TRATAMENTO PARA ESTRIAS COM A UTILIZAÇÃO DA CORRENTE GALVÂNICA E ELETROLIFTING
1BEATRIZ MEIRA DEMENEK, 2IZADORA ALVES BORILLE, 3ELLEN CRISTINA DE SOUZA PEREIRA , 4MILENA DA SILVA LORENCETE
1Acadêmica do Curso de Estética e Cosmética da UNIPAR
2Acadêmico do Curso de Estética e Cosmética da UNIPAR
3Acadêmica do Curso de Estética e Cosmética da UNIPAR
4Docente da UNIPAR
Introdução: As estrias são lesões atróficas da pele que resultam da ruptura das fibras elásticas e colágenas da derme, frequentemente relacionadas a fatores hormonais, mecânicos e genéticos. Elas podem ser classificadas em estrias rubras (recentes) e albas (antigas), sendo as últimas mais resistentes ao tratamento por apresentarem fibrose cicatricial. Essas alterações estéticas impactam significativamente a autoestima e a qualidade de vida dos indivíduos, principalmente mulheres jovens. As estrias representam um dos principais motivos de procura por tratamentos estéticos, reforçando a necessidade de recursos eficazes e acessíveis (Costa et al 2019).
Objetivo: Analisar os efeitos da associação da corrente galvânica e do eletrolifting no tratamento das estrias albas, destacando os mecanismos fisiológicos envolvidos e os benefícios clínicos observados, conforme evidenciado por estudos recentes.
Desenvolvimento: A corrente galvânica, por meio da técnica de iontoforese, promove o aumento da permeabilidade cutânea e a introdução de ativos específicos na pele, potencializando a regeneração tecidual. A aplicação da corrente contínua favorece reações eletroquímicas que estimulam a circulação local e o metabolismo celular, auxiliando no reparo dérmico (Guirro & Guirro, 2004; Borges, 2010). O eletrolifting, por sua vez, consiste na utilização de corrente elétrica de baixa intensidade, aplicada por meio de microagulhamento superficial com agulhas finas, induzindo microlesões controladas. Esse processo desencadeia a produção de colágeno e elastina por meio da ativação de fibroblastos. A técnica promove estímulo inflamatório benéfico, resultando em melhora da textura e coloração cutânea (Camargo & Tosti, 2013; Lima et al., 2014). A associação das duas técnicas potencializa os resultados, já que a corrente galvânica aumenta a absorção de ativos regeneradores, enquanto o eletrolifting estimula a renovação celular. Estudos clínicos relatam melhora significativa da firmeza, elasticidade e uniformização da pele tratada. Pacientes submetidos ao protocolo combinado apresentaram maior redução na profundidade das estrias em comparação a protocolos isolados (Fabbrocini et al., 2014; Costa et al., 2019).
Conclusão: A associação da corrente galvânica com o eletrolifting mostra-se uma alternativa eficaz e segura no tratamento das estrias albas, proporcionando melhora clínica visível, uniformização da coloração, aumento da elasticidade e impacto positivo na autoestima dos pacientes. O uso de técnicas eletroterápicas combinadas amplia os efeitos fisiológicos do reparo dérmico, consolidando sua importância na estética avançada. Recomenda-se, contudo, que novos estudos clínicos controlados sejam realizados para padronização dos protocolos e validação científica mais robusta.
Referências:
Referências: A. P. & Ferreira, J. R. (2019), E. C. O., & Guirro, R. R. J. (2014),  M. R., & Oliveira, L. M. (2021), Silva, P. A., Rodrigues, C. F., & Almeida, G. H. (2020).