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| A EFICÁCIA DO PLASMA RICO EM PLAQUETAS NO TRATAMENTO DA ALOPECIA ANDROGENÉTICA | |
| 1LETÍCIA CHERON PIVA DE ALMEIDA, 2SEPHORA SERRANO BALDISERA | |
| 1Discente da UNIPAR 2Docente da UNIPAR |
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| Introdução: A alopecia androgenética (AAG) é a principal responsável pela queda de cabelo em homens e mulheres, podendo ter um impacto considerável na autoestima e na qualidade de vida. Em homens, a perda de cabelo normalmente inicia na área frontal e no topo da cabeça, resultando nas conhecidas “entradas” e áreas de rarefação. Já em mulheres, o que se observa é um afinamento mais difuso, que se concentra na parte central do couro cabeludo (KIELING et al., 2024). A alopecia androgenética (AAG) está intensamente ligada à ação da diidrotestosterona (DHT), um derivado da testosterona que encurta a fase de crescimento dos cabelos e diminui o tamanho dos folículos pilosos, o que resulta em fios mais finos e curtos (LOPES-SILVA et al., 2025). Além da predisposição genética, a evolução da doença pode ser afetada por fatores hormonais, estresse e mudanças no metabolismo também podem influenciar a progressão da doença. Apesar de o minoxidil e a finasterida serem os tratamentos mais utilizados, nem todos os pacientes obtêm resultados positivos. Nesse cenário, o plasma rico em plaquetas (PRP) vem ganhando destaque como uma opção terapêutica, com a capacidade de estimular a regeneração dos folículos e aumentar a densidade e espessura dos cabelos (PEREIRA et al., 2023). Objetivo: Avaliar a eficácia do PRP no tratamento da AAG, ressaltando os benefícios percebidos em homens e mulheres, além de comparar seu efeito com os tratamentos tradicionais. Desenvolvimento: A AAG é bastante comum: mais de 50% dos homens apresentam algum nível de calvície após os 50 anos, enquanto aproximadamente 30% das mulheres enfrentam uma queda significativa de cabelo por volta dos 70 anos (KIELING et al., 2024). Nos homens, os primeiros sinais geralmente aparecem após a puberdade, ao passo que nas mulheres costumam surgir por volta dos 40 anos e tendem a se intensificar após a menopausa (LOPES-SILVA et al., 2025). O PRP é derivado do sangue do próprio paciente, que é processado para aumentar a concentração de plaquetas. Essas liberam fatores de crescimento e proteínas plasmáticas que podem induzir a regeneração dos folículos, aprimorar a circulação local e estender a fase de crescimento dos fios (PEREIRA et al., 2023). Estudos recentes demonstram resultados positivos do PRP em pacientes com AAG. Por exemplo, Kieling et al. (2024) mostraram que sessões regulares de PRP aumentaram a densidade e espessura dos fios, enquanto Lopes-Silva et al. (2025) confirmaram, em revisão sistemática, que o PRP promove engrossamento capilar e maior número de folículos ativos, principalmente quando aplicado em múltiplas sessões. Além disso, a combinação do PRP com tratamentos convencionais, como minoxidil e finasterida, potencializa os resultados, visto que o PRP sozinho não bloqueia a ação da DHT, que é a principal causa da miniaturização dos fios (KIELING et al., 2024). Os efeitos colaterais do PRP são geralmente leves e temporários, como dor local ou vermelhidão no couro cabeludo, tornando o tratamento seguro para a maioria dos pacientes (PEREIRA et al., 2023). Conclusão: O PRP surge como uma alternativa promissora e segura para o tratamento da alopecia androgenética, especialmente em casos moderados a avançados. Estudos indicam que ele pode aumentar a densidade, espessura e vitalidade dos fios, além de melhorar a circulação local. Quando utilizado em conjunto com tratamentos tradicionais, os resultados são mais significativos e duradouros, mostrando que o PRP é uma opção complementar importante no manejo da AAG. A decisão sobre a aplicação deve ser individualizada, levando em consideração o estágio da doença, idade, sexo e expectativa do paciente, sempre com acompanhamento dermatológico adequado (PEREIRA et al., 2023; LOPES-SILVA et al., 2025). |
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| Referências: KIELING, L.; KONZEN, A. T.; ZANELLA, R. K.; et al. O plasma autólogo rico em plaquetas é capaz de aumentar a densidade capilar em pacientes com alopecia androgenética? Revisão sistemática e metanálise de ensaios clínicos randomizados. Anais Brasileiros de Dermatologia, v. 99, n. 4, p. 365-373, 2024. Disponível em: https://www.anaisdedermatologia.org.br/pt-o-plasma-autologo-rico-em-articulo-S2666275224001565. Acesso em: 11 set. 2025. LOPES-SILVA, R.; et al. Platelet-Rich Plasma Effectiveness in Treating Androgenetic Alopecia: A Systematic Review and Meta-Analysis. Journal of Dermatology & Dermatologic Surgery, v. 29, n. 1, p. 1-10, 2025. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11817460/. Acesso em: 11 set. 2025./ PEREIRA, P. N.; CORRÊA, G. R.; GONÇALVES, I. T.; BERTANHA, S.; FERNANDES, L. S. Eficácia do plasma rico em plaquetas para o tratamento de alopecia androgenética. RECIMA21 – Ciências Exatas e da Terra, Sociais, da Saúde, Humanas e Engenharia/Tecnologia, v. 4, n. 10, 2023. Disponível em: https://recima21.com.br/recima21/article/download/4194/2953. Acesso em: 11 set. 2025. |
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