gastrointestinal de ovinos. Ciência Animal Brasileira, 2024. DOI: 10.1590/1809-6891. PEREIRA, CAMILA DA SILVA. Probióticos e ionóforo como aditivos para novilhos de corte. 2022. SILVA, R. S.,PEREIRA, R. (2022). Tempo requerido para bactérias ruminais se adaptarem a alterações na dieta de bovinos confinados: Revisão. Pubvet, 16(09). SOUZA, MARIA EDUARDA DE; PEREIRA, MATHEUS LANDIM; PEREIRA, NATÁLIA BRAZ DE ALMEIDA. Probióticos no desenvolvimento e ganho de peso de bezerras leiteiras. Revista Científica UBM, Barra Mansa, v. 26, n. 51, p. 1–10, jul. 2024. XAVIER, JOSÉ VINÍCIUS VALADARES. Aditivos alimentares alternativos para bovinos. 2020 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Zootecnia) – Universidade Federal de Viçosa. 2020. |
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