ATIVIDADE DE EXTRATOS DA PLANTA Terminalia catappa FRENTE A Candida spp.  
1CAROLINE DOMINGUES, 2DANIELLA LONDERO SILVA BATISTI, 3LIDIANE NUNES BARBOSA
1Acadêmica do Mestrado Profissional em Plantas Medicinais e Fitoterápicos na Atenção Básica, Bolsista CNPQ, UNIPAR
2Acadêmica do Curso de Doutorado Em Ciência Animal Com Ênfase Em Produtos Bioativos da UNIPAR
3Docente da UNIPAR
Introdução: A eficácia limitada dos medicamentos disponíveis no mercado contra os fungos causadores de micoses graves, principalmente em pessoas imunossuprimidas, somado ao rápido aparecimento de fungos resistentes, destacaram a necessidade de novos compostos que poderiam substituir os medicamentos existentes (De Oliveira et al., 2015). A Terminalia catappa, conhecida também como 7 copas, é uma árvore nativa do sudeste asiático, adaptando-se bem a climas tropicais e subtropicais. Suas folhas são utilizadas tradicionalmente em loções para tratamento para doenças como a lepra e a sarna. Também se utiliza em bebida para o tratamento de dores de barriga e de estômago, o uso da planta pela população despertou nos pesquisadores o incentivo para desenvolvimento de novas linhas de pesquisa, testando a planta também contra a Candida spp. (Anand, Divya, Kotti, 2015).
Objetivo: Realizar uma revisão da literatura a respeito da atividade antifúngica da planta Terminalia catappa, frente a Candida spp.
Desenvolvimento: O programa de Plantas Medicinais e Fitoterápicos do SUS, segundo Lima Jr. (2006), incentiva profissionais de saúde a utilizarem fitoterápicos e educar a população sobre seu uso seguro e eficaz. Essas práticas podem melhorar a saúde, com efeitos colaterais limitados, quando aplicadas criteriosamente, conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS) apontava até 2015. O estudo de Gandhi et al. (2015), avaliou a atividade antifúngica dos extratos aquosos, de acetato de etila e hexânicos da madeira e casca das cascas da planta Terminalia catappa frente a Candida spp., os resultados mostraram que o extrato hexânico mostrou ser o mais eficaz contra a Candida spp. a atividade foi comparada com a de um antibiótico padrão, o clotrimazol; a maior eficácia do extrato hexânico se deve, provavelmente, à maior capacidade do hexano de extrair os princípios antifúngicos presentes na madeira e casca de T. catappa. Extratos aquosos, acetato de etila e hexano da T. catappa apresentaram atividade antifúngica em uma variedade de espécies, como Aspergillus fumigatus, Candida albicans, Mycrosporum gypseum entre outros (Gandhi et al., 2015; Zirihi et al., 2012). Terças et al. (2017), realizaram testes de difusão em ágar e microdiluição do extrato hidroalcóolico com pequenas frações de folhas de T. catappa contra cepas de Candida albicans de pacientes imunocomprometidos, além de analisar o potencial citotóxico em células mononucleadas. Os resultados demonstraram que o extrato das folhas possui potente ação antifúngica contra Candida spp. Em estudo conduzido por Gonçalves et al. (2019), uma fração de n-butanol de T. catappa foi utilizada para realizar a imersão de resina acrílica utilizada em próteses dentárias, com o intuito de avaliar a redução de formação de biofilme de C. albicans e Candida glabrata. Os resultados demonstraram que o extrato foi efetivo na redução de formação de biofilme sem evidência de danos à resina.
Conclusão: A presente revisão bibliográfica sobre a planta Terminalia catappa, conhecida como 7 copas, destaca o seu significativo potencial como fonte para novos tratamentos para infecções causadas por Candida spp. , desta forma, também é possível observar a importância da identificação de novas formas de tratamento para as infecções fúngicas, pois, além de serem infecções comuns, são de difícil tratamento. Também foi possível identificar resultados diferentes de acordo com os métodos de extração e partes da planta que foram utilizadas para preparar os extratos. Assim, a planta emerge como uma promissora candidata para o desenvolvimento de compostos que possam substituir ou complementar os medicamentos existentes, uma vez que a maioria dos medicamentos de escolha causam fortes efeitos colaterais e, em alguns casos, os microrganismos são resistentes, destacando a necessidade de desenvolver e oferecer novos tratamentos.
Referências:
ANAND, Arumugam; DIVYA, Natarajan; KOTTI, Pannerselvam. An updated review of Terminalia catappa.Pharmacognosy reviews, v. 9, n. 18, p. 93, 2015.
DE OLIVEIRA, W. A. et al. Effects of the essential oil of Cymbopogon winterianus against Candida albicans. Revista Pan-Amazônica de Saúde, v. 6, n. 3, p. 6-6, 2015.
GANDHI, P. Parimala; VENKATALAKSHMI, P.; BRINDHA, P. Efficacy of Terminalia catappa L. wood and bark against some fungal species. Int. J. Curr. Microbiol. Appl. Sci, v. 4, p. 74-80, 2015.
GONÇALVES, Luiz Felipe Fernandes et al. Higienização de próteses totais e parciais removíveis. Rev bras ciênc saúde, v. 15, n. 1, p. 87-94, 2019.
LIMA JÚNIOR, J. F.; DIMENSTEIN, M. A fitoterapia na saúde pública em Natal/RN: visão do odontólogo.Saude rev, v. 8, n. 19, p. 37-44, 2006.
TERÇAS, Analucia G. et al. Phytochemical characterization of Terminalia catappa Linn. extracts and their antifungal activities against Candida spp. Frontiers in Microbiology, v. 8, p. 595, 2017.
ZIRIHI, Guédé Noël et al. Evaluation and comparison of antifungal activities of Terminalia catappa and
Terminalia mantaly (Combretaceae) on the in vitro growth of Aspergillus fumigatus. Journal of Medicinal Plants Research, v. 6, n. 12, p. 2299-2308, 2012.